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terça-feira, 14 de setembro de 2010

EXAME DE FUNDO DE OLHO

EXAME DE FUNDO DE OLHO
Doenças oculares, como a degeneração macular, a retinopatia diabética e várias outras, poderão ser mais facilmente detectadas graças a um novo equipamento que emite luzes de seis cores diferentes para analisar o interior do globo ocular.
Atualmente, quando os oftalmologistas examinam os olhos dos pacientes - pelo conhecido exame de fundo de olho - eles tiram fotos do interior do globo ocular usando três cores de luzes - ou comprimentos de onda - diferentes: vermelho, verde e azul.
As diversas cores ajudam a revelar alguma anormalidade visual aparente. Mas uma dimensão extra foi agora adicionada ao exame pela equipe do Dr. Nicholas L. Everdell, da Universidade College London, na Inglaterra. Na verdade, três dimensões extras, ou três cores, criando o que se chama de uma imagem multiespectral.
Imagens multiespectrais
Usando LEDs, as pequenas lâmpadas de estado sólido presentes na maioria dos aparelhos eletrônicos, os médicos podem distinguir as diferentes características de absorção da luz pelas moléculas chamadas cromóforos, presentes na retina.
No olho, há vários tipos desses cromóforos, dentre os quais destacam-se cinco: hemoglobinas da retina, hemoglobinas coroidais, melanina coroidal, melanina RPE (epitélio pigmentar da retina) e pigmento macular.
Os pesquisadores descobriram que cada uma dessas moléculas dá origem a variações distintas na coloração dos tecidos do olho, que podem ser identificadas em imagens multiespectrais, ou seja, feitas com várias cores.
Everdell e seus colegas projetaram então um novo equipamento que combina um sensor de alta sensibilidade de uma câmera digital - o sensor chama-se CCD - com a iluminação feita por LEDs (diodos emissores de luz) de seis cores diferentes.
As imagens multiespectrais são afetadas de forma diferente pelos pigmentos presentes nos olhos. Usando um sofisticado programa de computador, ao qual a câmera multiespectral é ligada, é possível gerar um "mapa paramétrico" da distribuição das substâncias no olho.
Esses mapas, construídos pixel a pixel, permitem aos médicos identificar patologias nos olhos em estágio muito inicial, muito antes que os problemas possam ser detectados pelos exames tradicionais.
Segurança do paciente
Uma vantagem que o novo sistema oferece em relação a outros sistemas de imageamento multiespectral da retina é a sua velocidade. Ele captura uma sequência de imagens multiespectrais em uma taxa rápida o suficiente - até 20 fotos por segundo - para reduzir as alterações da imagem causadas por movimentos naturais do olho.
Além disso, o sistema utiliza somente as faixas de frequência específicas necessárias para a análise, minimizando o tempo que o olho deve ficar exposto à luz, garantindo a segurança do paciente e melhorando a qualidade da imagem. O próximo passo é miniaturizar o aparelho, com vistas à sua comercialização e disseminação.
"O objetivo a longo prazo é desenvolver um sistema capaz de contar os cromóforos que seja parte integrante da câmera padrão usada no exame de fundo de olho, que possa ser usada rotineiramente pelos oftalmologistas e optometristas," disse o Dr. Everdell. (Fonte: diariodasaude.com.br)

domingo, 29 de agosto de 2010

DIABÉTICOS e DIREÇÃO VEICULAR



“Quando o assunto é direção veicular, as baixas taxas de glicemia representam o maior risco para a segurança do paciente com diabetes”, afirma o médico Dr. Ivan Ferraz, que é também presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes - Regional Estado do Rio de Janeiro. De acordo com Dr. Ivan Ferraz, valores abaixo de 70 mg/dl já podem perturbar a capacidade de reação, a memória, a atenção e alterar a possibilidade de tomar decisões rápidas. Nesses casos, é comum a indecisão na manipulação do volante e na travagem, podendo causar instabilidade na condução. 

“O principal problema da hipoglicemia – que ocorre mais freqüentemente nas pessoas que fazem uso de insulina – é que ela pode ocorrer de forma abrupta, o que é um perigo para quem está ao volante. Num estágio avançado, pode ocasionar desorientações neurológicas, falhas de coordenação motora, crises convulsivas, perda de consciência e até o coma”, alerta. Mas estes problemas podem ser evitados, basta um acompanhamento adequado do diabetes. Diz o especialista: a alimentação correta, respeitando os intervalos entre as refeições, a atenção quanto aos horários da medicação e os testes de glicemia capilar são fundamentais para o controle da glicose”, completa.
Vale lembrar que engarrafamentos acontecem com grande freqüência e a pessoa que tem diabetes deve estar preparada para isso. É importante ter sempre no automóvel algum lanche, bala, torrão de açúcar para alguma emergência no atendimento a hipoglicemia.
Dr. Ivan explica, ainda, que não é recomendável consumir bebidas alcoólicas (mesmo uma pequena quantidade), já que o álcool dificulta a recuperação da hipoglicemia. 
Em relação às viagens, até as mais longas, o diabetes não deve ser considerado um obstáculo. O paciente só precisa fazer um planejamento e consultar seu médico antes da partida, para certificar-se de que está tudo sob controle. Nessas situações, além de alimentos, é fundamental ter no veículo: insulina e/ou antidiabéticos orais; glicosímetro; alguma identificação de paciente com diabetes; telefone do médico; e carteira do plano de saúde (se houver). “Ao mínimo sinal de hipoglicemia, mesmo havendo dúvidas, a pessoa deve parar o carro imediatamente e se alimentar”, aconselha.
Além da hipoglicemia, o paciente precisa estar atento aos problemas crônicos do diabetes, que podem, com o tempo, acabar interferindo na direção veicular. Neste caso, os principais são a retinopatia e o pé diabético. A retinopatia, numa fase inicial, não acarreta danos significativos na visão do indivíduo e, portanto, não interfere no ato de dirigir. “O mesmo não acontece num grau mais avançado, em que o paciente tem um comprometimento mais intenso da retina”, lembra. “Por isso, ele deve realizar exames de vista com freqüência”, completa. 
A direção também não está proibida para a pessoa que tem pé diabético, desde que não haja feridas nem lesões. Basta ela tomar as precauções básicas de quem tem diabetes – cuidados com alimentação e medicação – e utilizar sapatos confortáveis. (Fonte: Revista Mais Saúde - edição n. 30 - SBD)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

