Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador anemia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anemia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CAFÉ FORTIFICADO

CAFÉ EM PÓ FORTIFICADO
Não seria exagero dizer que o tradicional cafezinho, com ampla aceitação em todas as classes sociais, é uma preferência nacional. O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, só perdendo para a água, segundo levantamento realizado em janeiro de 2010 pelo Instituto Ivani Rossi Consultoria em Pesquisa para a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Mas além de ser apreciado pelo aroma e sabor peculiares e por suas propriedades estimulantes, ele pode vir a ser um aliado no combate às deficiências nutricionais de parte da população brasileira.
Para aproveitar a popularidade da bebida a favor da melhoria da nutrição, uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com apoio do programa Bolsa Nota 10 da FAPERJ criou o café torrado e moído fortificado com ferro e zinco.
O projeto foi tema da dissertação de mestrado defendida em julho deste ano no Programa de Pós-graduação em Ciência de Alimentos do Instituto de Química da UFRJ pela bolsista Nota 10 Luciana Lopes Costa, sob orientação da professora Adriana Farah, que é Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ e doutora em Ciências de Alimentos pela UFRJ, com parte de sua tese realizada no Institute for Coffee Studies at Vanderbilt University Medical Center (EUA).
De acordo com Luciana, adicionar ferro e zinco ao café é uma tentativa de suprir o consumo inadequado desses minerais, ainda abaixo dos níveis recomendados pelos padrões internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“A subnutrição de micronutrientes como o ferro e o zinco, importantes para prevenir a anemia, ainda é prevalente nos países em desenvolvimento”, diz a nutricionista.
A ideia de criar um café fortificado já vinha sendo testada em outras pesquisas na instituição que tiveram a participação da professora Adriana Farah. “Fizemos um estudo inicial com fortificação de café solúvel, que teve orientação da professora Carmen Marino Donangelo. A intenção era verificar se o café poderia ser um veículo adequado para a fortificação, permitindo uma absorção adequada dos minerais adicionados a sua matriz, e o resultado foi excelente”, conta Adriana, que vem se dedicando ao tema café e saúde ao longo dos últimos anos.
“No caso desse projeto defendido pela Luciana, o enfoque escolhido foi a fortificação do café em pó porque ele é mais acessível às pessoas de baixa renda do que o café solúvel”, explica a orientadora.
Café para ajudar a nutrir
A bolsista Nota 10 Luciana Costa (à esq.)
 e a orientadora Adriana Farah:
 produto pode trazer benefícios
 à saúde coletiva
Durante os dois anos da pesquisa, diferentes concentrações de ferro e zinco foram experimentadas no Laboratório de Bioquímica Nutricional e de Alimentos da UFRJ até se chegar à concentração ideal de nutrientes que deveria ser adicionada ao pó de café.
“Cada xícara do café fortificado que desenvolvemos atende a 20% da recomendação da OMS para a ingestão diária de ferro e de zinco”, destaca Luciana. Esses testes foram realizados em parceria com o Laboratório de Análises Espectrométricas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com auxílio do professor Norbert Miekeley.
O próximo passo do projeto foi avaliar se os minerais adicionados ao pó de café ficariam retidos no coador na hora do preparo ou se eles passariam pelo coador mantendo as suas propriedades nutricionais também no café pronto para beber. Para isso, a eficácia da adição de ferro e zinco foi testada de acordo com os diversos métodos utilizados no preparo do café em pó, como as cafeteiras elétrica e italiana (café Mocca), os coadores de pano, de nylon e de papel, e a máquina de café expresso.
“As bebidas preparadas com cafeteira elétrica e com máquina de café expresso foram as que mais preservaram as propriedades nutricionais do ferro e do zinco adicionados ao pó original, com cerca de 40% de aproveitamento desses minerais”, ressalta Luciana.
Os resultados observados para a preservação de ferro e zinco no preparo da bebida com a cafeteira elétrica, hoje um eletrodoméstico comum na maioria das casas no País, também podem ser convenientes para difundir o consumo do pó de café fortificado em larga escala. “Além de eficaz para ajudar a preservar os componentes nutricionais adicionados ao pó, a cafeteira elétrica é um dos métodos mais utilizados pelos brasileiros para fazer café, junto com o método do coador, de acordo com dados da Abic. No entanto, 40% ainda não é um percentual ideal de extração em relação ao custo-benefício da fortificação do café torrado e moído e mais estudos precisam ser realizados no sentido de aumentar essa recuperação”, completa Adriana.
Depois que as melhores condições para o preparo do café fortificado foram observadas, outra etapa da pesquisa foi a análise sensorial, realizada em parceria com o Laboratório de Análise Sensorial/Instrumental (Lasi) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Nessa fase, 80 provadores – entre eles um grupo treinado para perceber sabores característicos do café e um grupo de pessoas não treinadas – participaram de testes de degustação que determinaram o limiar da percepção dos micronutrientes adicionados ao pó pelos consumidores. “Os provadores não perceberam diferenças entre o sabor do café fortificado e o do café comum até mesmo em doses acima daquelas utilizadas na fortificação, o que indica que o produto pode vir a ter uma boa aceitação do público”, pondera Luciana.
Antes mesmo de ser fortificado com ferro e zinco, o café em pó utilizado nos testes já havia recebido um tratamento especial. Diferente da torra escura frequentemente encontrada nas marcas comuns do mercado, ele foi preparado com uma torra média clara e com uma metodologia de torrefação recentemente desenvolvida que ajudam a preservar outras importantes propriedades nutricionais. “O café que foi enriquecido no estudo foi obtido sob condições específicas para torná-lo o mais saudável possível, a ponto de preservar as suas moléculas de ácidos clorogênicos e lactonas. Elas são responsáveis pelo fato do café ser o alimento que mais contribui para a capacidade antioxidante na dieta do brasileiro, além de ser uma bebida com potenciais propriedades antidiabetes, antibacteriana e hepatoprotetora, entre outras”, destaca Adriana.
Ainda não há previsão de quando o produto deve chegar ao mercado, mas o objetivo principal é que ele venha a ser empregado como uma ferramenta de apoio às políticas de assistência à saúde. “O café torrado e moído fortificado ou até mesmo o café solúvel fortificado, que apesar do custo mais elevado oferece um aproveitamento de 100% dos minerais adicionados, poderão ser comercializados ou distribuídos, no futuro, a populações carentes no contexto dos programas de saúde governamentais. Estamos abertas a parcerias”, diz Adriana. “Considerando as adaptações necessárias em relação ao custo-benefício, o procedimento técnico de fortificação do café poderia trazer benefícios relevantes à saúde coletiva”, concluem Luciana e Adriana.
(Fonte: Débora Motta-FAPERJ)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

