Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador regulação da respiração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador regulação da respiração. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de agosto de 2010

AULAS DE CANTO

Devido ao fato de exigir controle da respiração e postura, as aulas de canto podem melhorar a qualidade de vida e reduzir a ansiedade de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica - incluindo enfisema pulmonar e bronquite -, segundo estudo britânico publicado na edição deste mês da revista cientifica BMC Pulmonary Medicine.
Avaliando 28 pacientes com doença pulmonar, os pesquisadores notaram que aqueles que participaram de um curso de canto de seis semanas, com aulas duas vezes por semana, apresentaram significativas melhorias nas medidas de qualidade de vida em resposta ao tratamento e nos índices de ansiedade. E essa abordagem não apresentou efeitos adversos para os participantes.
De acordo com os pesquisadores, apesar de não melhorar a contagem única da respiração, o tempo prendendo a respiração, ou a distância de caminhada, as aulas de canto foram associadas a diversos efeitos benéficos, incluindo na sensação física, no bem estar geral e no apoio social desses pacientes. Por isso, os especialistas recomendam essa abordagem como uma terapia complementar ao tratamento convencional das doenças pulmonares obstrutivas crônicas. (Fonte: Leandro Perché-Blog Boa Saúde/SIS.SAÚDE)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ASTRÓCITOS

Técnicas para controlar a respiração, como em ioga ou meditação, por exemplo, estão se tornando populares como alternativa para tentar relaxar e diminuir o estresse. Mas como é mesmo que o cérebro controla a respiração?
Segundo um grupo de cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos, são as células conhecidas como astrócitos que têm um papel central na regulação da respiração.
Astrócitos são células com formato de estrela (daí o nome) encontradas no cérebro e na medula espinhal. Até então, achava-se que fossem personagens passivos e secundários na fisiologia cerebral, mas Alexander Gourine, da University College London, e colegas encontraram evidências de que essas células multitarefas são protagonistas no controle químico-sensorial envolvido na respiração.
Os autores do estudo, publicado nesta sexta-feira (16/7) na edição on-line da revista Science, descobriram que os astrócitos cerebrais são capazes de perceber alterações nos níveis de dióxido de carbono e de acidez no sangue e no cérebro.
Com essa capacidade, essas células podem ativar redes neuronais envolvidas na respiração, localizadas no cérebro, de modo a aumentar a respiração de acordo com a atividade e o metabolismo do organismo.
Os astrócitos fazem isso ao liberar trifosfato de adenosina (ATP), um mensageiro químico que estimula centros respiratórios no cérebro a aumentar a respiração para que a quantidade a mais de dióxido de carbono seja removida do sangue e eliminada pela expiração.
Os resultados do estudo, segundo seus autores, podem ajudar a entender melhor os mecanismos responsáveis por problemas respiratórios como asma, enfisema e até a sensação de fôlego curto causada pelo estresse ou por doenças cardiovasculares.
“A pesquisa identifica os astrócitos cerebrais como elementos fundamentais nos circuitos cerebrais que controlam funções vitais como a respiração e indica que eles são realmente as estrelas do cérebro”, disse Gourine. O artigo Astrocytes Control Breathing Through pH-Dependent Release of ATP (doi: 10.1126/science.1190721), de Alexander Gourine e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org. (Fonte: FAPESP)