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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AH! SE A MODA PEGA! - 23 - Médico preso!

RESULTADO DE CIRURGIA FEITA PELO "MARGINAL"
O médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira, preso na segunda-feira (21/9), em Bonito (MS), deve indenizar, juntamente com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul, dezenas de pacientes por danos morais, materiais e estéticos, além de oferecer amplo e imediato tratamento médico e psicológico.
O dever de indenizar foi reconhecido na Justiça em ação movida pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul. Mas a indenização ainda depende do julgamento de recursos dos réus. Já o tratamento médico e psicológico pode ser feito imediatamente, pois os recursos não suspendem tal condenação.
A intimação das vítimas já foi solicitada à Justiça para que se manifestem quanto à necessidade de tratamento. “É fundamental que as vítimas cujo nome não constem do processo compareçam ao MPF, em Campo Grande, para se habilitarem à indenização”, pede comunicado do MPF.
O MPF recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região por entender que a sentença beneficia apenas 65 pacientes que constam da ação penal que condenou o médico por lesão corporal. O MPF pede a extensão do benefício da indenização a todas as vítimas, que já se apresentaram ou que venham a reclamar seus direitos.
O médico e ex-deputado estadual estava foragido desde 2002, quando foi condenado por lesão corporal, por ter feito cirurgias plásticas que resultaram em mutilações graves em pelo menos 120 mulheres. Algumas tiveram perda de movimentos corporais. O médico não era habilitado para fazer as cirurgias, mas não foi impedido nem fiscalizado pelo CRM-MS. Daí a condenação solidária do órgão quanto às indenizações para as pacientes. Para o MPF, o órgão foi “inerte e até mesmo omisso”. (Fonte: MPF-MS/ consumidorrs)

domingo, 29 de agosto de 2010

CIRURGIA PLÁSTICA EM FUMANTES


Uma grande preocupação na cirurgia plástica diz respeito à cicatrização. O hábito de fumar leva ao aumento da produção de radicais livres, desencadeando uma reação de oxidação -o que é uma das teorias do envelhecimento. 
Além da produção de radicais livres, cada cigarro leva a um período de vasoconstrição ou de diminuição do aporte de sangue, oxigênio e nutrientes na região da pele, durante 45 minutos. Com isso, dependendo da quantidade de cigarros que o paciente vai consumir, podemos ter um período muito longo sem nutrientes essenciais no processo de cicatrização pós-cirúrgica. 
Nos casos em que se realizam cirurgias com amplos descolamentos, a tendência é de haver um risco maior de comprometimento do processo de cicatrização. Isso pode levar ao surgimento de necroses teciduais, afastamentos das partes costuradas e de coleções líquidas, entre outras complicações. 
Em cirurgias plásticas realizadas com pessoas que têm o hábito de fumar, faz-se necessário adequar técnicas menos agressivas, com descolamentos teciduais menores, para proteger os pacientes de possíveis complicações. 
É interessante também indicar o uso de antioxidantes - sendo o mais conhecido a vitamina C -, previamente. Em altas doses, os antioxidantes podem funcionar como um cofator positivo na cicatrização, diminuindo os efeitos negativos da nicotina, já que ela é considerada um cofator negativo para a cicatrização. 
Ainda é importante frisar que, em algumas situações, a cirurgia deve ser contraindicada, até que o paciente interrompa o hábito de fumar. É o caso, por exemplo, de cirurgias em que se faz necessário o uso de microcirurgias, ou de transferências de "retalhos", quando são feitas reconstruções de determinadas áreas. Os riscos de insucesso são muito grandes se o paciente não interromper completamente o hábito de fumar. 
Em termos de cirurgia plástica, o hábito de fumar, associado à exposição solar sem proteção, constitui um fator externo que agrava, e muito, o processo de envelhecimento natural. 
Sempre que pensar em realizar um procedimento de cirurgia plástica, o interessado deve consultar um especialista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Na condição de médico, ele estará apto, inclusive, a dar as devidas orientações para quem é fumante. 
(Fonte: Dr.Gerson L.Julio-msn.minhavida.com.br)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A INFLUÊNCIA DOS REALITY SHOWS

