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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FRUTAS CÍTRICAS e DERRAMES

Comer frutas cítricas pode diminuir risco de derrames em mulheres.

Do G1, em São Paulo
laranja300 (Foto: reprodução) 
Frutas cítricas como a laranja podem colaborar na
redução de derrames por coágulos nos vasos
sanguíneos do cérebro. (Foto: reprodução)
Compostos presentes em frutas cítricas podem reduzir o risco de derrames em mulheres, aponta um estudo divulgado em revista da Associação Americana do Coração nesta semana. Conhecidos como flavonoides, são comuns também em vegetais, no vinho tinto e no chocolate amargo.
Os pesquisadores usaram dados colhidos de 69.622 mulheres nos últimos 14 anos no Reino Unido, que relataram o que comiam a cada 4 anos. A equipe de pesquisa analisou seis tipos de flavonoides usados regularmente na dieta de norte-americanos e a relação deles com o risco de isquemias e hemorragias cerebrais.
Quando mulheres consumiam grandes quantidades de frutas cítricas, um tipo de flavonoide presente nos alimentos reduzia em até 19% o risco de derrames provocados por coágulos de sangue -- que entopem os vasos sanguíneos do cérebro.
Este tipo de flavonoide era obtido principalmente de laranja e do suco da fruta (82%). Os cientistas afirmam que a melhor forma de consumir os flavonoides benéficos é por meio das frutas, já que os sucos comerciais possuem muito açúcar.
Estudos anteriores já mostravam a relação entre as frutas cítricas na diminuição do risco de derrames isquêmicos e hemorragia intracraniana.
Na Suécia, uma pesquisa anterior tinha descoberto que o consumo de antioxidantes de frutas e vegetais também levava à redução do risco de derrames em mulheres. Trabalhos também já mostraram os benefícios de frutas como maçãs e pêras para a diminuição nos casos de acidente vascular cerebral.
(Fonte:  http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/02/comer-frutas-citricas-pode-diminuir-risco-de-derrames-em-mulheres.html)

SINTOMAS DE INFARTO SÃO DIFERENTES EM HOMENS E MULHERES

INFARTO by ~kamaalbegginer on deviantART
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos encontrou diferenças nos sintomas que homens e mulheres apresentam quando sofrem um infarto.
Quem vê Kimberly ativa e saudável nem imagina que há dois anos ela escapou da morte. Aos 49 anos, de uma hora para outra, a dona de casa passou a sentir muito cansaço, dores nas costas e na mandíbula. "Eu nunca imaginei que estava tendo um ataque cardíaco", diz.
Mas foi exatamente isso o que os paramédicos descobriram quando chegaram na casa dela. "A dor no peito ainda é o maior sinal. Mas  é possível que a pessoa tenha um infarto sem esse sintoma clásico, como aconteceu com a Kimberly", explica o doutor John Canto.
Ele é um dos pesquisadores que analisaram os prontuários de mais de um milhão de americanos que tiveram infarto. A equipe descobriu que o índice de mulheres que chegaram ao hospital sem nenhuma dor no peito era bem maior do que o de homens. Segundo os médicos, essa diferença  é ainda mais acentuada em mulheres com menos de 55 anos. O resultado foi publicado na revista da Associação Médica Americana.
Para a vítima do infarto, a diferença entre a vida e a morte pode estar na rapidez do atendimento. Segundo o estudo, a dor no peito, sintoma mais comum em homens, faz com que eles sejam levados mais cedo para o hospital. Sem identificar os sinais do ataque cardíaco, as mulheres muitas vezes resolvem buscar ajuda tarde demais. Por isso a taxa de mortalidade entre elas é maior que a dos pacientes do sexo masculino. Os médicos ainda não sabem exatamente o que provoca essa diferença nos sintomas. Kimberly pediu socorro a tempo e recebeu dois stents no coração. Ela faz um alerta às mulheres: "Se você tem família, pessoas que dependem de você ou uma carreira que você ama, é preciso cuidar antes de si mesma. Ou você não estará aqui para cuidar de ninguém."
(Fonte:  http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/02/sintomas-de-infarto-sao-diferentes-em-homens-e-mulheres-diz-pesquisa.html0

HEPATITE C e EZETIMIBA (Zetia)

