Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador poluição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poluição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A NOSSA LAMA TÓXICA

POLUIÇÃO AQUÁTICA
As notícias sobre a lama vermelha tóxica que vazou de uma fábrica de alumínio no oeste da Hungria confirmam que ela já atingiu o rio Danúbio que banha vários países na Europa. Segundo fonte oficial dos serviços de emergência daquele país, todo o ecossistema do rio Marcal foi destruído. O nível de alcalinidade, muito elevado, matou tudo.
A poluição dos rios ameaça o meio ambiente da região, dias depois que uma torrente de lodo tóxico irrompeu em vilarejos húngaros, matando quatro pessoas e ferindo 120.
Em um primeiro momento, pensamos ‘‘Graças a Deus não temos este problema no Brasil, nem perto de nossas casas’’.
Um problema pontual como este raramente temos por aqui; no entanto, sofremos milhares de pequenas poluições causadas por atividades empresariais que despejam em nossos rios milhões e milhões de litros de poluição de efluentes não tratados provenientes de pequenas e médias indústrias, e que são jogados diariamente na rede de águas pluviais ou na rede de esgoto clandestinamente.
São lava-jatos lançando efluentes com óleo em nossos rios, pequenas indústrias lançando metais pesados como cromo e níquel na rede pluvial, serigrafias lançando poluentes coloridos em nossos rios, além do lançamento de esgotos clandestinos na rede de águas pluviais que acabam por chegar aos corpos hídricos.
No programa de monitoramento da qualidade da água dos rios de Londrina, identificamos uma quantidade muito acima do normal de coliformes, causadores de doenças de veiculação hídrica especialmente em crianças que se banham nos córregos, como também nas hortaliças irrigadas.
Os demais indicadores como DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e DQO (Demanda Química de Oxigênio), importantes indicadores de poluição, estão em geral acima dos parâmetros permitidos pela legislação brasileira.
Este é o retrato da maioria dos municípios brasileiros, mas por que isto ocorre?
Será que é a ganância de alguns que não querem gastar recursos para cuidar de forma adequada de seus efluentes? Ou será que é falta de conhecimento da legislação que faz com que muitos lancem seus poluentes na rede pluvial achando que é assim mesmo que devem proceder?
É uma poluição que não mata tudo de uma vez como aconteceu na Hungria, mas é uma poluição que mata aos poucos a vida aquática e causa danos muitas vezes irreparáveis à saúde humana, em especial daqueles que usam aquela água para beber ou regar sua plantação.
Infelizmente, também temos nossa ‘‘lama tóxica’’ – menos visível que a da Hungria, mas tão maléfica quanto.
(Fonte: Fernando de Barros-engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental e responsável técnico da Master Ambiental. Sugestões de temas: fernando@masterambiental.com.br/
Folha de Londrina-Folha Rural-16.10.10)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

FALTA DE ÁGUA POTÁVEL

ÁGUA POTÁVEL
Escassez e poluição ameaçam a água no planeta, e o pior é que 80% da população mundial vivem em áreas onde o abastecimento de água potável não é assegurado. Boa parte da Europa e América do Norte aparece em condições ruins de abastecimento. As informações foram divulgadas pela revista científica Nature.
Segundo o estudo, 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças. A solução encontrada pelos ocidentes é a conservação. Entretanto, armazenar água em reservatórios só funciona para as pessoas e não para a natureza.
Para as próximas décadas a tendência deve ser ainda pior, de acordo com o estudo, ameaçando a humanidade e a biodiversidade. “Olhamos para os fatos de forma fria, analisando o que acontece em relação ao abastecimento de água para as pessoas e o impacto no meio ambiente da infraestrutura criada para garantir este fornecimento”, disse o responsável pelo estudo Charles Vorosmarty, do City College de Nova York.
A estratégia, para evitar o pior, seria investir no gerenciamento hídrico que combine infraestrutura com opções naturais, como bacias hidrográficas e pântanos. Segundo Charles “trilhões de dólares gastos em engenharias paliativas não estão ajudando”.
“O problema é que sabemos que uma fatia enorme da população mundial não pode pagar por estes investimentos”, disse Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, que também participou da pesquisa.
Para os pesquisadores, o ocidente é o principal culpado pelo impacto significativo que a água está causando na natureza. De acordo com o tutor do Portal Educação, biólogo Carlos Rodrigo Lehn, é importante que haja uma política séria e de âmbito global voltada para a preservação e gerenciamento dos recursos hídricos. “A água deixou de ser um recurso renovável devido às más práticas conduzidas ao longo das últimas décadas”, finaliza. (Fonte: Portal Educação-André Lacasi/consumidorrs)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

MACONHA: QUÃO VERDE É?

