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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

HPV e as MULHERES

Imagine uma realidade em que oito a cada dez mulheres possuiria uma doença sexualmente transmissível (DST). Essa imagem pode parecer longe da realidade, mas está muito mais próxima do que se imagina. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a porcentagem de mulheres atingidas pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) durante toda a vida varia de 50% a 80%. De acordo com a ginecologista Alexandra Ongaratto, as razões desses números alarmantes passam pela facilidade do contágio somada à pouca prevenção.
O grande risco do HPV é sua ligação com alguns tipos câncer, especialmente os genitais, o de colo do útero, e o câncer anal. Com mais de 110 subtipos, os papilomas podem se manifestar na forma de verrugas externas e internas difíceis de serem detectadas.
A médica explica que esta detecção pode acontecer em exames preventivos, o que pode demorar, de caso para caso, e acabar por permitir ao vírus com que se fortaleça na parte interna do corpo. “O vírus precisa de células para se multiplicar e tem preferência pelas células da parte genital inferior da mulher, incluindo o colo do útero”, alerta a especialista.
A boa notícia é a recente descoberta de vacinas contra a doença. Ainda que só tenham efeito contra quatro dos mais de 100 subtipos de HPV, elas agem contra os mais agressivos, ou seja, os mais ligados ao surgimento de cânceres e verrugas. Induzindo a produção de anticorpos contra a doença, a vacina funciona na maioria dos casos, mas deixa a paciente suscetível a outros subtipos.
Em relação aos tratamentos, a médica destaca a necessidade de uma abordagem individualizada de cada caso. “Depende do tipo de verruga que surge em cada mulher, bem como de seu sistema imunológico”, destaca a ginecologista. “Em boas condições de saúde, no entanto, a tendência é que o próprio sistema imunológico feminino elimine o vírus, sem necessidade de nenhum tipo de tratamento”, acrescenta.
Maior incidência em homens
Apesar de se manifestar mais violentamente em mulheres, o HPV não é exclusivo delas. Na realidade, de acordo com a ginecologista, embora não haja números exatos da incidência, sabe-se que a doença é mais comum entre os homens. A médica destaca que o número é, provavelmente, maior do que o conhecido, devido à resistência masculina em realizar os exames de detecção.
Como a doença possui transmissão basicamente sexual, a especialista recomenda que o casal faça exames e, em caso positivo, tratamentos em conjunto. “Além disso, não podemos esquecer a necessidade de se fazer sexo com preservativo em todas as etapas, especialmente durante o tratamento”, conclui a médica.

