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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CURSOS DE PREVENÇÃO AO USO ABUSIVO DE DROGAS - EAD

CURSOS À DISTÂNCIA! Inscrições Abertas! GRATUITOS!
1) Curso Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins - Fé na Prevenção. (90 horas) http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/index.php
O curso Fé na Prevenção é executado pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e oferecido gratuitamente. Visa a capacitação de lideranças religiosas e de movimentos afins para ampliar o conhecimento técnico sobre drogas, qualificar o acolhimento dos membros da comunidade e mobilizar a rede de serviços disponíveis para a prevenção, o tratamento e a reinserção social de usuários e dependentes, bem como o apoio aos familiares. 
Para esclarecimento de dúvidas contacte a central de atendimento ao aluno pelos telefones
0xx11 5083 -5730 / 5083 -5731 / 5083 -5732 (aceita-se ligações a cobrar) ou pelo e-mail inscricao@fenaprevencao.org
2) Curso SUPERA para Profissionais de Saúde - Período de Inscrições: a partir de 26 de outubro.
Estão, portanto, abertas as inscrições para a 4ª Edição do Curso SUPERA (Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas: Encaminhamento, Intervenção Breve, Reinserção Social e Acompanhamento).
Este curso, dirigido a profissionais de saúde, é promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República, em parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) do Ministério da Justiça, sendo executado pela Unidade de Dependência de Droga do Departamento de Psicobiologia (UDED) e pelo Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Carga Horária: 120 horas; Certificação Universitária: Extensão Universitária pela UNIFESP.
(Fonte: Vereadora Enfermeira Aurora Fumie Doi)

sábado, 3 de julho de 2010

DESLEIXO NACIONAL COM COISA SÉRIA!

Uma pesquisa feita pelo psiquiatra Pablo Roig, especialista no tratamento de dependentes de droga, revela que mais de um milhão de pessoas usem crack no país. Apesar dos dados alarmantes, somente 11% dos recursos previstos neste ano pelo governo federal para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) – uma das principais fontes de recursos para reduzir a demanda e a oferta de drogas no país – foram desembolsados até agora.
O Funad, administrado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) da campanhaPresidência da República, é destinado ao desenvolvimento de programas sobre drogas, incluindo campanhas educativas e de ação comunitária e apoio a organizações que desenvolvem atividades específicas de tratamento e recuperação de usuários. Em 2009, R$ 18,6 milhões foram autorizados no orçamento para o Funad. No entanto, apenas R$ 3,4 milhões foram aplicados em ações do programa, incluindo os “restos a pagar” (dívidas de exercícios anteriores pagas no ano passado).
Não é de hoje que o montante previsto ao Funad não é plenamente utilizado. Desde 2002 até os seis primeiros meses deste ano, R$ 72,9 milhões foram desembolsados de um total autorizado de R$ 195,4 milhões, ou seja, apenas 37% da dotação prevista no período. Além disso, os recursos do fundo efetivamente desembolsados estão diminuindo a cada ano.
Apesar da dotação prevista para este ano (R$ 36,6 milhões) ter aumentado 51% em relação à do ano passado (R$ 18,6 milhões), o total pago está mais baixo. Até junho de 2010, R$ 3,9 milhões foram desembolsados, valor pouco maior que 2009, R$ 3,4 milhões. Se o ritmo de repasses continuar desta forma (R$ 710 mil por mês), a execução orçamentária vai fechar 2010 com apenas 23%, menor percentual dos últimos oito anos.
Dentre as ações de governo contempladas com os recursos do Funad estão a de capacitação de agentes do Sistema Nacional Antidrogas (Sisnad), para promover a formação e a orientação dos agentes do sistema na atuação da redução da demanda de drogas. Outra ação é a de apoio a projetos de interesse do Sisnad, que destina recursos à qualificação de agentes públicos por meio de cursos, treinamentos e palestras, dentre outras ferramentas, para que possam atuar na redução da demanda de drogas.
A ação de apoio a projetos de interesse do Sisnad é a que possui maior dotação dentre as outras atividades. Pouco mais de R$ 19 milhões estão previstos neste ano, entretanto, apenas R$ 2,5 milhões foram gastos até agora. Já para a capacitação de agentes do sistema nacional de políticas sobre drogas, 41% foram desembolsados. Os recursos que compõem o Fundo são provenientes de dotações específicas estabelecidas da União, de doações, além de arrecadação de multas no controle e fiscalização de drogas e de medicamentos controlados.
A reportagem entrou em contato com a Senad para saber por que o valor autorizado em orçamento para o Funad não está sendo utilizado de forma satisfatória. No entanto, até a publicação da matéria a assessoria de imprensa do órgão não se manifestou.
Dos R$ 36,6 milhões autorizados para o Funad, R$ 12,4 milhões estão “congelados” na chamada reserva de contingência, que ajuda o governo a compor o superávit primário no final do ano (receita menos despesa).
Segundo Relatório Mundial Sobre Drogas divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o consumo de drogas no Brasil aumentou. Com base em dados de 2008, o estudo revela que o Brasil é o maior mercado de cocaína da América do Sul, com 900 mil usuários. As apreensões atingiram 20,4 toneladas, aumento de 21% em relação ao ano anterior. A ONU informa que a cocaína traficada no Brasil vem do Peru e da Bolívia.
O Brasil respondeu por 3% das apreensões de maconha no mundo e o ecstasy apreendido chegou a 13 toneladas. O consumo de opiáceos (substâncias derivadas do ópio), heroína e medicamentos à base de morfina, também é alto (640 mil pessoas ou 0,5% usam ao menos uma vez ao ano), com a maior taxa da América do Sul.
Metade dos estudantes de universidades brasileiras já utilizou drogas ilícitas em algum momento da vida. O dado, que preocupou especialistas no combate às drogas, integra o 1º Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários, um mapeamento inédito divulgado pela Senad. Realizado com 18 mil alunos de 100 universidades públicas e privadas das 27 capitais do País, o estudo revelou ainda que consumo é maior entre os universitários de instituições privadas (52%), da área de Humanas (50,5%), do período noturno (52,6%), assim como por universitários com idade acima dos 35 anos (59,8%).
A professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que durante 25 anos dirigiu o Núcleo Estadual de Pesquisa e Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), Maria Thereza de Aquino, em entrevista ao Contas Abertas há alguns meses, afirmou que os objetivos do Funad não estão sendo alcançados. "Inicialmente, a proposta do governo era a de converter os bens apreendidos dos traficantes em recursos para o fundo. No entanto, nunca vi isso acontecer", lamenta.
Para Maria Thereza, nenhum governo, seja ele federal, municipal ou estadual, toma medidas para combater a prática. "Não existe nenhuma iniciativa da parte dos governos e desconheço os investimentos do fundo", diz. Thereza, que também é psiquiatra, afirma ainda que a verba prevista para o combate ao uso de entorpecentes deveria ser usada maciçamente em prevenção: "O que nós do Nepad buscamos é adiar o máximo possível o contato das pessoas com as drogas. Investir em prevenção secundária é chover no molhado”, informa.
A especialista acredita que o país já possui uma rede de atenção secundária com o apoio financeiro de igrejas, ONGs, Centros universitários e Centros de Apoio Psicossocial (CAPs). "A nossa prioridade deveria ser a prevenção primária. É preciso informar a sociedade. As campanhas de prevenção deveriam ser feitas por meio de pessoas capacitadas em postos de saúde, escolas, igrejas, hospitais e nas próprias residências com apoio do próprio Ministério da Saúde", conclui.  (Fonte: ABEAD)