RESVERATROL

O resveratrol - uma substância encontrada no vinho tinto, na uva e no amendoim - interrompe o crescimento de vasos sanguíneos nos olhos, segundo pesquisadores da Universidade Washington em Saint Louis. A descoberta poderá ter implicações na prevenção de doenças que ocasionam cegueira, como a retinopatia diabética e a degeneração macular na velhice.(Fonte: Site Uol/SIS.SAÚDE)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

CEGUEIRA PREVISÍVEL

Visão Normal x Visão com Retinopatia Diabética
O diabetes mellitus é uma doença metabólica que atinge 10% dos brasileiros e inflige a cerca de 8% da população afetada alguma anomalia na visão. Entre elas está a retinopatia diabética, que é a terceira maior causa de cegueira nos países em desenvolvimento. Identificar os efeitos da doença sobre a visão antes que ocorra a cegueira é o objetivo de uma pesquisa apoiada pelo Instituto Microsoft Research-FAPESP de Pesquisas em TI.
O projeto “Triagem automática de retinopatias diabéticas: tecnologia da informação contra a cegueira previsível” é coordenado por Jacques Wainer, professor do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (IC-Unicamp).
A retinopatia diabética afeta a visão porque provoca microaneurismas nos vasos sanguíneos que alimentam a retina. “Geralmente, quando isso acontece, novos vasos são formados, só que eles são mais fracos e sujeitos a hemorragias que ocorrem no interior do olho e causam cegueira, explicou Wainer.
Em geral, os sintomas só são percebidos pelo paciente quando a doença está em estágio avançado, o que aumenta a importância do diagnóstico precoce.
A solução da equipe de pesquisadores foi criar um sistema computacional que analisasse a distância imagens obtidas por escâneres de retina. O sistema detectaria anomalias na retina a fim de fazer a triagem desses pacientes de modo que fossem encaminhados a um especialista.
“Regiões que não contam com médicos poderiam triar esses casos se contassem com um escâner de retina e um técnico para operar o equipamento. O sistema identificaria casos suspeitos, que seriam encaminhados para um oftalmologista”, afirmou Wainer.
No entanto, o projeto tem que superar um obstáculo importante: o sistema não pode apresentar resultados falso-negativos. “Se o programa não conseguir detectar uma anomalia, o paciente não chegará a ser examinado pelo médico, o que poderá trazer sérias consequências”, ressaltou.
Resultados falso-positivos não chegam a causar problemas tão sérios, porém ocupam desnecessariamente o tempo de um especialista. “Nosso objetivo é apresentar 0% de falso-negativos e o menor número possível de falso-positivos”, disse o professor da Unicamp.
Para complicar, o diabetes pode provocar cerca de 30 diferentes anomalias na retina e todas teriam de ser consideradas pelo programa. Uma primeira solução é utilizar um modelo matemático para cada uma das disfunções, mas isso seria extremamente trabalhoso e demorado.
Por essa razão, a equipe optou por uma solução mais abrangente, denominada de model free (“sem modelo específico”). “É como procurar uma imagem na internet: solicitamos itens específicos e o buscador mostra os resultados com aquelas características”, explicou Wainer.
No caso, o programa desenvolvido seleciona pontos-chave da imagem da retina procurando por características anômalas, como cores, deformações e tamanhos que diferem de uma retina normal.
O protótipo desenvolvido foi testado para que os pesquisadores pudessem verificar se ele conseguiria detectar todas as anomalias na retina provocadas por diabetes com a mesma acurácia dos métodos tradicionais.
O teste foi realizado com 2.381 imagens selecionadas de um banco de 8.039 fotos que já haviam sido laudadas por 11 especialistas. O sistema apresentou 95% de sensibilidade, significando que retornou apenas 5% de resultados falso-negativos.
O sistema ainda está em desenvolvimento e mais dados estão sendo acrescentados. Ele deve ser testado em 2011 em unidades de saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), parceira do grupo da Unicamp no projeto.
A Unifesp pretende utilizá-lo no Mutirão da Catarata e do Diabetes, campanha organizada a cada dois meses pelo Instituto da Visão, unidade do Departamento de Oftalmologia da instituição.
(Fonte: Fabio Reinol/FAPESP)