domingo, 11 de julho de 2010

SEXO ORAL

Os estudos sobre o sexo oral comprovam que a prática é bem vista pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 66,8% dos homens e 63,4% das mulheres admitem realizar a modalidade. Mas será que os brasileiros se protegem na hora do sexo oral?
"A prática também pode transmitir todos os tipos de Doenças Sexualmente Transmissiveis (DST)", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.
De acordo com a especialista, de cada 10 mulheres que são atendidas no consultório, 7 confessam que não usam camisinha para fazer sexo oral em seus parceiros. Um dado preocupante devido os riscos que o sexo oral sem proteção pode trazer ao organismo. Doenças como herpes, sífilis e gonorreia podem ser facilmente transmitidas a partir da prática. "Uma pequena área lesada permite a entrada de um vírus. E vale lembrar que pequenos machucados na boca são muito comuns", explica o ginecologista e obstetra Linderman Alves Vieira.
Até mesmo o HIV, vírus causador da Aids, pode ser transmitido através do sexo oral, embora as chances de contaminação sejam menores do que quando ocorre a penetração. "O pH da boca (neutro e-ou levemente ácido) e o contato somente com a superfície do pênis ou da vagina diminuem os riscos de contágio. Mas, mesmo apesar de pequeno, o perigo existe", diz a ginecologista Maria Rosa Neme. 
Os ginecologistas são taxativos ao dizer que a proteção da vagina para a prática do sexo oral é totalmente deficiente. "No caso das mulheres o problema é maior, porque não existe nenhum amparo específico, como há a camisinha masculina, para a prática do sexo oral", diz a ginecologista Rosa Maria Neme.
Mas existe algum jeito de se proteger? "Mesmo a camisinha feminina não vai proteger, então, a dica é utilizar o papel filme (o mesmo usado na cozinha para embalar alimentos) para cobrir a vagina e não existir o contato direto da boca com a pele", diz a especialista. "O papel deve fazer a cobertura de toda a região da vagina. A boca só pode entrar em contato com o plástico, e não com a vulva", ressalta.
Outra dica da ginecologista é usar a camisinha masculina como escudo. "Cortar a camisinha ao meio e colocá-la sob a vulva pode ser uma alternativa. O lado positivo é que elas apresentam sabores e até texturas diferenciadas, fatores que favorecem a utilização", diz.
Os problemas são menores quando o sexo oral é realizado no homem, pois a camisinha apresenta uma proteção bastante eficiente. "O preservativo impede que a boca entre em contato direto com o pênis, oferecendo a proteção necessária", diz o ginecologista Linderman Alves Vieira.
Mas, vale lembrar que a camisinha deve ser usada para todas as variações da relação sexual . "Existem pessoas que só colocam a camisinha no meio da prática do sexo oral, hábito que anula a proteção. Ela deve ser colocada logo que o sexo passar das preliminares", afirma o especialista.
O contato do sêmen com a boca pode transmitir doenças como a gonorréia. "Se existir alguma lesão na boca, a contaminação das DSTs podem acontecer. O contágio pode ocorrer mesmo quando o esperma não é engolido", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme. 
A falta de higienização das partes íntimas sugere um risco de contaminação ainda maior. "Quando o parceiro não apresenta nenhuma contaminação de doenças, como herpes ou sífilis, mas não prioriza a higienização, as doenças também podem aparecer. Infecções por fungos e bactérias, que causam corrimentos e coceiras, são as principais preocupações", diz Linderman Alves Vieira. 
Quem procura sexo oral com sabor, deve dar atenção para produtos específicos para a prática, em geral antialérgicos, que garantem o prazer sem prejuízos. Utilizar alimentos como leite condensado, chantily, mel, entre outros elementos gastronômicos, pode causar irritações e alergias nos órgãos genitais. 
Há produtos à venda no mercado, conhecidos como camisinha de língua, mas o aparato não tem função de proteger, e sim a de funcionar como um estímulo para a hora do sexo oral, já que possui textura, sabor e até massageador, "O produto protege apenas a região da língua, deixando o resto da boca vulnerável", explica a ginecologista.  
Mesmo com tantas considerações, os especialistas afirmam que a prática do sexo oral não precisa ser abolida da rotina. "Toda relação sexual apresenta riscos, o que podemos frisar é que a proteção precisa existir. O sexo com penetração, por exemplo, apresenta diversos riscos de contaminação, mas se realizado com consciência tem os perigos eliminados", afirma Linderman. (Fonte: http://www.yahoo.minhavida.com.br/)

