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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ACADEMIAS "NÃO MUITO SARADAS"

HIGIENE É BÁSICA!
Pesquisa desenvolvida no Centro Integrado de Diagnóstico da Universidade Gama Filho (UGF) em estabelecimentos das zonas Norte e Oeste do Rio alerta para a presença de micróbios nos aparelhos destinados aos exercícios físicos.
Após coleta de 27 amostras em colchonetes, selins de bicicletas e outros equipamentos, o estudo coordenado pelos pesquisadores João Carlos Tórtora e Adriana Pereira detectou a existência de indicadores de contaminação em 44,4% das análises.
Fungos, vírus e bactérias – como coliformes fecais – foram encontrados em grandes concentrações em alguns equipamentos. “Chegamos a diagnosticar mais de 1.600 micro-organismos por cm² em alguns selins”, revela João Carlos, lembrando que a concentração de 100 bactérias ou fungos por cm² já é considerada carga microbiana excessivamente alta.
O ambiente normalmente fechado das academias e o suor proveniente da atividade física colaboram para a proliferação dos micro-organismos. “O ideal é que cada um tenha um colchonete, uma capa de selim e ainda tome banho antes e depois das atividades. Os equipamentos também precisam ser limpos com hipoclorito de sódio (água sanitária) ou álcool a cada utilização”, alerta o pesquisador.
Conjuntivite, infecções intestinais, faringite, micoses e piodermites (furúnculos) são algumas das infecções que podem ser contraídas pelo contato.
Nas academias da cidade, não é raro encontrar quem já tenha passado pela experiência desagradável. “Sempre fui adepta de esportes. Antes de me formar Profissional de Educação Física, passei por vários lugares e, em muitos, a limpeza não era a ideal. Cheguei a contrair micose nas costas e na barriga após aulas de abdominais sobre colchonetes”, revela uma das sócias da Academia Flex Gym, na Tijuca, Prof. Débora Ribas (CREF 016358-G/RJ).
(Fonte: Boletim Confef 55)

domingo, 11 de julho de 2010

SEXO ORAL

Os estudos sobre o sexo oral comprovam que a prática é bem vista pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 66,8% dos homens e 63,4% das mulheres admitem realizar a modalidade. Mas será que os brasileiros se protegem na hora do sexo oral?
"A prática também pode transmitir todos os tipos de Doenças Sexualmente Transmissiveis (DST)", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.
De acordo com a especialista, de cada 10 mulheres que são atendidas no consultório, 7 confessam que não usam camisinha para fazer sexo oral em seus parceiros. Um dado preocupante devido os riscos que o sexo oral sem proteção pode trazer ao organismo. Doenças como herpes, sífilis e gonorreia podem ser facilmente transmitidas a partir da prática. "Uma pequena área lesada permite a entrada de um vírus. E vale lembrar que pequenos machucados na boca são muito comuns", explica o ginecologista e obstetra Linderman Alves Vieira.
Até mesmo o HIV, vírus causador da Aids, pode ser transmitido através do sexo oral, embora as chances de contaminação sejam menores do que quando ocorre a penetração. "O pH da boca (neutro e-ou levemente ácido) e o contato somente com a superfície do pênis ou da vagina diminuem os riscos de contágio. Mas, mesmo apesar de pequeno, o perigo existe", diz a ginecologista Maria Rosa Neme. 
Os ginecologistas são taxativos ao dizer que a proteção da vagina para a prática do sexo oral é totalmente deficiente. "No caso das mulheres o problema é maior, porque não existe nenhum amparo específico, como há a camisinha masculina, para a prática do sexo oral", diz a ginecologista Rosa Maria Neme.
Mas existe algum jeito de se proteger? "Mesmo a camisinha feminina não vai proteger, então, a dica é utilizar o papel filme (o mesmo usado na cozinha para embalar alimentos) para cobrir a vagina e não existir o contato direto da boca com a pele", diz a especialista. "O papel deve fazer a cobertura de toda a região da vagina. A boca só pode entrar em contato com o plástico, e não com a vulva", ressalta.
Outra dica da ginecologista é usar a camisinha masculina como escudo. "Cortar a camisinha ao meio e colocá-la sob a vulva pode ser uma alternativa. O lado positivo é que elas apresentam sabores e até texturas diferenciadas, fatores que favorecem a utilização", diz.
Os problemas são menores quando o sexo oral é realizado no homem, pois a camisinha apresenta uma proteção bastante eficiente. "O preservativo impede que a boca entre em contato direto com o pênis, oferecendo a proteção necessária", diz o ginecologista Linderman Alves Vieira.
Mas, vale lembrar que a camisinha deve ser usada para todas as variações da relação sexual . "Existem pessoas que só colocam a camisinha no meio da prática do sexo oral, hábito que anula a proteção. Ela deve ser colocada logo que o sexo passar das preliminares", afirma o especialista.
O contato do sêmen com a boca pode transmitir doenças como a gonorréia. "Se existir alguma lesão na boca, a contaminação das DSTs podem acontecer. O contágio pode ocorrer mesmo quando o esperma não é engolido", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme. 
A falta de higienização das partes íntimas sugere um risco de contaminação ainda maior. "Quando o parceiro não apresenta nenhuma contaminação de doenças, como herpes ou sífilis, mas não prioriza a higienização, as doenças também podem aparecer. Infecções por fungos e bactérias, que causam corrimentos e coceiras, são as principais preocupações", diz Linderman Alves Vieira. 
Quem procura sexo oral com sabor, deve dar atenção para produtos específicos para a prática, em geral antialérgicos, que garantem o prazer sem prejuízos. Utilizar alimentos como leite condensado, chantily, mel, entre outros elementos gastronômicos, pode causar irritações e alergias nos órgãos genitais. 
Há produtos à venda no mercado, conhecidos como camisinha de língua, mas o aparato não tem função de proteger, e sim a de funcionar como um estímulo para a hora do sexo oral, já que possui textura, sabor e até massageador, "O produto protege apenas a região da língua, deixando o resto da boca vulnerável", explica a ginecologista.  
Mesmo com tantas considerações, os especialistas afirmam que a prática do sexo oral não precisa ser abolida da rotina. "Toda relação sexual apresenta riscos, o que podemos frisar é que a proteção precisa existir. O sexo com penetração, por exemplo, apresenta diversos riscos de contaminação, mas se realizado com consciência tem os perigos eliminados", afirma Linderman. (Fonte: http://www.yahoo.minhavida.com.br/)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HIGIENIZAÇÃO DE AREIA DA PRAIA

