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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

SÍNDROME DE LEBER

Michael (à esq.) e Daniel perderam a visão devido a doença genética
Os gêmeos britânicos Michael e Daniel Smith, de 20 anos, estavam começando a vida universitária, quando repentinamente começaram a perder a visão.
Eles sofrem de uma rara doença genética incurável, a síndrome de Leber, que causa a morte das células no nervo ótico, impedindo o envio de informações entre os olhos e o cérebro.
Michael foi o primeiro a perceber que havia algo errado, logo depois da semana de calouros da escola de medicina que havia decidido cursar.
"Um dia, eu não conseguia mais ver os rostos das pessoas, ou as palavras na tela do projetor. A partir daí, a cada manhã, minha visão ficava muito pior. Em duas ou três semanas, perdi de 80 a 90% da minha visão", disse Michael à BBC.
Seu irmão gêmeo recebeu a notícia com surpresa.
"Michael e eu fomos inseparáveis por 19 anos até que nós dois saímos de casa para começar a universidade. Aí, apenas uma semana após nos separarmos, ele me telefona para dizer que algo estava estranho, ele não conseguia reconhecer as pessoas e não sabia o porquê", contou Daniel.
"Aquela conversa ainda me assombra. Os médicos acharam que ele tinha um tumor no cérebro, mas depois diagnosticaram a doença genética."
'Nuvem negra'
Daniel foi então informado de que, devido ao fato de eles serem gêmeos idênticos, ele tinha 60 a 70% de chance de também sofrer uma perda de visão.
"Foi muito difícil saber que uma nuvem negra estava pairando sobre a minha cabeça nos dois primeiros anos de universidade (de engenharia aeronáutica, em Bristol). Pelo menos agora, me sinto aliviado por saber onde estou", diz ele, que viu sua visão se deteriorar nos últimos três meses.
A síndrome de Leber normalmente se manifesta na adolescência ou juventude, mas em casos raros pode aparecer na infância ou mais tarde na vida adulta. Por razões desconhecidas, a doença aparece com mais frequência em homens que em mulheres.
Devido a sua raridade - apenas 150 pessoas sofrem da doença na Grã-Bretanha -, não há muitos estudos sobre a síndrome.
Bicicleta
Apesar das dificuldades causadas pela cegueira, os irmãos decidiram continuar seus estudos, mas Michael precisou abandonar a medicina para se dedicar à geografia, na Kings College London.
"Dez anos atrás, teríamos de abandonar a universidade, mas hoje há programas de computador e recebemos apoio para alunos com deficiências, então contamos com ajudantes durante a aula", disse Daniel à BBC.
Os gêmeos também vão pedalar 570 quilômetros, de Londres até Amsterdã, na Holanda, juntamente com outros ciclistas para arrecadar dinheiro para a ONG Blind in Business, que os ajudou desde o diagnóstico.
"Perder a visão tão jovem e ver meu irmão perdê-la também tornou necessário um processo intensivo de reabilitação, funcionalmente e emocionalmente, que colocou muita pressão na família."
"O desafio de bicicleta é nossa forma de dizer 'obrigado' pela ajuda."

AH! SE A MODA PEGA! PRAIA TURÍSTICA FRANCESA "SEM TABACO"

 Foto:http://www.mustofbuzz.com/

Nice tem a primeira praia com o título "sem tabaco" da França

DA EFE
A cidade francesa de Nice transformará uma de suas emblemáticas praias em um espaço sem fumaça, e multará com até 38 euros quem acender um cigarro.
Esta é a primeira grande cidade da França a adotar a medida, uma iniciativa lançada pela Liga Nacional Contra o Câncer (LNCC), que pretende promover o título de "praia sem tabaco" no litoral de todo o país.
"Nice é a primeira grande cidade que propõe à liga a abertura a partir de 2012 de uma grande praia sem tabaco", destacou o presidente da associação, Gilbert Lenoir, após assinar o acordo com o prefeito de Nice, Christian Estrosi, informou nesta terça-feira o jornal "Nice Matin".
O lugar eleito para iniciar a simbólica iniciativa é a Plage du Centenaire, uma pequena parte dos mais de dois quilômetros do Passeio dos Ingleses.
"Quando Nova York decidiu fazer uma central sem tabaco, teve uma repercussão internacional e criou uma dinâmica na América do Norte", acrescentou o presidente da LNCC, que tem a intenção de "iniciar esse mesmo círculo virtuoso e sistematizar os espaços públicos sem tabaco por todas as partes da França",
O prefeito de Nice se disse "muito orgulhoso" que essa "vila emblemática para o turismo" tenha se transformado na primeira praia da França rotulada como espaço sem cigarro.
A proibição de fumar nessa praia de Nice começará a ser aplicada a partir da próxima temporada, afirmou.
Entretanto, a Plage du Centenaire não é a primeira a experimentar a ideia de não permitir que os banhistas fumem enquanto se expõem ao sol na França, onde o fumo é proibido nos espaços públicos fechados desde 2006.
Já em 2011, a localidade de Ciotat, também no sudeste da França e mais próxima de Marselha, lançou a mesma iniciativa, embora sem o rótulo concedido pela Liga Nacional contra o Câncer.
O gesto de Nice, representativo por se tratar de uma cidade emblemática, segue a atitude tomada por Nova York há um ano. Com menos renome, a praia de L'Escala de Girona (Espanha) desde 2006 dispõe de uma zona livre de fumaças, mas não multa os infratores. 

