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sábado, 17 de julho de 2010

INCÊNDIO DOMÉSTICO

Poucas pessoas se imaginam tendo de apagar o fogo de um tapete dentro da própria casa, mas essa situação é mais comum do que parece. Cerca de 250 mil chamados de incêndio serão atendidos até o fim deste ano pelo Corpo de Bombeiros em todo o país.
Poucos sabem, mas o quarto substituiu a sala como o segundo lugar mais arriscado da casa, atrás apenas da cozinha. A culpa é dos closets, que têm péssima instalação elétrica. O levantamento dos bombeiros revela que incêndios seriam menos graves se as pessoas soubessem agir nos primeiros 20 segundos. Saiba qual é seu risco de “incêndio” e como se defender em cada situação.
A água nem sempre é a melhor forma de combater as chamas – embora ela seja usada em quase todas as situações caseiras. É proibido jogar água em focos de incêndio de origem elétrica – aquele que ocorre em fios de aparelhos eletrônicos ou benjamins. A água alastra as chamas, causa choques e queimaduras. A melhor forma de combater o fogo de origem elétrica é desligar a chave geral e tirar o equipamento da tomada. Mas apenas 20% das pessoas sabem disso.
A sobrecarga elétrica se tornou a maior causa de incêndios residenciais. O motivo: há nas casas três vezes mais equipamentos eletrônicos do que há 15 anos, mas a fiação elétrica e a quantidade de tomadas continuam iguais. “A solução para tudo é o benjamim”, diz Felipe Gomes, da Uaseg, a maior seguradora residencial do país. “Com todos os aparelhos plugados no mesmo lugar, há curtos-circuitos.” Para evitar a sobrecarga, há duas alternativas: livrar-se de metade dos equipamentos ou refazer as instalações.
A displicência no fogão é a segunda causa mais comum de incêndio doméstico. Estima-se que 70% das pessoas limpem de forma incorreta suas panelas de pressão, de acordo com os fabricantes. Elas brilham por fora, mas têm a válvula entupida. “As pessoas cozinham na pressão alimentos que derretem e entopem a válvula. Também saem de casa e deixam a panela no fogo, a todo vapor”, afirma o tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, acostumado a apagar incêndios causados por explosão de panelas.
Poucas pessoas se protegem contra incêndio no Brasil. Estima-se que apenas 8% da população tenha algum tipo de seguro residencial. Eles custam em média R$ 150 por ano. As pessoas buscam o seguro para proteção contra furto e roubo. O seguro contra incêndio vem no pacote. “Sempre tive medo de ter a casa assaltada, mas acabei usando o seguro para arcar com mais de R$ 15 mil em prejuízo por causa de uma vela, que caiu sobre o tapete e se alastrou pelo sofá”, diz a comerciante aposentada Suzana Ferraz, de 68 anos.
(Fonte: Luciana Vicária - Época)