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sábado, 23 de outubro de 2010

FUMAÇA PERIGOSA DO CIGARRO NO PARANÁ

      PROF.REGINA CELINA CRUZ (à direita)
(Rede Paranaense para Controle do Tabaco em Mulheres) 
                            
Quase 14% das mulheres paranaenses acima de 18 anos fumam, segundo pesquisa divulgada ontem pela Rede Paranaense para Controle do Tabaco em Mulheres.
A incidência de fumantes, bem como outros hábitos que envolvem o vício, é bem distinto entre os municípios do Estado. A cidade de Irati, por exemplo, tem a maior prevalência dentro do Estado, com 19,1% de mulheres fumantes, quase o dobro de Cascavel, com 10% de mulheres que fumam.
A média paranaense é inferior à dos outros Estados da Região Sul, que têm a maior prevalência de mulheres fumantes no Brasil (15,9%), conforme Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2008, em parceria com o Ministério da Saúde. Além de Irati, Curitiba também teve índice superior, com 17,1% de mulheres fumantes.
A Rede fez a pesquisa em sete municípios paranaenses: Irati, Cascavel, Curitiba, Londrina, Maringá, Pato Branco e Cambé. Em cada uma das cidades foram ouvidas cerca de 300 mulheres.
A rede é uma parceria entre a academia, por meio da PUC-PR e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), poder público, Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Secretarias de Saúde Estadual e de Curitiba, e a Associação Paranaense Contra o Fumo (APCF), além da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisadora e diretora do curso psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Regina Cruz, as diferenças dentro do Estado foi o que mais chamou a atenção. ''Estes dados serão importantes para se possa definir quais as melhores ações de controle para cada região'', diz.
As mulheres de Cambé começam a fumar mais cedo, com 14,8 anos. Em segundo lugar aparece Londrina, onde o fumo começa aos 16,6 anos. Na outra ponta aparece Pato Branco, onde a idade média de início é de 19,5 anos e Curitiba, onde as mulheres também começam a fumar mais tarde, aos 18,2 anos. Sobre o local de compra de cigarros, Londrina e Maringá apresentaram um resultado considerado preocupante: 14,2% disseram comprar em padarias. ''É um local com muita frequência de crianças, e elas ficam expostas ao cigarro'', explica a psicóloga.
O estudo revelou, ainda, que as mulheres fumam em média 10 cigarros por dia e têm uma dependência moderada. Entre as fumantes, 42% disseram que tentaram parar de fumar nos últimos 12 meses, sem sucesso. Dessas, 20% revelaram que não têm mais interesse em parar, enquanto 80% ainda pretendem parar. Quase a totalidade das entrevistadas (95%) afirmaram que conhecem os malefícios do cigarro.

 Cidades -  %mulheres que fumam -Idade do começo
Cascavel             10%                                    16,9 anos
Maringá              10,6%                                 17,7 anos
Londrina             11,6%                                 16,6 anos
Cambé               12%                                    14,8 anos
Pato Branco       13,5%                                 19,5 anos
Curitiba              17,1%                                 18,2 anos
Irati                    19,1%                                 17,1 anos
(Fonte: Maigue Gueths-Folha de Londrina)