 
Uma molécula incorporada na membrana das células do fígado humano, responsável por ajudar na absorção do colesterol, também permite a entrada do vírus da hepatite C, o primeiro passo para a infecção.
Isso significa que o receptor de colesterol é um alvo novo e promissor para a terapia anti-viral contra a hepatite C.
Sobretudo porque, dizem os pesquisadores, já existe um medicamento aprovado para atuar sobre essa molécula receptora.
A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Illinois (EUA), e publicada na revista Nature Medicine.
Equilíbrio do colesterol
O vírus da hepatite C, ou HCV, ataca o fígado e gera inflamação.
A maioria das pessoas não apresenta sintomas logo após a infecção, e pode não saber que contraiu a hepatite C até que danos ao fígado apareçam, normalmente décadas depois.
Estudos anteriores mostraram que o colesterol está de alguma forma envolvido na infecção pelo HCV, embora os mecanismos ainda não estivessem claros.
Os pesquisadores suspeitaram que um receptor chamado NPC1L1, conhecido por ajudar a manter o equilíbrio do colesterol, poderia também ser o meio de transporte do vírus para o interior das células.
O receptor é comum no intestino de muitas espécies, mas é encontrado nas células do fígado apenas em seres humanos e chimpanzés, diz Susan Uprichard, coordenadora do estudo.
E estes primatas, segundo ela, são os únicos animais que podem ser infectados pelo HCV.
Ezetimiba
Agora, o grupo demonstrou que, desativar ou bloquear o acesso ao receptor NPC1L1 impede o vírus da hepatite C de entrar e infectar as células.
Bruno Sainz, que fez os experimentos, afirma que, como o receptor está envolvido no metabolismo do colesterol, ele já foi bem estudado.
Uma droga que foi "projetada especificamente e exclusivamente para atingir o NPC1L1" já existe e está aprovada para baixar os níveis de colesterol, conta ele.
A droga ezetimiba (aprovada pelo FDA dos EUA e vendida com o nome comercial de Zetia), ao alvejar perfeitamente o receptor, forneceu o método ideal para que os cientistas testassem o envolvimento do NPC1L1 na infecção pelo HCV.
Eles usaram a droga para bloquear o receptor antes, durante e após a inoculação com o vírus, em cultura de células e em um pequeno modelo animal, para avaliar o papel do receptor na infecção e o potencial da droga como um agente anti-hepatite.
A ezetimiba inibiu a infecção pelo HCV na cultura de células e nos camundongos transplantados com células do fígado humano.
Seis tipos de vírus da hepatite
Ao contrário de todas as drogas atualmente disponíveis, a ezetimiba foi capaz de inibir a infecção por todos os seis tipos de HCV.
Enquanto as drogas atuais são altamente tóxicas e, muitas vezes, não são toleradas por pacientes transplantados que estejam usando drogas imunossupressoras, a ezetimiba é bastante segura e tem sido utilizada a longo prazo, sem danos para os pacientes, para controlar o seu colesterol, comentou Uprichard.
Como o medicamento impede a entrada do vírus nas células, a ezetimiba pode ajudar a proteger o fígado da infecção.
Para os pacientes com hepatite C crônica, a ezetimiba poderia ser usada em combinação com as drogas atuais, sugerem os cientistas.
(Fonte:  http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=descoberto-ponto-entrada-hepatite-c-organismo&id=7465&nl=nlds