A adolescência é tipicamente marcada por uma preocupação maior com a aparência, em todo o mundo. Muitos reality shows tiram proveito desta preocupação e relacionam a cirurgia plástica à felicidade. É o que defendem pesquisadores da Universidade de Rutgers/Camden, em Nova Jersey (EUA), que descobriram que jovens que são fãs deste tipo de programa são mais suscetíveis a querer realizar uma cirurgia plástica, no futuro.
Charlotte Markey, professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Rutgers-Camden, juntamente com seu marido, o pesquisador Patrick Markey, publicaram, recentemente, um estudo sobre este tema no jornal acadêmico Body Image.
Os pesquisadores entrevistaram cerca de 200 jovens, com idade média de 20 anos. Homens e mulheres foram incluídos no estudo. Confirmando a hipótese inicial dos pesquisadores, as mulheres demonstraram-se mais propensas a querer realizar uma cirurgia plástica do que os homens. E dentre o grupo de pesquisados, os espectadores de reality shows eram mais inclinados a considerar a realização de uma cirurgia plástica do que aqueles que não assistiam a estes programas.
Para a pesquisadora, o conteúdo das respostas dos participantes do estudo que eram fãs de reality shows foi muito revelador. Afirmações como “inspirador” e “eu vi uma menina infeliz realizar seus sonhos, após a plástica”, revelam a influência deste tipo de programa de TV em mentes ainda em formação. Para Charlotte Markey, “quando adultos pensam numa cirurgia plástica, eles não encaram isto como uma questão de vida ou morte. Mas o que os adolescentes pensam a respeito do seu corpo, hoje, irá contribuir para o próprio conceito de saúde que eles terão, no futuro”.
“É preciso refletir sobre o impacto dos reality shows e das novas mídias -, independentemente do tema - sobre o que está sendo retratado como real para os telespectadores”, defende o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.
“Há uma parte da população que nunca estará satisfeita com o próprio corpo, com a própria casa, com o carro que possui. Os reality shows de transformação partem desta pressuposição para mostrar que os indivíduos só podem ser felizes e realizados quando se enquadram em modelos predeterminados e idealizados”, explica o médico.
Para atingir a felicidade, os participantes desses programas passam por inúmeras transformações, desde a simples reforma do guarda-roupa até a radical intervenção proporcionada por uma cirurgia plástica no rosto e no corpo. “Todos esses esforços de transformação da subjetividade visam atingir um modelo estético idealizado, capaz de satisfazer o desejo do participante, da produção do programa, dos patrocinadores e, por fim, do telespectador”, destaca Ruben Penteado, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Através de intervenções extremas - cirurgias plásticas ou de reconstituição - ou brandas - transformações de ambientes e habitantes -, os reality shows fazem uma verdadeira apologia à padronização de corpos, comportamentos e mentes, criando imagens de indivíduos seriados e semelhantes. “Ao submeter indivíduos aos ditames das tendências de moda, decoração e modelos de corpo e de rosto, os programas interferem diretamente nas representações e práticas de consumo dos telespectadores, definem gostos, padrões, preferências e modelos no mundo contemporâneo”, diz o médico.
A adolescência é caracterizada por diversas mudanças físicas, psicológicas e comportamentais que, muitas vezes, não justificam a opção pela cirurgia plástica. “É importante destacar que a cirurgia plástica deve ser uma opção nesta etapa da vida, em situações em que a única solução para resolver questões que abalam a autoestima e o estado emocional do jovem seja realmente a cirurgia”, explica Ruben Penteado.
Há casos em que a cirurgia plástica na adolescência ou até mesmo na infância se faz necessária, como o caso das orelhas em abano que podem ser corrigidas a partir dos sete anos de idade, fase em que a cartilagem da orelha está completamente formada. Mas, quando o assunto é puramente estético, o especialista faz uma ressalva: “o médico precisa conversar com os pais e, principalmente, com o adolescente”, afirma o cirurgião plástico.
O médico conta que, em muitos casos, é difícil para os pais impor limites aos filhos, mas eles são necessários. Cada família lida com estes conflitos de maneira distinta. “Quanto às lipoaspirações, em minha opinião, elas estão praticamente contra indicadas na adolescência, pois podemos perder a oportunidade de incentivar o adolescente a adotar hábitos saudáveis como uma boa alimentação e a prática de atividades físicas”, defende o diretor do Centro de Medicina Integrada.
Em casos de mamas gigantes, ou seja, quando notadamente as mamas têm um tamanho desproporcional ao corpo, a cirurgia plástica pode ser feita mesmo precocemente, entre os 14 ou 15 anos, uma vez que comprometem o bom desenvolvimento postural da jovem e limitam as atividades físicas. “Já em relação às queixas de mamas pequenas, só se indica a cirurgia precocemente, antes dos 18 anos, para implante de próteses mamárias, nos casos em que por uma alteração no desenvolvimento das mesmas ocorra uma assimetria muito grande. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de nova intervenção, ao final do período de crescimento para ajustar o resultado”, explica Penteado.
Para contrapor-se à visão de mundo oferecida pela TV, é preciso que a família ensine as crianças e os adolescentes a serem mais críticos diante da informação que recebem. “Como é que se faz isto? Cultivando a autoestima de crianças e adolescentes, dizendo a eles, desde pequenos, que é muito difícil encontrar alguém tão perfeito quanto este ou aquele participante de um reality show. E acima de tudo, reforçando sempre a mensagem de que eles são amados e aceitos do jeito que eles são”, destaca Ruben Penteado.
(Fonte: Márcia Wirth/consumidorrs)

