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terça-feira, 24 de agosto de 2010

DICAS PARA PREVENIR GRIPES

A melhor dica para prevenir a gripe no ambiente de trabalho é manter hábitos de higiene também dentro da empresa. Parece simples, mas é exatamente o que faz a diferença. A gripe é uma doença que passa de pessoa para pessoa, por isso, lavar as mãos com água e sabão e usar lenços descartáveis são os métodos de prevenção mais importantes no trabalho. É o que recomenda o Dr. Marcelo Pustiglione, médico homeopata e professor de Medicina do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
"Em épocas de frio, o ambiente de trabalho é local propício para a propagação do vírus da gripe", salienta o especialista. Segundo ele, durante as baixas temperaturas, a tendência de ficar em locais fechados, com pessoas muito próximas umas das outras, caracteriza fator de risco para o contágio da doença. Nesse sentido, a atenção também é a mesma para as escolas, igrejas e transportes coletivos.
"A forma de contaminação da gripe é de pessoa a pessoa, através de gotículas expelidas à distância pelas vias aéreas", comenta o médico. Ele explica que, quando o indivíduo portador do vírus fala, espirra ou tosse, mesmo que ele não esteja claramente doente, as gotículas podem ser depositadas em objetos. "Os vírus mantém-se vivos por certo tempo, se alguém colocar as mãos sobre o mesmo local pode se contaminar", avisa.
A associação entre exposição ao frio, mudanças de temperatura e a gripe é um assunto polêmico, segundo o Dr. Pustiglione. De acordo com pesquisa do Datafolha, mais de 80% de pessoas acreditam que o frio causa ou piora a gripe e 50% apontam o ar condicionado como fator de risco. O médico comenta que essa relação está mais ligada à tendência ao confinamento e maior proximidade das pessoas do que à questão da temperatura.
"É preciso ressaltar, no entanto, que situações de exposição brusca a variações de temperatura podem interferir no sistema imunológico", considera. Ou seja, as defesas do corpo ficam mais frágeis ao entrar e sair muitas vezes de lugares quentes para frios. "Dependendo de outros fatores, como o estado básico de saúde da pessoa, faixa etária, estado nutricional, isso pode desencadear infecções, incluindo a gripe", aponta.
É importante que o ambiente de trabalho seja saudável. "O local deve ser arejado, receber luz do sol e ter nível de umidade do ar em torno de 45%", destaca o especialista. "Se pudermos corrigir o ambiente, educar as pessoas e melhorar a qualidade de vida, teremos pessoas mais saudáveis". Além disso, atualmente já existem terapêuticas eficazes e sem efeitos colaterais, que melhoram a resistência e também ajudam na prevenção da gripe. "Prevenir a gripe é sempre o melhor remédio", completa.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CALOR-ou-FRIO HUMANO

Será verdade que os homens sentem mais calor e toleram melhor o frio do que as mulheres? A resposta é: geralmente, sim.
De acordo com o fisiologista Raul Santo de Oliveira, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o metabolismo do homem é naturalmente mais acelerado do que o da mulher, por causa da maior quantidade de massa muscular. Isso faz com que ele produza mais calor e, consequentemente, tanspire mais.
"O calor é produzido dentro das células, principalmente nas células musculares, quando o corpo produz energia. Depois, ele sai da célula, vai para o sangue e para a pele, onde será eliminado pela transpiração. Como a massa muscular do homem é maior do que a da mulher, naturalmente ele produzirá e sentirá mais calor", explica o fisiologista.
Oliveira ressalta, entretanto, que, apesar da diferença de massa muscular, a capacidade de funcionamento do organismo do homem e da mulher é igualmente eficaz. "Isso não torna a mulher menos eficiente para controlar a temperatura."  Além disso, é preciso lembrar que, se o homem for menor e mais magro do que a mulher, pode ter menos massa muscular e, com isso, sentir menos calor do que ela.
Outra questão a ser levada em conta é que a mulher, quando passa pela menopausa, costuma sentir mais calor do que quando era mais jovem.(Fonte: Folha de São Paulo/SIS.SAÚDE)