DIABETES PODE COMEÇAR NO INTESTINO

A ausência da enzima FAS (sintase do ácido graxo) permite que bactérias invadam as células saudáveis dos intestinos, criando uma inflamação que está na base da resistência à insulina e ao diabetes.[Imagem: Washington University School of Medicine]
Origem do diabetes
Cientistas da Universidade de Washington (EUA) fizeram uma descoberta surpreendente sobre a origem do diabetes.
Sua pesquisa sugere que os problemas de controle do açúcar no sangue - a marca registrada do diabetes - podem começar no intestino.
O novo estudo pode desconstruir teorias sustentadas há décadas sobre as causas e as origens da doença.
Como a insulina é produzida no pâncreas e o açúcar é armazenado no fígado, os cientistas têm procurado as causas do diabetes nesses órgãos. Mas ninguém havia prestado atenção nos intestinos.
Síntese dos ácidos graxos
Na nova pesquisa, os cientistas estudaram camundongos geneticamente modificados para serem incapazes de fazer a síntese dos ácidos graxos no intestino.
A chamada enzima FAS (fatty acid synthase) é crucial para a produção de lipídeos, sendo regulada pela insulina. Pessoas com diabetes têm defeitos na FAS.
Os camundongos sem a enzima FAS nos intestinos desenvolveram inflamação crônica no intestino, um forte previsor de diabetes.
"O diabetes pode de fato começar em seu intestino," diz Clay Semenkovich, coordenador do estudo. "Quando as pessoas se tornam resistentes à insulina, como acontece quando elas ganham peso, a FAS não funciona corretamente, o que provoca a inflamação que, por sua vez, pode levar ao diabetes."
Revestimento protetor do intestino
"Os camundongos tiveram mudanças substanciais em seu microbioma intestinal," diz Semenkovich. "Mas não foi a composição de micróbios no intestino que causou os problemas."
Em vez disso, explica o principal autor da pesquisa, Xiaochao Wei, os camundongos ficaram doentes por causa de um defeito na sintase de ácido graxo.
Os camundongos sem sintase do ácido graxo perderam o revestimento protetor do muco no intestino, que separa as células da exposição direta aos micróbios.
Isto permitiu que as bactérias penetrassem nas células saudáveis do intestino, fazendo os camundongos adoecerem.
"A sintase de ácido graxo é necessária para manter essa camada da mucosa intacta," diz Wei. "Sem isso, bactérias danosas invadem as células no cólon e no intestino delgado, gerando inflamação, e isto, por sua vez, contribui para a resistência à insulina e o diabetes."
Inflamação e resistência à insulina
A inflamação e a resistência à insulina reforçam-se mutuamente.
Substâncias inflamatórias podem causar resistência à insulina e inibir sua produção, ambos efeitos que interferem com a regulação do açúcar no sangue.
Por sua vez, sabe-se que a resistência à insulina causa inflamações.
Semenkovich e Wei dizem que é necessário muito mais estudos, mas eles sustentam que a FAS, juntamente com um componente-chave da mucosa intestinal, chamado MUC2, podem ser alvos potenciais para terapias do diabetes.
Eles agora pretendem estudar pessoas com diabetes, para ver se a FAS é alterada de forma semelhante com o que acontece nos modelos animais, gerando danos na camada de mucosa dos intestinos.
 (Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=diabetes-comecar-intestino&id=7467&nl=nlds)

COMPRADOR COMPULSIVO

Comprador compulsivo necessita de tratamento específico
A compra compulsiva é um distúrbio psicológico que possui caraterísticas diferentes das observadas em portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e do Transtorno Bipolar. É o que revela uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Devido aos sintomas distintos apontados pelos compradores complusivos, o estudo da psicóloga Tatiana Zambrano Filomensky defende o desenvolvimento de novos tratamentos voltados especificamente aos portadores do distúrbio, ao invés da aplicação dos métodos utilizados nos pacientes de TOC e Transtorno Bipolar.
Paciente tem deficiência no planejamento de ações e impulso de aquisição excessiva
A partir de questionários aplicados em pacientes, a pesquisa verificou que a principal característica do comprar compulsivo é uma falha em resistir ao impulso de comprar, que pode gerar prejuízos pessoais, financeiros e familiares. “O paciente apresenta uma deficiência no planejamento de suas ações e impulso de aquisição excessiva”, descreve Tatiana. “Desta forma, o comprador compulsivo não pensa nas consequências dos seus atos a longo prazo, levando em conta apenas a satisfação do momento de comprar”.
Entre os portadores de TOC, as características mais apontadas na pesquisa foram a repetição constante dos gestos de lavagem (preocupação com contaminação) e checagem. “No caso do Transtorno Bipolar, foram estudados os portadores do Tipo 1, o mais clássico, em que os períodos de mania e depressão são mais definidos, evitando a possibilidade de erro diagnóstico”, afirma Tatiana.  “O gasto excessivo é um dos sintomas do estágio de mania, que é o período de maior agitação e euforia nos bipolares”.
Diferenças
Segundo a psicóloga, a instabilidade afetiva dos portadores de transtorno bipolar pode levá-los a comprar compulsivamente no estado de mania. “Entretanto, nos compradores compulsivos, não é a perda de regulação do humor que os leva a comprar”, ressalta.
“A única aproximação verificada entre portadores de TOC e compradores compulsivos é a aquisição compulsiva, sintoma que está relacionado com o transtorno de armazenamento compulsivo ou hoarding”, conta Tatiana. “Apesar dessa interface, as características mais comuns apontadas nos dois transtornos são muito diferentes”.
Participaram da pesquisa 85 pessoas. Os compradores compulsivos vieram do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pró-AMITI) do Instituto de Psiquiátria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP. O tratamento é realizado em conjunto com o dos portadores de outros distúrbios. Os pacientes com TOC e Transtorno Bipolar participam do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (PROTOC) e do Programa de Transtorno Bipolar (PROMAN), também realizados pelo IPq. A pesquisa foi orientada pelo professor Hermano Tavares, da FMUSP.
De acordo com a psicóloga, as principais características dos compradores compulsivos são a falta de planejamento e o impulso de aquisição excessiva, o que revela sintomas próprios independentes dos verificadas em outros transtornos. “Isso deve ser considerado pela Medicina para desenvolver tratamentos específicos para a compra compulsiva”, ressalta Tatiana, “e não aplicar os métodos já utilizados nos pacientes de TOC e Transtorno Bipolar”.
Mais informações: e-mail tatizf@usp.br , com Tatiana Zambrano Filomensky
(Fonte:  http://www.usp.br/agen/?p=88619)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

