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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

RESÍDUOS SÓLIDOS RECICLADOS

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) elaborou um plano de diagnóstico e gerenciamento de resíduos de construção e demolição para o município de Novo Horizonte, no interior de São Paulo.
O trabalho foi realizado por duas unidades do instituto, o Centro de Tecnologias de Obras de Infraestrutura e o Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas, e apontou como solução mais viável uma unidade de processamento de baixo custo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
Com capacidade de processar dez caçambas de resíduos por dia, montante compatível com cidades de até 50 mil habitantes, o equipamento custa R$ 170 mil e dispensa a unidade de britagem. O material reciclado pode ser aplicado em obras de geotecnia e em matéria-prima para pavimentação.
“Esse equipamento custa metade do que uma usina convencional. Dessa forma, pequenas cidades poderão reciclar, o que será um ganho ambiental para o estado”, disse Valdecir Quarcioni, pesquisador responsável pelo Laboratório de Materiais de Construção Civil, ligado ao Centro de Tecnologias de Obras de Infraestrutura.
O IPT está investindo em uma unidade protótipo dessa tecnologia com o intuito de difundi-la e promover  treinamentos para a sua operação. Os pesquisadores do instituto acreditam que, além de contribuir com a preservação ambiental ao evitar os aterros, esse tipo de reciclagem poderá fornecer material de pavimentação para estradas rurais de São Paulo. Mais informações: www.ipt.br
(Fonte: FAPESP)resíduos de cons

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

RESÍDUOS VALIOSOS!




NUTRIENTES DESPERDIÇADOS
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de cada 100 quilos de frutas colhidas no Brasil, 46 não são aproveitados. A quantidade é equivalente a uma perda diária de quinze toneladas de alimentos, que vão para o lixo dentro das Centrais de Abastecimento (Ceasas) e quatorze toneladas que são descartadas nos pontos de venda (supermercados, mercearias, feiras e outros).
Durante todo o processo, da colheita à comercialização de frutas e verduras, o Brasil perde o suficiente para alimentar mais de 32 milhões de pessoas, o que - conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - acabaria com a fome no País.
Sintam outro drama!  Mieko Kimura, professora do Departamento de Engenharia e Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto, encontrou importantes substâncias nutricionais, chamadas bioativas, nos lixos das empresas. Os resíduos industriais analisados mostraram ser fontes ricas de carotenoides, compostos fenólicos, fibras e vitamina C, substâncias que poderiam ser aproveitadas pelas indústrias farmacêutica e cosmética e pelo próprio ramo alimentício.
“Descartados, esses resíduos geram ônus para as empresas, que muitas vezes pagam para terceiros fazerem o descarte, além de criar problemas ambientais e aumentar o valor do produto fabricado”, afirmou durante o 8º Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, realizado na semana passada na Universidade Estadual de Campinas.
A pesquisadora recolheu resíduos de pequenas e médias indústrias oriundos de diferentes matérias-primas, como tomate, abóbora e goiaba. Em apenas uma empresa, como resultado do processamento do tomate, Mieko contabilizou o desperdício de 24 quilos de licopeno e cerca de 250 gramas de betacaroteno no período de um mês. “Parece pouco, mas não é. Basta considerar que 1 miligrama de betacaroteno vale US$ 25 no mercado norte-americano”, apontou. Betacaroteno é uma pró-vitamina que, ao ser processada pelo organismo, auxilia na produção de substâncias nutricionais importantes, especialmente a vitamina A. A triste ironia, lembra, é que muitas empresas de alimentos compram pró-vitaminas para enriquecer os seus produtos.
Segundo Mieko, o Brasil tem perdido recursos valiosos nos processos industriais de alimentos. Se a fábrica está tomando cada vez mais o papel do consumidor na hora de espremer um suco, fazer uma compota de doce ou extrair molho de tomate, ela também deve investir no aproveitamento total das matérias-primas para que todos saiam ganhando. Como solução para o desperdício, a professora da Unesp preconiza a pesquisa científica no setor. “Precisamos incentivar os estudantes a trabalhar com resíduos industriais”, afirmou.
Triste (e antiga) constatação: o Brasil é riquíssimo e não sabemos aproveitar os seus recursos! (Fonte: Boletim Agência Fapesp-18.11.09)