sábado, 27 de março de 2010

LEI SECA

A Lei Seca, que entrou em vigor em junho de 2008, tinha a pretensão de criar novo comportamento entre os motoristas brasileiros: longe do álcool e menos vulneráveis aos riscos de acidentes. De início, a percepção foi de uma mudança drástica na atitude dos condutores, mas, aos poucos, o afrouxamento na vigilância indicava o retorno da situação de risco, principalmente por causa dos excessos cometidos por parcela dos condutores, o que coloca em risco os demais.
De acordo com o estudo “Impacto do uso de bebidas alcoólicas e outras substâncias no trânsito brasileiro”, divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, um de cada quatro motoristas, ou seja, 25% de 8 mil entrevistados em rodovias federais admitiram ter consumido cinco ou mais doses de bebida alcóolica de duas e oito vezes em um mês.
Se o risco já pode ser considerado exagerado, é preciso cautela para dirigir com atenção redobrada: mais da metade dos condutores diz ingerir de 07 a 15 doses de álcool em encontro com amigos. O consumo de álcool tem prevalência maior à noite. Depois das 20h, 7,3% dos entrevistados teve exame de alcoolemia positivo, enquanto, antes desse horário, a taxa caía para 3,3%.
Três efeitos são sensivelmente percebidos entre os motoristas que ingeriram álcool: aumento da taxa de erros, violação das leis e mais agressividade.
Segundo o pesquisador da Associação Brasileira Comunitária para a Prevenção do Abuso de Drogas (Abraço), Valdir Ribeiro Campos, responsável por estudos sobre o tema desde 2005, as chamadas drogas privativas alteram a capacidade crítica da pessoa, pois atuam diretamente no sistema nervoso. “As pessoas passam a atuar de forma impulsiva, agressiva, sem avaliar os riscos”, explica. Ele indica a necessidade de se manter o mesmo ambiente de vigilância permanente do começo da Lei Seca. “A nova legislação criou um clima de mudança, mas, com o tempo, a falta de fiscalização e políticas de prevenção fez com que muitos motoristas voltassem ao comportamento inicial”, diz.
Além disso, o uso do álcool reflete na saúde das pessoas. Diagnóstico de transtornos psiquiátricos são comuns entre os motoristas que apresentam resultados mais altos para testes de álcool ou drogas na saliva. A depressão e o transtorno de personalidade antissocial são doenças identificadas entre os motoristas alcoolizados.
Entre 2008 e 2009, os pesquisadores fizeram 8 mil entrevistas nas rodovias federais que cortam as 27 capitais brasileiras. Foram ouvidos motoristas de carros, motos, ônibus e caminhões e, especificamente em Porto Alegre (RS), as questões foram levadas a motoboys, vítimas de acidentes de trânsito, e a condutores de veículos frequentadores de bares e restaurantes.
Num comparativo entre os resultados obtidos na cidade e na estrada que corta o estado gaúcho, o número de motoristas alcoolizados se mostrou mais frequente no centro urbano, o que expõe ainda mais a condição crítica. Na capital do Rio Grande do Sul, 32% das vítimas fatais de acidentes de trânsito apresentaram amostras de álcool no sangue nos resultados do exame de necropsia, com mais incidência entre jovens.
(Fonte: Estado de Minas/ABEAD)