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sábado, 28 de agosto de 2010

DISTÚRBIO TEMPOROMANDIBULAR - DTM

O termo ATM, antigamente designado articulação temporomandibular, foi atualmente substituído por Algias por Tensões Musculares (denominação dada pelo Prof. Dr. JJ Barros), também é chamado de DTM - distúrbio temporomandibular ou TMJD – termo em inglês (que significa Temporomandibular Joint Disorders), refere-se à a uma série de fatores que comprometem essa articulação, e que se manifesta principalmente com dor, que pode irradiar para cabeça e braços, estalos ou crepitações, dificuldades de abrir ou fechar a boca.
Além de causar dores de cabeça, pode causar tonturas (chamadas de labirintites), aparecimento de zumbidos, dores próximas ao ouvido e torcicolos; levando o paciente a procurar profissionais de diversas áreas, (como otorrino, neurologista, ortopedista, entre outros). Isso ocorre devido a proximidade da articulação e os músculos que participam da mastigação, com diferentes órgãos do corpo humano (como o ouvido e o pescoço, por exemplo).
As tonturas ou vertigens, também chamadas de labirintites são originadas, em grande parte dos casos, devido a um ligamento que esta em contato com o labirinto e um músculo, que é tracionado quando ocorre um desequilíbrio na musculatura da ATM, ocorrendo devido essa tração, uma sensação de perda do equilíbrio ou tontura, muitas vezes, bastante acentuadas, que normalmente melhoram, com o tratamento da ATM.
As dores de cabeça como, por exemplo, nas enxaquecas ou cefaléias ocorrem, na maioria dos casos, devido a um desequilíbrio da musculatura da mastigação, gerando por isso, dores por uso excessivo dessa musculatura, causando dores de cabeça na região temporal e em outras regiões da cabeça. Também esses sintomas podem aumentar, nos portadores de Bruxismo, Briquismo, pacientes com estresse, hábitos parafuncionais, pela maior sobrecarga desses músculos. Nos casos do Bruxismo e do Briquismo utilizamos novas técnicas, associadas ao tratamento da ATM, sendo consideradas mais seguras e com maior índice de resultados.
Os zumbidos, em alguns casos, podem ser relacionados a ATM. São aqueles, que variam de intensidade, ao mastigar os alimentos ou quando abrimos a boca, por exemplo.
Por uma ação reflexa, outros músculos também podem entrar em desequilíbrio, nos portadores de ATM (como por exemplo, os do pescoço e braços, causando torcicolos, sensações de que o paciente carregou uma "mala" - os braços ficam doloridos, dores nos olhos, sensação de que tem um comprimido grande enroscado na garganta ou que alguém esta apertando o pescoço, dor no olho - sensação que alguma coisa esta empurrando o olho por traz, náuseas). Normalmente os pacientes relatam uma melhora desses problemas, com o tratamento da ATM.
Inúmeras pessoas no mundo tem sintomatologia da ATM e dessas, em muito poucos casos, são diagnosticado e tratado de maneira correta. Se você tem algum ou vários desses sintomas, recomendamos uma avaliação e tratamento precoce, para evitar maiores complicações no quadro clínico.
Existe uma articulação temporomandibular de cada lado, e elas são responsável por todos os movimentos mandibulares (abertura, fechamento, protrusão, retrusão e lateralização). É possível localizar a articulação colando os dedos indicadores logo à frente dos ouvidos e fazendo movimentos de abertura e fechamento da boca. Quando elas estão sensíveis ao toque ou apresentam dor, estalos ou crepitações, no movimento da boca, já é indicativo de problemas na ATM.
A articulação temporomandibular, como outras articulações do nosso corpo, é "amortecida" por um disco (disco articular), evitando assim que exista um contado direto entre as estruturas ósseas e assim possibilitando o movimento. O "bom estado" do disco reflete diretamente no bom funcionamento da articulação.
Os dentes são responsáveis pelo perfeito equilíbrio dos músculos, das articulações e dos ligamentos. Qualquer alteração dentária, que pode ser desde um simples dente torto, uma mordida inadequada ou até mesmo a falta deles, podem gerar um desequilíbrio, levando a um quadro de ATM.
Porém não só uma alteração no disco ou nos dentes é que poderão gerar a ATM, mas também inúmeros fatores, dentre eles os psicológicos, que levam a hábitos parafuncionais, dentre os quais podemos destacar:
roer unhas ou remover cutículas com os dentes; mastigar de um só lado; chupar ou morder o dedo, objetos e alimentos duros; apoiar a mão no queixo, enquanto estuda ou trabalha; apoiar a mão sobre o queixo enquanto dorme; dormir com travesseiro muito alto ou muito baixo; briquismo (habito de apertar os dentes durante o dia); bruxismo ( habito de apertar os dentes á noite ) e stress e ansiedade.
Hábitos profissionais: apoiar com o ombro o telefone, de encontro ao ouvido; praticar esportes, como natação, posicionando a mandíbula de maneira incorreta ao respirar; posicionamento do queixo incorreto do violonista ao usar o instrumento; tocadores de instrumentos de sopro; segurar com os dentes alfinetes de costura, clipes de papel, caneta ou lápis.
Também podemos ter sintomas de alteração na ATM, por origem traumática : no caso de acidente de transito com colisão traseira; acidentes com batida na região do queixo. É importante que seja diagnosticado a etiologia de maneira correta afim de que possa ser feito um tratamento adequado a casa paciente. O tratamento da ATM (ou DTM) muitas vezes é multidisciplinar, sendo normalmente efetuado por profissionais de diversas áreas da odontologia e também, quando necessário, com o auxílio de profissionais de outras áreas da saúde, devido a infinidade de fatores causais.
Normalmente para o tratamento desses sintomas com essa origem não precisamos utilizar medicamentos, evitando assim os efeitos colaterais, que muitos dele apresentam.
O tratamento odontológico, visa inicialmente, de maneira paliativa através da colocação de um aparelho (placa reposicionadora de mandíbula), aliviar rapidamente a dor e relaxar a musculatura facial fazendo que se haja um posicionamento adequado dos músculos e das articulações, para que possamos ter uma visão do tratamento definitivo e específico para cada caso (como próteses, desgastes seletivos ou ortodontia, por exemplo). Por isso que indicamos o tratamento da ATM antes do tratamento definitivo, para melhor resultado no tratamento desses sintomas. (Fonte: http://www.atm.hostmidia.com.br/)