                                     
"REDUÇÃO DE DANOS"
A orla de Fortaleza passa por uma higienização da areia da praia com o recolhimento dos resíduos sólidos imperceptíveis existentes debaixo da superfície. O processo de saneamento tem retirados das areias, entre outros resíduos, as pontas de cigarro, lixo tóxico que causa dano ambiental que leva 3 a 5 anos para se decompor.
A máquina surpreendeu ao coletar um metro cúbico de resíduo a cada meia hora de operação. As pontas de cigarro permanecem em uma caçamba traseira com possibilidade de reciclagem posterior. O equipamento pertence ao empresário Alexandre Philomeno. “Fortaleza é a primeira capital que recebe esse investimento”, afirma. O Grupo Marquise responsável pela limpeza urbana de Fortaleza, deve firmar parceria para a utilização do equipamento nas praias da Capital cearense.
Desenvolvido na Itália, a tecnologia já é utilizada há mais de 30 anos em praias de mais de 5 países. Quando questionado do custo no trator, Alexandre Philomeno desconversou, mas disse que o objetivo é trazer uma sede da fábrica para o Pecém, gerando menores custos e mais empregos.
O equipamento foi concebido para causar o mínimo de impacto ambiental durante sua utilização. Segundo Philomeno, a máquina opera apenas na camada superior da areia, alcançando uma profundidade de, no máximo, 15 centímetros.
Esse fato é confirmado pela bióloga Fernanda Matsumoto. “O impacto é pequeno, mas os benefícios que ela traz são grandes”, completa. Ainda segundo a especialista, muitas tartarugas, golfinhos, dentre outros animais, morrem por ingerirem plástico, uma má ação humana. “O ideal é que haja uma ponderação entre saúde pública e meio ambiente”, disse. (Fonte : O Estado/Boletim Por um Mundo Sem Tabaco)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CELULITE ORBITÁRIA


Não resistir ao aperto daquele pontinho branco inflamado, que incomoda no rosto, pode ter como consequência sérios problemas de visão. É melhor deixar a espinha seguir seu processo natural, aconselha a oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Patrícia Moitinho, ao comentar que unha suja em contato com o ponto inflamado pode resultar em uma celulite orbitária. "Trata-se de uma inflamação do tecido em volta do olho, dentro da cavidade orbitária", define.
O quadro de celulite orbitária tem diferentes causas. Um trauma ocular, uma sinusite ou mesmo uma espinha mexida sem higiene adequada podem levar a bactéria para esse tecido e causar a celulite.
Até uma gripe mais agressiva é considerada entre as causas possíveis de uma celulite orbitária ou mesmo uma rinite, destaca a oftalmologista. Segundo a médica do HOB, são agentes da celulite orbitária as bactérias estreptococos, estafilococos e o vírus haemophilos influenza.
A evolução de um diagnóstico de celulite orbitária é tão grave que diante da sua presença confirmada, o médico determina internação imediata com tratamento a base de antibióticos e antivirais quando a origem for viral.
Os casos que evoluem para o comprometimento neurológico e perda de visão são raros, mas acontecem se o paciente não for tratado, alerta Patrícia.
A médica acredita que os casos de perda de visão ou evolução para um abscesso cerebral com indicação de intervenção cirúrgica neurológica mostram-se raros, "porque o portador de celulite orbitária não consegue conviver normalmente com seus sintomas".
Inchaço palpebral, vermelhidão, edemas, hiperemia, dor ocular, olho saltado, dificuldades para abrir e movimentar os olhos, trombose no seio cavernoso e amaurose (perda parcial ou total da visão) com comprometimento do nervo ocular são sinais de celulite orbitária que incomodam demais seus portadores, diz a oftalmologista.
Quando os sinais de presença da celulite orbitária se manifestam é preciso procurar atendimento médico, pois o ritmo da sua evolução vai depender do comportamento da bactéria ou do vírus que a causou e às vezes é rápido.
Normalmente, após exame clínico, o médico solicitará o internamento para o tratamento intravenoso com antibióticos específicos, pois o quadro pode ter evolução rápida e agressiva. Conforme a oftalmologista, esse tratamento é feito durante sete a 14 dias. Hemograma e um exame de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, também são solicitados frequentemente, uma vez que indicarão a presença e a extensão exata do quadro infeccioso provocado pela celulite orbitária.
(Fonte: ATF Comunicação Empresarial/SIS.SAÚDE)