Bom, antes de mais nada: a idéia aqui não é defender ou condenar o uso das drogas, muito menos dar sermão em quem usa, não usa, gosta ou não gosta delas, ok?
Esses dias andei lendo alguns textos sobre o impacto das plantações ilegais de maconha no meio ambiente.
Nos Estados Unidos, a existência desses impactos é ressaltada tanto por gente que é a favor da legalização quanto por aqueles contrários a ela.
O que eles alegam é que o fato das cannabis serem cultivadas na ilegalidade na maioria dos estados (em alguns, os uso medicinal é permitido) traz um enorme impacto ambiental, com gastos de energia, água… A isso, soma-se o fato de que, vendida na surdina, ela não gera dinheiro com impostos que possam ser usados no reparo ambiental.
Alguns números indicam que parece estar havendo uma disseminação das plantações de maconha em terras públicas nos EUA. A importação da droga ou seu plantio na fronteira com o México têm se mostrado menos lucrativos do que cultivar a planta em parques nacionais e florestas, por exemplo. Acredita-se que até 40% das florestas nacionais americanas já possuam, em algum nível, plantações ilegais de cannabis.
Mas o principal problema apontado é o uso de recursos hídricos, energéticos e a poluição gerada por essas plantações. As fazendas ilegais “puxam” água e energia do sistema de distribuição. Esses gatos nos encanamentos para irrigação e na rede elétrica acabam prejudicando outros moradores e também o meio ambiente.
Por não poderem ser fiscalizadas, elas também usam pesticidas e outros produtos e os descartam sem nenhum tipo de controle.
Mais do que poluição, o uso da energia é um problema: como é ilegal,a maconha é muitas vezes cultivada em locais fechados, com lâmpadas que simulem os efeitos do sol. Estima-se que as plantações “escuras” de maconha utilizem 90 milhões de kilowatt/hora por dia, o que seria equivalente a 70 vezes o total de energia solar produzida nos Estados Unidos – o suficiente para abastecer 13 mil casas.
O uso de tanta eletricidade gera 40 mil toneladas de CO2 – ou o equivalente a sete mil carros por dia.
Alguns dados também revelam que gasta-se de US$1 a US$2 para eliminar cada pé de maconha apreendido e quatro vezes esse valor para limpar a área utilizada para plantio.
Números impressionantes, sem dúvida. Especialmente se a gente pensar que a maconha geralmente está associada a uma ideia mais “natural” do que cigarros. Mas todos esses fatos podem ser interpretados de formas diferentes, dependendo do ponto que se quer defender…
Para quem é contra a legalização, a poluição causada por essas plantações ilegais é só mais um motivo para erradicá-las. Eliminando as fazendas de cannabis, elimina-se também o impacto que elas trazem e os custos ambientais associados a elas. Simples assim.
Mas quem defende a liberação do plantio das drogas enxerga nesses números apenas um reflexo da própria proibição. O efeito de causa e conseqüência se inverte: porque é ilegal, ela deve ser plantada na surdina e por isso consome uma quantidade insana de energia elétrica ao invés de aproveitar a luz do sol (o mesmo valendo para os gatos em encanamentos e água). Se fosse liberada, não causaria mais danos ao ambiente do que a média de qualquer outra plantação de porte equivalente. Além disso, os impostos coletados poderiam ser revertidos para a sociedade, da mesma forma que é feito com a venda de cigarros.
Mas, para ser liberada, a maconha passa por ooooutras questões que não somente seu impacto ambiental…. (questões sociais, políticas, e muitos etc…).
E como o título deste post vem justamente com uma interrogação, eu me dou ao direito de não concluir com uma opinião. Simplesmente porque, na maioria das vezes, debater um assunto é sempre melhor do que dá-lo por encerrado… né?  (Fonte: texto de Paula Rothman/blog Planeta Verde)