sábado, 10 de julho de 2010

ROLETA SEXUAL

Arriscar a sorte pode ser emocionante num cassino em Las Vegas, mas não na cama. É chato ter de lembrar disso na hora H, mas muitas das doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, evoluem em silêncio. Portanto, não tem jeito: conhecer quais são, como agem e usar preservativo é a maneira eficaz de se defender.
HERPES: é uma das DSTs mais disseminadas no Brasil. Transmitida por vírus, se caracteriza pelo surgimento de bolhinhas nos lábios e lesões dolorosas no pênis.É para toda a vida: as feridas voltam sempre que cai a resistência do organismo.
É bom saber: 90% da população brasileira tem o vírus, mas só 40% dos portadores manifestam o problema. Ou seja, a pessoa contaminada pode não apresentar sintomas e mesmo assim ser transmissora. Outro fato relevante: a camisinha não oferece proteção total contra o herpes. “Pode-se pegar pelo contato das lesões com a pele não coberta pelo látex”, alerta Valdir Pinto, do Programa Nacional de DSTs e Aids do Ministério da Saúde.
GONORRÉIA: transmitida por bactéria, é outro problema bem comum no Brasil, onde afeta mais mulheres na faixa dos 20 anos. Os homens sentem inicialmente como um leve formigamento na uretra, mas ela começa a incomodar de verdade quando surgem intenso ardor ao urinar e uma secreção amarelada que mancha a cueca. A gonorréia não tratada pode evoluir para a epididimite – uma doença dolorosa dos testículos – e causar infertilidade.
É bom saber: dois a três dias depois de se manifestar, os sintomas da gonorréia podem desaparecer. Aí mora o perigo. “O cara acha que está curado, não procura o médico e se complica no futuro”, diz Valdir Pinto.
HPV – PAPILOMAVÍRUS HUMANO: nesse caso, temos mais sorte do que as mulheres: em nós, as verrugas se manifestam explicitamente na região genital, enquanto nelas podem avançar pelos genitais até o colo do útero. É por isso que a maioria das mulheres que portam um dos inúmeros tipos desse vírus (grandes causadores do câncer do colo do útero) não tem a mínima idéia de sua contaminação.
É bom saber: o vírus pode ser transmitido por sexo oral. Se um dos parceiros for infectado, ambos precisam de tratamento.
CLAMÍDIA: uma leve dor na uretra e a presença de secreção na cueca são avisos da contaminação pela bactéria Chlamydia trachomatis. “Não é um problema grave, mas no homem, se não for detectado e tratado, pode causar infertilidade”, afirma Valdir Pinto.
É bom saber: 75% da população feminina (e metade da masculina) com clamídia não apresenta sintomas e nunca procura tratamento.
SÍFILIS: até a descoberta da penicilina, nos anos 40, a simples menção à doença (então fatal) provocava calafrios. Causada por bactéria, sua fase inicial é assinalada pela presença de uma única lesão genital, avermelhada e de bordas duras – nem sempre dolorida, porém –, conhecida como cancro duro. Se não for medicada a tempo, evolui para problemas cardíacos, hepáticos e neurológicos.
É bom saber: o cancro duro é facilmente percebido no homem, mas na mulher pode se esconder na parte interna da vagina. “No prazo de uma semana, a ferida costuma desaparecer, levando a pessoa a crer que está curada, mas a doença continua ativa no organismo”, explica a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade, em São Paulo.
AIDS (SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA): o Brasil tem 600 mil portadores do vírus HIV, e outros 382 mil homens e mulheres se encontram nos primeiros estágios da doença. “Portanto, muita gente a transmite sem saber”, lembra o médico Valdir Pinto. Os primeiros sintomas do mal, que leva à progressiva perda da imunidade, podem surgir num prazo de semanas ou meses após o contágio: os mais comuns são febre persistente, calafrios, dores musculares, ínguas e manchas na pele. Só para lembrar: está 100% provado que não se pega a doença por beijo, suor, uso de banheiros públicos, alicates de unha, lâminas de barbear ou picadas de mosquitos. Só por meio de penetração vaginal ou anal sem camisinha, compartilhamento de agulhas ou contato com sangue infectado. E o sexo oral? Há controvérsias, mas aí as chances de contaminação são consideradas bem menores, se não insignificantes.
É bom saber: o exame de sangue específico para o diagnóstico detecta a presença do vírus cerca de 20 dias após o contágio. Hoje, apesar de o coquetel antiaids prolongar quase indefinidamente a vida dos HIV-positivos, a descoberta da tão sonhada vacina ainda não passa de esperança. “Por enquanto, usar camisinha é a única maneira de driblar a aids”, reforça Maria Helena Vilela.
HEPATITE B: a infecção pelo vírus HBV começa como uma inflamação no fígado e costuma evoluir para cirrose e câncer de fígado. Os primeiros sintomas– febre, náusea, dor nas articulações, mal-estar – podem demorar de um a quatro meses. Em muitos casos, surgem icterícia (coloração amarelada da pele) e colúria (escurecimento da urina). A hepatite pode ser assintomática: o portador do vírus pode demorar anos para apresentar algum sinal da doença ou nunca tê-los.
É bom saber: primeiro, a notícia ruim. O contágio ocorre também por meio de outros fluidos corporais, como sangue e saliva – portanto, um simples beijo traz risco. Agora, a boa: a vacinação anti-hepatite desde 2001 faz parte do calendário do Ministério da Saúde e a vacina oferece proteção pela vida inteira.
TRICOMONÍASE: essa infecção por protozoário afeta principalmente as mulheres. Nós, homens, quase nunca apresentamos sintomas, que, se ocorrem, são bem discretos: irritação ao urinar e corrimento pela uretra, quase sempre pela manhã. Dificilmente a contaminação evolui para quadros mais graves.
É bom saber: se o problema for detectado em sua parceira, você também deve ser tratado para evitar, assim, o risco de recontaminação.
UM ALERTA FINAL: “Sempre que perceber alguma lesão estranha no pênis, procure imediatamente um urologista. Faça também check-ups e exames de sangue periódicos, a fim de se prevenir”, aconselha a educadora sexual Maria Helena Vilela. Outro cuidado: álcool e drogas podem prejudicar seu discernimento na hora de ir para a cama. Não dê chance ao azar.
(Fonte: Zachary Veilleux, Marcos Rogério Lopes e Wilson Weigl- Revista Men's Health)