domingo, 15 de agosto de 2010

CIRURGIAS PLÁSTICAS

Existem dois tipos de cirurgias plásticas: cirurgia plástica de reconstrução e cirurgia plástica cosmética, sendo a primeira um conjunto de procedimentos para remodelar partes do corpo que foram danificadas por algum acidente ou doença, e a cirurgia plástica cosmética ou estetica como é conhecida, se refere à alteração de alguma parte do corpo que funcione normalmente, mas o faz infeliz devido a razões estéticas.
Se você está cogitando cirurgia plástica, você deve saber que o procedimento não é um ato banal como pretendem alguns. As cirurgias plásticas sempre apresentam um certo grau de risco dependendo do procedimento que você irá precisar. Por isso a escolha de um cirurgião experiente e filiado à SBCP é motivo para sua maior tranqüilidade e uma garantia a mais para o sucesso de sua cirurgia plastica.
No Brasil as cirurgias plásticas estéticas mais procuradas são:
- Cirurgia plástica para aumento de seios – o chamado “seio de silicone”. Essa é de longe a opção mais comum de cirurgia plástica para as mulheres.
- Abdomnoplastia – Trata-se de remodelar e firmar o abdômen.
- Lipoaspiração – remoção da gordura do corpo.
- Rinoplastia – remodelamento do nariz.
As cirurgias plásticas tem um impacto forte na auto-imagem e auto-estima das pessoas. Na verdade, está comprovado que pessoas que se submetem a procedimentos de cirurgia plástica têm na verdade uma auto-imagem positiva, até mesmo mais do que aquelas que não estão interessadas em cirurgia plástica. È muito importante ao se submeter a uma cirurgia plástica ter expectativas realistas.
(Fonte: cirurgias-plasticas.com)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

BIOPLASTIA! CUIDADO COM A PROPAGANDA!


BIOPLASTIA! PERIGO À VISTA!
Um método, batizado de bioplastia, se propõe ---SEM BISTURI--- a dar aos "aventureiros e aventureiras" uma nova silhueta rapidamente: aplicação de uma substância chamada polimetilmetacrilato (PMMA), em camadas profundas da pele.
A facilidade da aplicação e a promessa de bons resultados estéticos atraem centenas de pacientes, mas, hoje, o efeito do uso indiscriminado do procedimento deixa suas marcas. Casos de reação inflamatória crônica por conta do material, necroses de tecidos de locais como nariz, lábios e queixo e deformações causadas pelo enrijecimento da substância preocupam os médicos.
O recente óbito da modelo Solange Magnano, miss Argentina/94, deu o alerta mundial para os riscos da técnica: ela morreu de embolia pulmonar após se submeter a uma injeção de polimetilmetacrilato nos glúteos. A hipótese de a embolia ter sido causada pela entrada da substância na corrente sanguínea está sendo muito considerada pelos especialistas.
No Brasil, o que se vê é que os casos de complicações por uso de PMMA têm se mostrado graves e muitas vezes irreversíveis.
"Isso porque o material, usado para unir estruturas ósseas em cirurgias ortopédicas, não é absorvido pelo organismo", explica Sérgio Levy, presidente da seção do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Além disso, a substância tem como propriedade misturar-se aos tecidos. Por isso, retirá-lo, se for necessário, é praticamente impossível. "Um paciente com reação imunológica ao material pode apresentar inflamações crônicas e ter de tomar medicamentos como corticoides até o fim da vida", explica a médica Natale Gontijo, cirurgiã plástica da equipe da Clínica Ivo Pitanguy.
Em 2006, o Conselho Federal de Medicina emitiu uma nota alertando os médicos para os riscos do material, devido à ausência de estudos, sobretudo para preenchimentos em grandes volumes e intramusculares.
O cirurgião plástico Almir Nácul, criador do método da bioplastia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, garante que o uso correto do método diminui as chances de complicações. "Trata-se de uma plástica interativa, em que o paciente pode acompanhar consciente o que está sendo feito", defende o cirurgião. "O uso indevido por profissionais que não sabem aplicar a técnica é o que a denigre", reclama ele.
A dona de casa carioca Valdete Calixto, 61 anos, recorreu à bioplastia para corrigir imperfeições. Mas a intervenção feita em 2002 começou a causar inchaço e vermelhidão cinco anos depois. Antes de descobrir que o material era a causa de sua lesão de pele, ela procurou diversas especialidades médicas e encontrou diagnósticos errados para o seu problema. "Eu, que era vaidosa e admirada, me vi monstruosa", conta. Hoje Valdete controla a inflamação graças a tratamentos dermatológicos que incluem medicação e laser.
No Brasil, apenas três produtos à base de polimetilmetacrilato têm o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para circular. Em 2007, a agência proibiu que a matéria-prima fosse usada em farmácias de manipulação. "Ainda não recebemos notificações oficiais de reações a esses produtos. Mas é importante que os profissionais que as tenham nos comuniquem", destaca Luiz Roberto Klassmann, diretor-adjunto da agência.(Fonte: Sis.Saúde)