terça-feira, 6 de abril de 2010

ENVELHECIMENTO FACIAL

Cirurgias plásticas, tratamentos antirrugas e outros procedimentos têm sido cada vez mais procurados por pessoas que querem afastar os sinais de envelhecimento. Mas novas pesquisas sugerem que é preciso mais do que esticar porções de pele flácida para restaurar uma aparência jovial.
Um estudo realizado por médicos da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, indica que o envelhecimento induz alterações significativas nos ossos da face - sobretudo do osso do maxilar - contribuindo para a mudar a aparência conforme os anos passam.
Apresentado nesta semana na reunião anual da Associação Americana de Cirurgiões Plásticos, em San Antonio, no Texas, o estudo sugere que as estratégias futuras para o rejuvenescimento facial terão que ser feitas em duas etapas - primeiro restaurando a estrutura dos tecidos abaixo da pele e somente depois executando os procedimentos usuais de esticamento da pele.
Os médicos mediram alterações que ocorreram ao longo do tempo nos ossos da face analisando uma coleção de 120 imagens de tomografia computadorizada feitas por motivos não relacionados a cirurgias plásticas. As tomografias foram divididas igualmente por sexo e idade, sendo 20 homens e 20 mulheres em cada uma de três faixas etárias: jovens (idades de 20 a 36 anos), maduros (41 a 64) e idosos (65 e mais velhos).
Os pesquisadores usaram um programa de computador para medir o comprimento, a largura e o ângulo do osso móvel na base do crânio, a mandíbula, e compararam os resultados de cada grupo.
Pesquisas anteriores haviam-se baseado em imagens de raios X e sugeriram que o osso da mandíbula aumenta com a idade. A utilização da tomografia computadorizada permitiu uma reconstrução tridimensional da face, melhorando a precisão das medições.
O ângulo da mandíbula aumenta acentuadamente com a idade, o que resulta em uma perda de definição da parte inferior da face. O comprimento da mandíbula diminui significativamente na comparação entre os grupos de jovens e de meia-idade. Já entre o grupo de meia-idade e o grupo idoso, o que se destaca é a diminuição da altura do queixo.
"A mandíbula é a fundação inferior da face, e mudanças nela afetam a estética facial," afirma o Dr. Howard N. Langstein, que participou da pesquisa. "Estas medições indicam um declínio significativo do volume da mandíbula à medida que uma pessoa envelhece, e, portanto, menos apoio para o tecido mole da parte inferior do rosto e do pescoço."
"O futuro dos procedimentos cosméticos faciais para restaurar uma aparência mais jovem poderá incluir técnicas de suspensão desses tecidos moles - como o queixo e implantes nas bochechas - para reconstruir a estrutura que o tempo desgastou, além de elevar e de reduzir o excesso de pele," concluem os cirurgiões plásticos. (Fonte: Diário da Saúde/SIS.SAÚDE)