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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

RISCOS DE TROMBOSE

O alto risco de desenvolver trombose atinge 41,4% dos brasileiros. O dado é de uma pesquisa que ouviu mais de mil pessoas em todo o país para avaliar o grau de conhecimento da população sobre trombose e embolia pulmonar, doenças associadas.
Pessoas com alto risco têm grande probabilidade de desenvolver o problema caso sejam hospitalizadas. Isso porque imobilização e infecções, além de cirurgias, são situações propícias para a coagulação do sangue dentro das veias.
"Se forem internadas por uma pneumonia ou um problema cardíaco, por exemplo, essas pessoas precisam de medidas de profilaxia", diz Ana Thereza Rocha, professora colaboradora do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia.
PREVENÇÃO
A prevenção inclui de drogas até uso de meias elásticas e prática de caminhadas.
A pesquisa, divulgada ontem, foi encomendada por sociedades brasileiras de angiologia e cirurgia vascular e de pneumologia e tisiologia e laboratório Sanofi-Aventis. O risco de trombose foi avaliado por meio de um questionário específico que mediu fatores como idade, peso e histórico de doenças.
Outro problema apontado pelo relatório é que essas pessoas praticam menos atividade física, têm mais excesso de peso e fumam mais -conhecidos agravantes do problema.
Além disso, mais da metade dos brasileiros não conhece sintomas ou consequências da trombose. Na média geral, 43% já ouviram falar da doença, mas não sabem citar medidas de prevenção.
Sobre embolia pulmonar, a complicação mais preocupante da trombose, o grau de desconhecimento é ainda maior: quase 80% não sabem o que significa ou nunca ouviram falar no assunto.
"O resultado não surpreende porque mesmo entre os médicos não é feita uma avaliação de risco de forma rotineira nos pacientes hospitalizados", diz Rocha.
Em geral, apenas 40% a 50% dos pacientes internados, em média, são avaliados. Essa taxa só costuma aumentar com a implantação de protocolos específicos.
Desde 2007 o Brasil vem adotando estratégias para reduzir a incidência da trombose nos hospitais.
O programa zona livre de tromboembolismo venoso, presente em vários países e em 124 instituições brasileiras, usa educação continuada e palestras para ajudar os profissionais da saúde a identificar pacientes de risco e adotar procedimentos para prevenir o problema.
No Hospital São Camilo, a profilaxia nessas pessoas subiu de 54,3% em 2007 para 88% no ano passado.
"São medidas de fácil implantação", diz João Gonçalves Pantoja, superintendente médico da Rede D'Or.
No Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, o programa foi implantado em 2008 e já conta com quase 100% de adesão às recomendações.
DESCONHECIMENTO
Exercício não é ligado à prevenção. Entrevistados no estudo acham que exercícios são apenas um meio para ter um corpo bonito: 36% fazem ginástica só por motivos estéticos. Só 7% praticam para prevenir doenças. Menos da metade dos que têm alto risco de trombose se exercita -e míseros 2% querem ativar a circulação com a malhação. (Fonte: Gabriela Cupani-Folha de S.Paulo-Rede ACT)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

TROMBOEMBOLISMO VENOSO

TROMBOEMBOLISMO VENOSO
O acúmulo de gordura na barriga ou nos quadris em pessoas de peso normal aumenta o risco de tromboembolismo venoso (formação de coágulos nas veias que podem se desprender e chegar até os pulmões). O dado é de um estudo dinamarquês publicado no periódico "Circulation".
Essa relação foi encontrada tanto em homens quanto em mulheres. "Mas, como a variação da circunferência abdominal é maior nos homens e a dos quadris é maior nas mulheres, o excesso na barriga dá mais informações sobre o risco em homens e, nos quadris, nas mulheres", disse à Folha a pesquisadora Marianne Severinsen, uma das autoras do estudo.
"A importância da distribuição da gordura no risco do tromboembolismo venoso não havia sido avaliada até aqui", afirma a pesquisadora.
Para chegarem aos resultados, os cientistas acompanharam 27.178 homens e 29.876 mulheres entre 50 e 64 anos por dez anos. Eles avaliaram medidas como peso, índice de massa corporal e circunferência abdominal e dos quadris.
"Encontramos uma diferença estatisticamente significante entre todas as medidas de obesidade e a ocorrência de tromboembolismo venoso sem causa definida", afirma a pesquisadora Severinsen.
Por isso, os resultados do estudo também reforçam que a obesidade, independentemente de onde está localizada, aumenta o risco da doença.
Esse resultado se manteve mesmo após o ajuste de dados como fumo, prática de atividade física, hipertensão, diabetes, colesterol e uso de terapia de reposição hormonal, que poderiam interferir na conclusão.
Para os autores, os resultados devem ajudar os médicos a melhorar a avaliação de risco. No entanto, outros estudos precisam explicar o mecanismo por trás dessa associação.
Síndrome metabólica
"A gordura abdominal está associada à síndrome metabólica [conjunto de sintomas que elevam o risco cardíaco] e sabe-se que ela é fator de risco para trombose", explica o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da Universidade de São Paulo.
Na síndrome metabólica, há um aumento da produção de substâncias inflamatórias que provocam lesões na parede interna dos vasos. Além de elevar o risco de doenças arteriais, como aterosclerose, isso também aumenta o risco de doenças venosas, como a formação de coágulos nas veias profundas.
"Além disso, o obeso caminha mal, o que provoca má circulação", diz o cirurgião vascular Pedro Puech, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Por isso, os obesos têm mais chance de sofrer um tromboembolismo venoso mesmo que não estejam em situações de risco clássicas, como viagens longas de avião, cirurgias ou gestação, por exemplo. "Nesses pacientes o cuidado deve ser redobrado", lembra Kauffman.
Coagulação
O tromboembolismo venoso ocorre quando o sangue coagula dentro das veias. Na maioria dos casos, isso acontece em vasos profundos das pernas. Sua maior complicação é a embolia pulmonar -quando o trombo se desprende e cai na circulação, podendo causar uma embolia pulmonar, obstrução capaz de levar à morte.
O termo tromboembolismo venoso envolve tanto a trombose, que é a formação do coágulo, quanto a embolia.
Embora o problema mais temido seja a embolia pulmonar, as complicações tardias também são perigosas.
O coágulo formado na veia leva a um processo inflamatório que causa lesões nas válvulas que impedem que o sangue volte para os pés. A circulação fica comprometida e a perna incha, fica mais escura e podem surgir úlceras de difícil cicatrização. (Fonte: Folha on line)