USO INCORRETO e EXCESSIVO DO IPAD

 Os médicos perceberam os primeiros sinais do problema: pessoas que passam horas por dia no iPad podem ter dor muscular crônica.
Uma série de casos aumentou o medo de que a “mão do iPad” se torne o novo “dedão do Blackberry” – uma condição daqueles que usam repetitivamente o sistema do smartphone.
O iPad é um dos aparatos tecnológicos mais famosos, permitindo o acesso à internet com um display grande e ao mesmo tempo portátil.
Mas especialistas ergonômicos dizem que essa beleza tem um preço para aqueles que usam a máquina de maneira excessiva. Usuários de tablets têm reclamado de dores na mão com a qual geralmente seguram o produto, assim como nos dedos que usam para digitar e mover o cursor na tela.
Há também comentários de dores nos braços e no pescoço, associadas ao encurvamento quando se apoia o tablet nos joelhos.
Cyndi Davis, autora do blog The Ergolab, comenta que “é muito difícil encontrar uma postura corporal confortável para usar um iPad. Na minha opinião, ele não é equipado para atividades de longo prazo”.
Um usuário do sistema, Michael Messner, escreveu em um fórum da internet sobre o assunto que quando utiliza o iPad, “os cantos ficam pressionados na parte carnuda do dedão, a mesma usada para digitar”. Ele reclama: “A maior parte do peso do iPad ficam bem no músculo. A combinação de um canto metálico no músculo tensionado, indo para cima e para baixo conforme você digita, pode gerar dores rapidamente”.
O médico John Pappas, de Michigan, comenta que o “uso prolongado de tablets pode causar formas diferentes de dor muscular para os dedos e as mãos. Boa postura e curtos intervalos frequentes podem ajudar a minimizar esses sintomas”.
Se você está usando seu iPad ou outro computador pequeno, você pode evitar problemas seguindo o mesmo protocolo sugerido para um laptop – compre os acessórios corretos para deixar a tela em uma posição confortável e use o teclado externo. [Telegraph]
(Fonte: Bernardo Staut -  http://hypescience.com/usar-ipad-pode-levar-a-dor-muscular-cronica/)

SONHO DE MUITA GENTE: PERDER PESO COMENDO BOLO!