domingo, 18 de julho de 2010

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA DOR

O Estudo Epidemiológico da Dor (Epidor), feito pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), revelou que mais de 45% das pessoas com dor nas costas por mais de três meses não buscam tratamento adequado.
De acordo com o ortopedista Rogério Teixeira da Silva, do Comitê de Traumatologia Esportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), estes números alarmantes refletem uma realidade no País. “A dor continua uma condição subdiagnosticada e subtratada no Brasil. Ainda falta a conscientização sobre a importância de fazer uma correta avaliação da dor usando escalas objetivas, que quantificam a dor e facilitam a vida do paciente e do médico, no que diz respeito ao tratamento”, afirma.
O especialista explica que a Organização Mundial da Saúde até estabelece alguns princípios para o tratamento da dor, entre eles a escala analgésica, que institui o tipo de medicamento conforme a intensidade da dor. “Em muitos serviços, o conhecimento disso já bastaria para que os medicamentos mais eficazes fossem usados. O que observamos de rotina é que as dores mais intensas e as dores crônicas são pouco tratadas, ou pelo desconhecimento da ação do medicamento ou pelo receio das complicações”, explica.
O ortopedista alerta ainda sobre o uso abusivo de anti-inflamatórios para o tratamento da dor. “O uso deste medicamento sem orientação leva a uma série de problemas para o paciente, como complicações renais e hepáticas”, explica Teixeira.
O Epidor também analisou a relação do local da dor com o tipo de tratamento escolhido. De acordo com o estudo, 22% das pessoas têm dor nos membros inferiores, 21% nas costas e 15% dor na cabeça. “O mais alarmante é que, apesar das pessoas sofrerem com dor, muitas delas não buscam tratamento”, explica Maria do Rosário Dias de Oliveira Latorre, do Departamento de Epidemiologia da FSP/USP, coordenadora do estudo.
O Epidor mostrou que, entre as pessoas que apresentam dor nas costas, 45,1% não usavam nenhum tipo de tratamento. Este número é de 54,6% para pessoas que apresentam dor nos membros inferiores.
Principais constatações da pesquisa, feita com 2.446 entrevistados
no município de São Paulo com idade superior a 18 anos:
• Quanto maior a escolaridade, menor a prevalência de dor. Entre as pessoas com mais de 15 anos de estudo, a prevalência é de 23,5%. Entre os analfabetos, é de 33,7%.
• Há grande prevalência de dor crônica entre as donas de casa (33,3%), aposentados (36%) e autônomos (35,7%).
• Das pessoas que apresentaram dor crônica: - 22% têm dor nas pernas e pés; - 21% têm dor nas costas;
- 17% dores no peito; - 5% dores de cabeça; - 12% dores nos braços e mãos; - 12% têm dor em múltiplos locais;
• Localização da Dor versus Tratamento – O estudo mostrou também que entre as pessoas que apresentam dor nas costas, 45,1% não utilizam nenhum tipo de tratamento e 54,6% das pessoas que apresentam dores crônicas nos membros inferiores não utilizavam nenhum tipo de tratamento também. 
O estudo comprovou que uma das características mais associadas à alta prevalência de dor é a escolaridade, muito mais do que a renda. O segundo indicador com mais correlação com o mapa da dor é o número de moradores por domicílio. Com o Mapa da Dor, é possível traçar um ranking dos bairros de São Paulo que apresentam mais dor e os que apresentam menos dor.
Os bairros que apresentaram maior índice de dor crônica, segundo o estudo, foram Aricanduva (67%), Socorro (65%), Cachoeirinha (52,1%) e Santo Amaro (49%). “Uma das surpresas do estudo foi a inclusão de bairros como Itaim Bibi (48%) e Morumbi (45%) entre as regiões com alta prevalência de dor. Isto mostra que apesar da estatística relacionar a dor crônica com baixa escolaridade da região, ela está presente em todos extratos sócio-econômicos da sociedade”, explica Maria do Rosário.
Prevalência das dores crônicas, de acordo com os dados da Epidor
• Na população em geral: 28,7%
• Nos homens: 20%
• Nas mulheres: 34%
• Entre pessoas jovens, de 18 a 29 anos: 20%
• Pessoas com sobrepeso e obesidade apresentaram prevalência maior de dor crônica que os indivíduos com peso normal. 32,6% dos obesos ouvidos no estudo apresentaram dor crônica e 30% das pessoas com sobrepeso relataram o mesmo problema;
• 32,9% dos indivíduos com dor crônica não utilizaram nenhum medicamento nos últimos 12 meses.
(Fonte: oqueutenho.uol.com.br)

sábado, 14 de novembro de 2009

DIA MUNDIAL DO DIABETES - 14/11 - Como calcular o número de diabéticos?




Especialmente para os profissionais de saúde realmente comprometidos com a saúde da população brasileira, fazemos questão de deixar registradas algumas informações importantes.
Conforme o Dr. Augusto Pimazoni Netto (Coordenador dos Grupos de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP e do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz), na falta de estudos comparativos mais recentes, autoridades de saúde tendem a subestimar o tamanho real da população de portadores de diabetes no país.
Ele assim se manifesta: "A pergunta de 1 bilhão de dólares, no momento, é a seguinte: qual a verdadeira dimensão do número de portadores de diabetes no Brasil? As autoridades de saúde trabalham com estimativas bastante conservadoras, estimando essa população em 5 milhões de pessoas, incluindo os diagnosticados e os não diagnosticados. Ressalte-se que, em qualquer estimativa de prevalência, sempre haverá uma subpopulação de não diagnosticados, cujo percentual oscila entre 40% e 60% ou até mais da população avaliada, mas não resta dúvida de que a estimativa oficial da população de 5 milhões de pessoas com diabetes no Brasil, incluindo diagnosticados e não diagnosticados, certamente não reflete nossa realidade".
 Como Estimar o Número de Pessoas com Diabetes no Brasil
A matriz de cálculo, apresentada acima, mostra como fazer a estimativa da população total de pessoas com diabetes no Brasil, nos estados ou nos municípios, bastando apenas conhecer o tamanho da população nacional, estadual ou municipal.
Essa matriz de cálculo considera a distribuição da população total em 3 faixas etária distintas: abaixo de 30 anos (58%), entre 30 e 69 anos (38%) e acima de 69 anos (4%) e as respectivas prevalências nessas 3 faixas etárias, ou seja, prevalência de 0,1% na faixa etária abaixo de 30 anos, de 12% na faixa etária de 30 a 69 anos (cifra correspondente ao estudo de Ribeirão Preto) e de 20% na faixa etária acima de 69 anos.
Então, para o cálculo das populações estimadas de pessoas com diabetes em estados ou municípios, basta colocar na matriz a população estadual ou municipal e aplicar os índices mencionados na matriz acima. 
Conclui o Dr. Augusto: "O conhecimento do número de portadores de diabetes de uma determinada população é de fundamental importância para a quantificação do problema e para o planejamento das ações de saúde e dos investimentos necessários para enfrentar a doença. Infelizmente, em função da não disponibilidade de dados atualizados e confiáveis de estudos epidemiológicos com metodologia adequada, resta-nos apelar para estimativas, com base no conjunto de dados derivados de estudos nacionais e internacionais sobre o assunto. Exatamente por se tratar de estimativas, o profissional de saúde deve utilizar seu melhor julgamento para avaliar a questão. O que deve ser evitado a todo custo é a utilização de estimativas pouco ou nada fundamentadas em fontes confiáveis das avaliações epidemiológicas disponíveis. Afinal de contas, esta também é apenas uma estimativa e, como tal, sujeita a críticas".  (Fonte: Artigo do Dr. Augusto Pimazoni Neto - site da Sociedade Brasileira de Diabetes)