SAÚDE DOS INDÍGENAS BRASILEIROS: outra vergonha nacional

Mais da metade (51,3%) das crianças indígenas do país com até 5 anos de idade tem anemia, segundo relatório divulgado nesta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Na região Norte, que engloba sete dos nove estados da Amazônia Legal, o índice é ainda maior: 66%.
Os dados fazem parte do 1º Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, feito pela Funasa em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e financiado pelo Banco Mundial.
O documento pretende ser um painel da situação da população indígena no Brasil, com foco na saúde de crianças menores de cinco anos e em mulheres de 14 a 49 anos.
As equipes de pesquisa coletaram informações em 113 aldeias de todas as regiões do país. No total, foram levantados dados de 6.707 mulheres e 6.285 crianças indígenas, residentes em mais de 5.250 domicílios.
A ocorrência de anemia também foi registrada em 44,8% das mulheres grávidas na Região Norte - em todo o país, a média é de 35,2%. As estatísticas não são muito diferentes paras as indígenas não grávidas.
O levantamento também analisou a prevalência de hipertensão arterial, que, segundo o relatório, ocorre em 2,4% das indígenas na Região Norte, de acordo com números de referência da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em aldeias do Nordeste, a taxa sobre para 8,5% e, no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, passa dos 10%.
Na região Norte, mais de um quinto das mulheres disseram ter recebido tratamento contra malária nos 12 meses anteriores à pesquisa. O índice é bem maior do que a média nacional, de 4,9%. Apenas 1,6% das indígenas em todo o país afirmaram ter recebido tratamento contra a tuberculose no mesmo período. 
A maioria das crianças indígenas no Brasil nasce de parto normal, indica o documento da Funasa. O índice para a Região Norte, de 95,2% de partos normais, é pouco superior à média nacional, de 87%. Mas a taxa de crianças que nascem na própria aldeia nos estados do Norte (66,6%) é bem mais elevada do que a média do país, de 30,1%.
Já a porcentagem de crianças que tiveram diarreia na semana anterior à aplicação da pesquisa é menor no país (média de 23,5%) e maior entre as populações indígenas do Norte (37,9%).
(Fonte: g1.globo.com)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Causa de bulimia e anorexia pode estar na vida intrauterina.


Problemas alimentares em meninas podem ser acarretados por diabetes ou anemia da mãe durante a gravidez. Além das questões psíquicas, consideradas principais causas de distúrbios alimentares, problemas de nutrição na fase uterina e neonatal podem ser determinantes para a instalação dos sintomas na vida adulta.
Um estudo desenvolvido na Itália mostrou que mulheres cuja mãe foi acometida de diabetes ou de anemia corriam maior risco de sofrer de anorexia. O baixo peso neonatal ou o infarto (que leva à morte das células da placenta), por sua, vez, aumentaram o perigo de bulimia.
A pesquisadora Angela Favaro e colegas da Universidade de Pádua pesquisaram o passado de 114 mulheres com diagnóstico de anorexia e 73 pacientes com sintomas bulímicos. Com base em arquivos hospitalares, foram analisadas as complicações ocorridas durante a gestação e o nascimento das mulheres. Segundo os cientistas, quando havia a ocorrência simultânea de várias complicações, os distúrbios alimentares se manifestavam por volta dos 16 anos. Em casos mais brandos, a ocorrência levava mais tempo.(Fonte:Sis.Saúde)