VACINA NÃO CAUSA AUTISMO

CRIANÇAS PRECISAM SER VACINADAS!
Segundo um novo estudo, mercúrio não causa autismo. Essa é mais uma de muitas pesquisas que concluem que os níveis de mercúrio na urina de crianças com autismo não é superior aos níveis de mercúrio na urina de crianças sem a doença.
A ideia desacreditada que uma forma do mercúrio, chamada etilmercúrio, por vezes utilizada em vacinas, pode levar ao autismo levou à redução das taxas de vacinas e aumentos nos casos de doenças evitáveis no mundo, tais como sarampo e papeira.
Mas, mesmo quando o mercúrio deixou de existir nas vacinas de alguns países a partir de 2001, as taxas de autismo continuaram a aumentar.
Os pesquisadores coletaram amostras de urina de 54 crianças com transtornos do espectro do autismo, e compararam com outros três grupos: 115 crianças da população em geral, 28 crianças que frequentavam escolas especiais (principalmente por causa de dificuldades de aprendizagem), e 42 crianças que não tinham autismo, mas tinham um irmão com a condição.
Não houve diferenças, entre qualquer um dos grupos, na concentração de mercúrio encontrada na urina. Os pesquisadores também observaram que os testes de outros metais pesados, tais como o lítio, manganês, cádmio e chumbo, também foram os mesmos em todos os grupos.
Estudos anteriores demonstraram que o etilmercúrio, por vezes utilizados em vacinas, não pode atravessar a barreira sangue-cérebro.
Já uma forma de mercúrio que tem sido associada a problemas do sistema nervoso, chamado metilmercúrio, pode entrar no cérebro a partir do sangue.
Estudos anteriores que analisaram os níveis de mercúrio na urina em crianças com autismo tiveram resultados contraditórios, mas eles envolveram testes de urina de crianças que receberam tratamentos de quelação, o que reduz o nível de mercúrio e outros metais no sangue.
Tratamentos de quelação, que são às vezes impostos a crianças com base na ideia de que podem tratar o autismo ou melhorar os seus sintomas, podem representar riscos para a saúde das crianças.[MyHealthNewsDaily, Foto]
(Fonte: Natasha Romazoti - http://hypescience.com/vacinem-seus-filhos-mais-um-estudo-confirma-que-vacina-nao-causa-autismo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29)

LUTO NÃO É DOENÇA!

Segundo editores da revista médica The Lancet, o sofrimento não é uma doença. Eles argumentam que tratar medicamente uma emoção humana normal é uma atitude não apenas perigosamente simplista, mas também falha.
Para os médicos tentados a prescrever pílulas, “seria melhor oferecer tempo, compaixão, memórias e empatia”, escrevem.
Os cientistas estão preocupados com movimentos que apareceram para categorizar emoções extremas como problemas que precisam de “conserto”.
Os temores foram provocados pela mais nova versão proposta pelos psiquiatras da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, conhecido como DSM-5. Embora este manual não seja utilizado por todos os psiquiatras do mundo, ainda é considerado influente.
Os cientistas também estão preocupados com as alterações propostas pela Organização Mundial de Saúde, para incluir uma categoria de “transtorno de dor prolongada” em sua Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Esta classificação é usada por muitos psiquiatras.
Eles observaram que o projeto do DSM-5 contém a “não exclusão de luto” antes do diagnóstico de um “transtorno depressivo maior”.
Eles relatam que isso “significa que os sentimentos de tristeza profunda, insônia, choro, incapacidade de concentração, cansaço e falta de apetite, que continuem por mais de duas semanas após a morte de um ente querido, podem ser diagnosticados como depressão, em vez de ser considerada uma reação normal ao luto”.
Muitos especialistas não concordam em tratar a dor do luto medicamente, usando o tratamento rotineiro com antidepressivos.
“O sofrimento não é uma doença, é mais útil pensar no luto como parte do ser humano e uma resposta normal à morte de um ente querido. Para aqueles que estão sofrendo, os médicos fariam melhor se oferecessem tempo, compaixão, lembrança e empatia ao invés de pílulas”, argumentam.
A Drª. Astrid James, vice-editora da revista The Lancet, disse que parece “muito cedo” para classificar alguém como doente mental apenas duas semanas após a morte de um ente querido. Ela acrescenta: “Precisamos ter cuidado para não tornar apenas médicas experiências que na verdade fazem parte da vida normal, e assegurar que as pessoas possam lamentar uma morte ao invés de serem reprimidas ou tratadas”.[Telegraph]
(Fonte:  http://hypescience.com/luto-nao-e-doenca/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29)