Boas notícias para a criança que vive em você: um estudo sugere que você não só pode comer bolo no café da manhã, quanto isso ainda pode te ajudar a manter o peso.
Durante a pesquisa, os participantes obesos que tiveram um café da manhã rico em proteína e carboidratos, incluindo uma sobremesa, foram mais capazes de se manter na dieta e deixar os quilinhos a mais bem longe, do que os participantes que comeram pouco café da manhã, com pouco carboidrato e de baixa caloria, que não incluía doces.
Os resultados sugerem que o tempo que se leva para comer e a composição da refeição influenciam na perda de peso. Para a Dr. Daniela Jakubowicz, pesquisadora da Universidade de Tel Aviv, em Israel, carboidratos e proteínas ingeridos no café da manhã podem nos manter cheios durante todo o dia, e comer alguns docinhos pode ajudar a conter os desejos por esses alimentos.
Nutricionistas comentam que estão divididos em relação ao estudo. Alguns dizem que dietas com sobremesas no café da manhã podem provocar o efeito sanfona e aumentar a vontade de comer doces.
A autora de “Simple Diet” (publicado em LifeLine, em 2011), Katherine Tallmadge, que não esteve envolvida no estudo, conta que nunca recomenda biscoitos ou bolo no café da manhã.
Outros nutricionistas afirmam que não há nenhum problema em comer algumas guloseimas no café da manhã, contanto que isso esteja incluído em uma dieta saudável.
Entretanto, especialistas concordam que um café da manhã balanceado pode contribuir com a perda de peso. Um café da manhã consistente pode ajudar a sanar a fome e evitar que você ataque a geladeira pelo resto do dia.
A consultora em nutrição e porta-voz da Academia de Nutrição e Dietética americana, Heather Mangieri, diz que a última coisa que quer fazer é chegar a um jantar e estar morrendo de fome. Segundo ela, esse é o período no qual as pessoas mais comem.
Bolo para o café da manhã
O estudo envolveu 193 adultos obesos, metade foi aleatoriamente selecionada para comer um café da manhã de 600 calorias, incluindo um biscoito, um bolo ou um sonho de sobremesa. A outra metade comeu um café da manhã mais reduzido, com 300 calorias. Ambos os grupos consumiram as mesmas calorias totais diárias – 1.600 calorias para homens e 1.400 para as mulheres. Para compensar, o grupo que teve o café da manhã mais calórico recebeu um jantar menor, de 300 a 400 calorias.
Depois de 16 semanas seguindo somente esta dieta, os dois grupos haviam perdido uma quantidade semelhante de peso. No entanto, durante o período em que os participantes foram aconselhados a manter a dieta, mas podiam comer mais caso estivessem com muita vontade, o grupo com que se alimentou com o café da manhã menor ganhou cerca de 11 quilos, enquanto o grupo que comeu o café da manhã mais calórico ganhou apenas cerca de 7 quilos, em média.
Além disso, aqueles que comeram o café da manhã mais calórico, que incluía a sobremesa, possuíam níveis mais baixos de grelina, conhecido como o hormônio da “fome”, e menos desejo de comer do que aqueles que receberam o café da manhã menos calórico.
Quando fazemos dieta, ficamos com mais fome, há um aumento dos níveis de grelina e uma diminuição do metabolismo. Um café da manhã com proteínas, carboidratos e doces pode contrariar essas mudanças, por isso as pessoas conseguem perder peso ao longo do tempo.
Bom demais pra ser verdade?
Embora o estudo mostre os benefícios de um café da manhã mais calórico, ele não pode afirmar que comer bolo pela manhã é uma boa ideia, diz Tallmadge. Segundo ela, é muito injusto comparar cafés da manhã de 600 e 300 calorias.
Além disso, a nutricionista conta que a ingestão de açúcar pode aumentar o desejo por doces. Para ela, é melhor se alimentar com um café da manhã saudável e equilibrado, como aveia, leite desnatado e frutas, que contém cerca de um terço das calorias que devem ser consumidas ao longo do dia.
Porém, é importante ressaltar que o estudo demonstrou a importância de incorporar os seus alimentos favoritos na dieta, já que se privar de doces não funciona.
Tallmadge diz que é preciso ter em mente que comer farinha refinada e açúcar regularmente é uma das piores coisas que se pode fazer pela saúde e pode aumentar o risco de ter doenças cardíacas, câncer e morte prematura.
Dica: Um café da manhã reforçado pode evitar que você tenha fome mais tarde, entretanto, os doces devem ser consumidos com moderação.[LiveScience, Foto]
(FONTE: Dalane Santos  -   http://hypescience.com/como-perder-peso-comendo-bolo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29)

ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

Envelhecer com saúde ainda é desafio

Faltam políticas públicas para o atendimento ao idoso, mas 
Cornélio Procópio e Ibaiti, no Paraná, já fazem diferença.
Fotos: Ricardo Chicarelli
 
