Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador doença de Alzheimer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doença de Alzheimer. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de outubro de 2010

FUMO e DOENÇA DE ALZHEIMER

Fumar pesadamente na meia-idade pode aumentar grandemente o risco de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência. Segundo uma nova pesquisa, o risco é mais do que duas vezes maior.
O estudo foi publicado nesta segunda-feira (25/10) nos Archives of Internal Medicine e sairá em 28 de fevereiro na edição impressa da revista.
O finlandês Minna Rusanen, do Hospital Universitário Kuopio, e colegas nos Estados Unidos e Europa analisaram dados de 21.123 integrantes de um sistema de saúde na Finlândia que participaram de um levantamento entre 1978 e 1985, quando tinham entre 50 e 60 anos.
Diagnóstios de demência, incluindo Alzheimer (o tipo mais comum de demência) e demência vascular (a segunda forma mais comum), foram registrados de 1º de janeiro de 1994, quando a idade média dos participantes do estudo era de 71,6 anos, até 31 de julho de 2008.
Um total de 5.367 participantes (25,4%) foi diagnosticado com demência, com 1.136 deles com Alzheimer e 416 com demência vascular.
Os pesquisadores observaram que, em comparação com os não fumantes, aqueles que fumaram mais de dois maços de cigarro por dia durante o período analisado tiveram um aumento de 157% no risco de desenvolvimento de Alzheimer e de 172% no de demência vascular.
Ex-fumantes e pessoas que fumaram menos de meio maço por dia não apresentaram aumento significativo no risco de desenvolvimento das doenças.
A associação entre fumo e demência não variou de acordo com a raça ou o sexo dos participantes. Segundo os autores do estudo, sabe-se que o fumo é um fator de risco para acidente vascular cerebral e o hábito pode contribuir para o risco de demência por meio de mecanismos semelhantes.
Fumar também contribui com o estresse oxidativo e com inflamações, que se estima serem importantes para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. “É possível que fumar afete o desenvolvimento de demência por meio de caminhos vasculares e neurodegenerativos”, sugeriram os autores.
O artigo (doi:10.1001/archinternmed.2010.393) de Minna Rusanen e outros pode ser lido por assinantes dos Archives of Internal Medicine em http://archinte.ama-assn.org. (Fonte: FAPESP)

domingo, 27 de junho de 2010

BARRIGA-DE-CHOPE

Pessoas que acumulam gordura na região do abdômen tendem a desenvolver doenças mentais, aponta um novo estudo americano realizado pela Universidade de Boston.
Segundo o periódico Annals of Neurology, onde a pesquisa foi publicada, pessoas com níveis elevados de tecido visceral – gordura que se acumula ao redor dos órgãos – são mais propensas a serem diagnosticadas com doenças como o Alzheimer.
Os especialistas mediram o índice de massa corporal, a circunferência da cintura e realizaram exames de ressonância magnética nos quase 1000 voluntários que participaram da experiência na qual foi baseada a pesquisa.
As conclusões do estudo mostraram que quanto maior o IMC (índice de massa corporal), menor o volume cerebral. Para os cientistas, esse fator é o principal responsável pela conexão entre a gordura abdominal e os riscos de demência.
O que já se sabia sobre o assunto
Estar acima do peso pode comprometer a saúde mental. Pelo menos é o que garantem estudos recentes, que associam a gordura em excesso a degeneração cerebral. Segundo uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o gene ligado à obesidade está diretamente relacionado aos casos de demência. Para os especialistas americanos, o cérebro de quem está com alguns quilinhos a mais pode parecer até 18 anos mais velho.
Segundo a nutricionista Izaara Carvalho Alvarenga, mestranda do departamento de Ciência do Alimento da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, a degeneração cerebral não depende só da influência da gordura visceral. A obesidade, alerta a especialista, pode ser a causa do desenvolvimento de diversos tipos de patologias, o que inclui também as demências. Para Alvarenga, uma alimentação equilibrada é base para a prevenção, manutenção e recuperação da saúde como um todo.
Conclusão
Não só a gordura abdominal está associada aos casos de demência. A obesidade, no geral, pode comprometer a saúde mental, o que nos faz acreditar que uma cintura fininha faz bem não só à alta-estima, mas também ao intelecto. (Fonte: Por Renata Honorato/veja.abril.com.br)

quarta-feira, 10 de março de 2010

LEPTINA

Altos níveis de leptina, hormônio produzido no cérebro que controla o apetite e o peso, estão associados a baixa incidência da doença de Alzheimer e outras demências, segundo um estudo da Universidade de Boston, nos Estados Unidos.
Publicada no Jornal of the American Medical Association, a pesquisa acompanhou por 12 anos mais de 900 idosos.
Os níveis mais elevados do hormônio foram observados em pessoas com maior volume cerebral e menor tamanho do corno temporal (que é inversamente proporcional ao volume do hipocampo, área ligada à memória). Nesse grupo, a incidência de demências foi mais baixa.
Essa constatação se soma a outras que já mostraram que a leptina reduz a concentração cerebral da proteína beta-amiloide, principal componente das placas que se formam na doença de Alzheimer.
Para os pesquisadores, o estudo abre mais uma perspectiva terapêutica para distúrbios que afetam cada vez mais os idosos. Novas pesquisas serão realizadas para entender a relação entre a leptina, as demências e o comportamento alimentar. (Fonte: menteecérebro)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

ESCLEROSE MÚLTIPLA

FLUXO NERVOSO INTERROMPIDO
Tempol é eficaz no tratamento de esclerose múltipla: a descoberta é de pesquisadores do INCT Redoxoma do Instituto Butantan e do Centro de Neurodegeneração da Faculdade de Medicina da USP.
O estudo obteve resultados expressivos ao usar o antioxidante tempol no tratamento de camundongos com encefalomielite. Os sintomas neurológicos foram atenuados acentuadamente e a sobrevivência dos animais foi 70% maior em relação aos que não foram tratados.
O trabalho desenvolvido pelo Instituto Nacional Ciência e Tecnologia de Processos Redox em Biomedicina, vinculado ao CNPq, Instituto Butantan e Universidade de São Paulo foi publicado no periódico Free Radical Biology & Medicina.
Os resultados obtidos abrem caminho para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas baseadas em nitróxidos para o tratamento de doenças neuroinflamatórias como a esclerose múltipla, que ataca o Sistema Nervoso Central (SNC) de forma degenerativa e incapacitante.
No estudo, camundongos foram infectados com o vírus de hepatite neurotrópico (MHV-59A) para ocasionar encefalomielite. Os animais não tratados apresentaram os sintomas neurológicos rapidamente e morte de 90% das cobaias 10 dias após a inoculação. Além disso, os sobreviventes apresentaram déficits neurológicos. Já o tratamento com tempol atenuou sintomas como letargia e paralisia das patas e o aumento da sobrevivência dos animais foi de 70. A integridade do SNC foi mantida, proporcionando a diminuição da concentração viral. Além da esclerose múltipla, outras doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica possuem componentes inflamatórios e possivelmente possam ser atenuadas com o uso do medicamento.
Embora diversos estudos em animais comprovem a baixa toxicidade para mamíferos, o uso em humanos dependerá de uma maior compreensão sobre os seus meios de ação in vivo.
(Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CNPq/SIS.SAÚDE)