INDUÇÃO AO ALCOOLISMO

Filmes que mostram o hábito representam um fator de risco maior do que ter pais que bebem ou ter acesso fácil à bebida alcoólica em casa

Astros que consomem uísque, vinho ou cerveja em um filme são uma força invisível, mas potente, que incentivam o consumo de álcool por jovens, afirma um estudo feito na Faculdade de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos. A pesquisa concluiu que a exposição a cenas com consumo de álcool no cinema é um fator de risco mais influente para que os adolescentes consumam bebida alcoólica do que pais que bebem ou o fácil acesso à bebida em casa. A análise foi publicada nesta semana no periódico BMJ Open, do British Medical Journal.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Comparing media and family predictors of alcohol use: a cohort study of US adolescents

Onde foi divulgada: revista British Medical Journal Open

Quem fez: Mike Stoolmiller, Thomas Wills, Auden McClure, Susanne Tanski, Keilah Worth, Meg Gerrarde e James Sargent

Instituição: Faculdade de Medicina de Dartmouth, Estados Unidos

Dados de amostragem: 6.522 jovens entre 10 e 14 anos

Resultado: Exposição a cenas de consumo de álcool no cinema foi o terceiro maior fator de risco para adolescentes começarem a beber, sendo responsável por 28% do início do consumo de álcool e 20% da mudança para o uso constante
O estudo realizou ligações confidenciais com mais de 6.500 americanos escolhidos aleatoriamente com idade entre 10 e 14 anos, que foram entrevistados mais de três vezes ao longo de dois anos. Os adolescentes foram questionados sobre que grandes filmes haviam assistido com cenas envolvendo álcool ou propagandas de bebidas, e também sobre sua personalidade, escola e vida familiar.
Uma lista com 50 filmes foi usada na entrevista a partir de uma escolha aleatória entre 500 sucessos recentes de bilheteria e mais outros 32 filmes que tinham arrecadado pelo menos 15 milhões quando o primeiro levantamento foi realizado.
Os pesquisadores avaliaram a exposição do álcool em filmes, baseado no consumo ou aquisição, real ou implícito, da personagem. Eles descobriram que os jovens ficaram, em média, expostos por quatro horas e meia. Muitos viram um total de mais de oito horas.
Resultados — Durante os dois anos de duração do estudo, a porcentagem dos participantes que passaram a consumir álcool cresceu de 11% para 25%. A proporção dos que começaram a beber excessivamente, definido como cinco ou mais doses consecutivas, subiu de 4% para 13%.
Os pesquisadores observaram que a exposição ao álcool em filmes correspondeu ao terceiro maior fator de risco para o consumo desse tipo de bebida entre adolescentes, sendo mais perigosa do que ter pais ausentes ou pais que bebem, ter muito dinheiro em mãos, ou ainda ter álcool disponível em casa. O principal fator de risco foi o consumo de álcool entre os colegas.
Filmes com cenas de consumo de bebida alcoólica foram responsáveis por 28% do início do consumo de álcool e 20% da transição para o seu uso constante. Além disso, os adolescentes que assistiram a mais filmes contendo álcool estavam duas vezes mais predispostos a começar a beber do que aqueles que foram menos expostos. Eles também estavam 63% mais predispostos a avançar para o seu consumo excessivo.
"No cinema, o álcool é tipicamente associado a situações positivas, sem efeitos negativos, e frequentemente são exibidas as marcas das bebidas, o que promove nos jovens tanto a identificação quanto a lealdade à marca", afirma o estudo. "A aquisição de uma mercadoria com propaganda de álcool, como uma peça de roupa com uma marca de bebida sobre ela, pode favorecer o processo".
No total, 61% dos filmes de Hollywood exibem o produto de alguma forma. Os produtores não podem usar tabaco, no entanto, não há nenhuma restrição para o uso de álcool. Pelo fato de mais da metade da receita de Hollywood vir da distribuição para outros países, sobretudo na Europa, Japão, Canadá, Austrália, Brasil e Coreia do Sul, os pesquisadores chamam a atenção para o poder do incentivo ao consumo de álcool se espalhar ao redor do mundo.