Para o geriatra João Batista Lima Filho, de Cornélio Procópio,
o idoso precisa ter à sua disposição ações locais integradas 
que proporcionem dias melhores.
O Brasil está envelhecendo e a expectativa de vida do brasileiro teve uma elevação significativa nos últimos anos. O desafio agora é somar longevidade com qualidade de vida. Alguns municípios do Norte Pioneiro já deram importantes passos nesse sentido, como Cornélio Procópio e Ibaiti, que se destacam no cuidado a essa população.
O município de Cornélio Procópio é reconhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido no Centro de Excelência à Atenção Geriátrica e Gerontológica (Cegen), que mantém um Centro Dia, onde atua uma equipe multidisciplinar que presta atendimento diário a 30 idosos.
Para o médico geriatra João Batista Lima Filho, coordenador do Cegen e também um dos fundadores da Pastoral da Terceira Idade junto com Zilda Arns e membro do Conselho Nacional do Direito do Idoso, a dificuldade em se criar políticas públicas voltadas aos idosos está no fato de elas serem discutidas de modo fragmentado durante as conferências. ''A pessoa idosa precisa ser vista como um todo. Desde o idoso saudável, que é quem comparece às conferências e reinvindica a criação de centros de convivência, até o idoso frágil e invisível, como os portadores de Alzheimer que permanecem internados ou acompanhados de seus cuidadores'', diz.
Ele argumenta que centros de convivência e academias da terceira idade são ótimas iniciativas, mas atendem apenas o idoso saudável, com faixa etária igual ou inferior aos 70 anos, que pode se locomover e realizar atividades que lhe tragam um envelhecimento com melhor qualidade. ''Essas ações estão prolongando a vida desse público, mas chegará uma hora que ele também se tornará um idoso frágil e invisível e precisará de cuidados paliativos'', afirma.
Lima Filho acrescenta que o idoso precisa ter à sua disposição ações locais integradas, que proporcionem dias melhores para quem vive essa fase da vida. ''O ser humano precisa ser valorizado pelas suas emoções e necessidades específicas para se reabilitar física, social e psicologicamente. Para tanto, precisa ser assistido por profissionais multidisciplinares capacitados, mas isso não acontece na maioria dos municípios paranaenses'', resigna-se.
Prevenção
Do ponto de vista clínico, o geriatra explica que a prevenção é palavra de ordem para um envelhecimento saudável e recomenda o equilíbrio entre o físico, emocional, social, espiritual e familiar para se obter uma boa qualidade de vida. ''A saúde deve ser tratada a partir dos 30 anos, mas dentre os itens citados, ela é o que menos agrava no bem-estar do idoso. Exercícios e uma boa alimentação podem prolongar a vida e minimizar os principais males do envelhecimento, como a ansiedade e a depressão'', diz.
O estilo de vida, a genética, a afetividade e a espiritualidade também são pontos a serem observados. ''Não adianta prolongar a vida se você não der sentido a ela. Quando a pessoa idosa tem uma espiritualidade desenvolvida, independentemente do credo religioso, ela enxerga e dá sentido para a vida e isso é tão ou mais importante do que viver mais'', salienta. Para o especialista envelhecer com limitações não é morrer. ''Nosso papel como profissionais da saúde é fazer com que esse idoso encontre uma perspectiva de suas necessidades'', diz Lima Filho.
De de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro saltou de 30 anos, em 1900, para 77,7 anos, em 2010. Em 2025, ainda conforme o IBGE, estima-se que a população idosa do País ultrapasse 32 milhões de pessoas, deixando o Brasil na 6 posição no ranking de países com maior população de idosos em termos absolutos. No Paraná os números, de acordo com o último censo do IBGE, somam 559.568 idosos. Destes, 55.842 concentram-se no Norte Pioneiro.
Porém, ao contrário de Cornélio Procópio e Ibaiti, na maioria das cidades da região as políticas públicas efetivas voltadas à terceira idade ainda engatinham. O que resta à população com mais de 60 anos são atividades de artesanato, jogos de baralho, bingos, chás e as academias da terceira idade (ATI), disponíveis apenas nos maiores centros.
Texto de Kalinka Amorim - Reportagem Local - 
http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--3460-20120222

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

HEPATITE C MATA MAIS DO QUE A AIDS

A hepatite C já mata mais do que a Aids, segundo um estudo publicado nesta terça-feira. Cientistas analisaram atestados de óbito nos Estados Unidos entre os anos de 1999 e 2007 e encontraram 15,1 mil mortes por conta da doença, contra 12,7 mil causadas pelo HIV.
E, segundo a Dra. Kathleen Ly, que coordenou a pesquisa divulgada pelo Annals of Internal Medicine, esse número ainda poderia ser maior - porque muitas pessoas que morrem por conta da hepatite C nem sabem que estão infectadas.
No atestado de óbito, constam as complicações, não aquilo que realmente as ocasionou.
Detalhe: das 15,1 mil mortes por hepatite C nos EUA, 73,4% aconteceram com pessoas entre 45 e 64 anos.
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A hepatite C é causada por um vírus transmitido principalmente pelo sangue contaminado, mas a infecção também pode passar através das vias sexual e vertical (da mãe para filho). O portador do vírus da hepatite VHC pode desenvolver uma forma crônica da doença que leva a lesões no fígado (cirrose) e câncer hepático.
FONTE: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/hepatite-c/