XIXI EM PÉ

Na hora do aperto e na falta de um banheiro limpinho por perto, qual mulher já não desejou fazer xixi em pé, como os rapazes? Pois saiba que a cena não é mais algo inalcançável. Recentemente, surgiu no mercado um acessório que permite as mulheres fazer xixi sem sentar no vaso sanitário.
Ele é uma espécie de cone de silicone reutilizável, ao contrário da maioria dos acessórios descartáveis utilizados e distribuídos em festas há alguns anos.
A empresa responsável por um desses produtos não-descartáveis, o OiGirl, defende a praticidade do produto, dizendo que o silicone medicinal flexível - material de que é feito o OiGirl - não é poroso, sendo totalmente liso e uniforme, o que impede a proliferação de bactérias em sua estrutura, mesmo na impossibilidade de lavagem do produto. Mas e quando não há está solução? Será que o banheiro traz riscos à saúde?
Quase diariamente nos deparamos com a situação de ter que utilizar um banheiro público: seja no trabalho, em um shopping ou no bar. Em muitos casos está tudo aparentemente muito limpo e cheiroso, em outros, o banheiro parece um filme de terror. Independentemente da aparência, não podemos nos esquecer de que esses banheiros são utilizados por inúmeros desconhecidos ao longo do dia e pegar uma infecção é mais fácil do que parece. 
A aventura de ser mulher inclui uma sessão de agachamento ao frequentar banheiros públicos, que até pode fortalecer as pernas - tudo para não sentar na famigerada privada em que todos se sentam. Mas quem aguenta viver se agachando e ainda ter que equilibrar a bolsa no ombro e pegar o papel pra se secar depois?
O infectologista da Unifesp, Gustavo Juhanson, diz que o perigo de sentar no vaso sem uma proteção não é tão grande quanto o temor das pessoas. "O perigo de contrair uma doença, como o HPV, está em encostar os genitais ou a pele com, algum machucado no assento, o que não é tão comum".
Além disso, as doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas como DSTs estão fora da lista de perigos dos banheiros públicos, conforme diz Gustavo Johanson, pois os micro-organismos que causam as doenças venéreas só sobrevivem no ambiente quente e úmido do nosso corpo - e justamente por isso são sexualmente transmissíveis, passando no contato de um corpo para o outro.
Existe também um higienizador de bolso para as tampas de vaso sanitário, mas é importante que o produto seja notificado pelo órgão máximo de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele garante a total limpeza e higienização das tampas e assentos de seu vaso sanitário deixando-os livres de agentes patogênicos como: bactérias e germes causadoras de doenças sem o risco de agredir ou causar reações à pele. 
Cada um deixa um pedacinho de si quando vai ao banheiro. E quem está doente não deixa de fazer isso. "Os maiores perigos dos banheiros públicos são para quem não lava as mãos, pois pode levar diversas bactérias, vírus e protozoários à boca", diz Gustavo Johanson.
Os vírus intestinais, que podem causar contaminações quando o banheiro não é limpo adequadamente, podem provocar vômitos, diarreias e desidratação. Existem também as bactérias intestinais, que causam diarreia, febre e sangue nas fezes.
Você já parou para pensar quantas pessoas pegam na tampa do vaso, maçaneta, na descarga e na torneira com as mãos sujas? "A solução é não encostar na fechadura da torneira se não for automática, colocando um papel, quando possível e mesmo depois de lavar as mãos, utilizar um álcool em gel, principalmente quem está em um restaurante ou bar, onde irá comer", diz Gustavo.
(Fonte: Ana Maria Madeira- http://www.yahoo.minhavida.com.br/)