PET: VACINAÇÃO É FUNDAMENTAL

Quando aplicada desde filhote, vacina é capaz de evitar o contágio de doenças graves
Shutterstock
Imunização deve ser realizada por um profissional de confiança
Para muitas famílias, os cães e gatos são muito mais do que animais de estimação, eles já fazem parte da família. Os pets vivem dentro de casa em contato direto com as pessoas, o que exige uma atenção a mais com a saúde.
A coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Unifil, Maira Salomão, explica que a realização do esquema completo de vacinação é fundamental. ''Quando aplicada desde filhote, ela é capaz de evitar o contágio de doenças graves, algumas que podem até ser fatais se não houver tratamento específico, como a cinomose'', enfatiza.
No caso do cão, a médica veterinária recomenda que a vacinação seja realizada por um profissional de confiança logo após o desmame do filhote, com 45 dias de vida. Ele receberá a primeira dose da vacina óctupla (V8) ou déctupla (V10). A diferença entre as duas é que a V10, além de proteger contra diversas doenças como cinomose, parvovirose, 2 tipos de leptospira (L. canicola e L. icterohaemorrhagiae), hepatite infecciosa, coronavírus, parainfluenza e adenovírus tipo 2, como a V8, ainda protege contra mais 2 tipos de leptospira (L. grippotyphosa e L. pomona).
Após o prazo de 21 a 30 dias, Maira explica que o proprietário deve levá-lo para receber a 2 dose da V8 ou V10. A terceira dose será aplicada após o prazo de 30 dias também, juntamente com a aplicação da vacina anti-rábica. Após a realização do esquema completo de vacinação para filhotes, o cão deve ser vacinado anualmente com uma dose da vacina V8 ou V10 e uma dose da vacina anti-rábica.
Já para os gatos, a especialista orienta que com 60 dias de vida o filhote receba a 1 dose da quintupla felina, que protege contra a panleucopenia, a rinotraqueíte, a calivirose, a clamidiose e a leucemia felina. A 2 dose da vacina será aplicada após os 90 dias de vida, juntamente com a vacina anti-rábica. Maira acrescenta que o reforço dessas vacinas também deverá ser anual para os gatos.
E, tão importante quanto a vacinação, é também a escolha de um profissional habilitado para a avalição geral da saúde do animal, segundo a especialista. ''Ele pode estar com febre, com uma indisposição, com a imunidade muito deficitária e, neste caso, o organismo não terá condições de reagir à substância e criar células de memória'', alerta, acrescentando que, como consequência, ao invés do proprietário proteger o animal, ele estará expondo-o a uma doença.
''Quando o animal é filhote, nem o proprietário, nem o veterinário sabe ainda se ele tem alergia a algum componente da vacina. Mas mesmo que ele tenha uma reação no dia seguinte, o veterinário já conhecerá o estado de saúde do animal e entrará com a medida necessária'', observa a profissional.
A veterinária lembra que o filhote não deve, sob hipótese nenhuma, sair de casa, nem ter contato com outros animais sem ter terminado de receber todas as vacinas.
Fernanda Carreira
Reportagem Local
 http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--3327-20120221

PISO DE ADOQUIM


Vinicius Zepeda
 Divulgação/Uenf
           
      Verônica Cândido mostra o corpo de prova (E), feito no
      Lamav, e o adoquim (D); feito na Arte Cerâmica Sardinha
Uma parceria entre pesquisadores do Laboratório de Matérias Avançados (Lamav), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), e das empresas cerâmicas Stilbe e Arte Cerâmica Sardinha, ambas do município de Campos, e fabricantes de cerâmica vermelha, vem desenvolvendo um novo tipo de pavimento intertravado para vias públicas que promete ser uma alternativa ao de concreto. Este produto, já utilizado no exterior, mas ainda raro no Brasil, é o chamado adoquim (ou piso intertravado de cerâmica), processado com o uso de diferentes tipos de argila. O uso do rejeito de cerâmica queimada e quebrada conhecido como "chamote" e argilito em mistura com argilas locais é o diferencial da dissertação de mestrado em Engenharia e Ciência dos Materiais na Uenf, defendida em janeiro deste ano pela bióloga Verônica Scarpini Cândido, bolsista da FAPERJ, sob a orientação do doutor em Engenharia de Materiais e professor do Lamav/Uenf Carlos Maurício Fontes Vieira.
Chamote é o material cerâmico descartado após a etapa de queima e submetido a um trituramento. Algumas indústrias cerâmicas de menor porte em Campos chegam a apresentar 10% de perda da produção somente na etapa da queima. "Estes rejeitos normalmente são depositados no próprio pátio das indústrias. Estimamos um potencial de produção de 900 toneladas por mês", explica Verônica. "Este valor é suficiente para que as indústrias da região, que fabricam produtos de elevado valor agregado possam incorporar teores de até 10% em peso na composição da massa", destaca. Já o argilito é uma rocha de origem sedimentar com maior teor de óxidos, e sua queima é realizada a uma menor temperatura. "Ele acaba se tornando uma alternativa para a composição da massa cerâmica, uma vez que as argilas necessitam de uma quantidade maior de óxidos fundentes que melhoram as propriedades físicas e mecânicas das cerâmicas queimadas", complementa.
Produto será comercializado industrialmente nos próximos mesesCarlos Maurício Fontes Vieira destaca a aplicação do estudo na inovação tecnológica das indústrias da região. "Nossa parceria com as cerâmicas da região, como a Stilbe e a Arte Cerâmica Sardinha, possibilita alcançar todos os estágios de um projeto de inovação tecnológica com produção final em escala industrial. O adoquim será utilizado em um dos pátios da Uenf e em cerca de dois meses a Arte Cerâmica Sardinha vai iniciar sua comercialização", explica. Ele ainda destaca outra parceria do Lamav/Uenf com a Arte Cerâmica Sardinha, apoiada pela modalidade Auxílio a Projetos de Inovações Tecnológicas (ADT 1), da FAPERJ. "Até o meio do ano estaremos comercializando uma telha desenvolvida pelo processo de extrusão, tecnologia colombiana que garante uma alta produção com menor custo e mesma qualidade que o método comumente utilizado", destaca.
Vieira ainda coordenou dois outros projetos, já em fase final de apresentação de resultados. O primeiro, com recursos do edital de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional no Estado do Rio de Janeiro, consiste em desenvolver produtos de cerâmica vermelha utilizando resíduos siderúrgicos. Com o apoio do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes de Pesquisa (Pronem), o grupo está utilizando resíduos de serragem de rochas ornamentais de Santo Antônio de Pádua para preparar massa de adoquim. "Este último projeto conta com parcerias com pesquisadores de diversas instituições: Lamav/Uenf, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade Campos do Instituto Federal Fluminense (IFF-Campos), e do Laboratório de Engenharia Civil da Uenf", complementa.
Piso de adoquim dispensa necessidade de pintura
Verônica explica que outra vantagem do pavimento intertravado (adoquim) em relação ao confeccionado com concreto é dispensar a necessidade do uso de corantes. "Ele possui um aspecto rústico muito valorizado atualmente no mercado e uma coloração natural que pode variar de vermelha à cinza, de acordo com o tipo de argila utilizada na composição da massa. "Testes em escala laboratorial também provaram a resistência do material superior a 50 MPa (megapascais) – medida de resistência suficiente para estradas e pavimentos de tráfego pesado", acrescenta.
A produção de cerâmica vermelha no município de Campos varia de acordo com a época do ano e é regulada pelas leis do mercado. Calcula-se que atualmente ela gire em torno de 70 milhões de peças por mês, como blocos de vedação, blocos para lajes, telhas, pisos extrudados, plaquetas de revestimento, bloco estrutural e tijolos aparentes. A fabricação do adoquim vai possibilitar a diversificação da produção cerâmica local, com a fabricação de um produto de elevado valor agregado. Além disso, o uso do chamote na composição da massa cerâmica vai possibilitar a valorização de um resíduo que é geralmente descartado.
Igualmente com apoio da Fundação e sob a orientação de Vieira, a engenheira ambiental Regina Maria Pinheiro cursou doutorado em Ciência dos Materiais na Uenf. Sua tese também buscou a produção do adoquim, mas além de produzir em escala industrial, Regina verificou algumas de suas propriedades, como sua resistência à abrasão e ao ataque químico.


 © FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.
 http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=7896