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terça-feira, 19 de outubro de 2010

DESVENDANDO MITOS SOBRE PÍLULA ANTICONCEPCIONAL

Você já deve ter ouvido por aí que tomar pílula anticoncepcional engorda, não é mesmo? Mas fique tranquila: isso não é verdade. É apenas um dos mitos que cercam a eficácia e também os efeitos colaterais do método contraceptivo desde o seu surgimento, na década de 1960. Algumas dúvidas até são fundamentadas, porque as primeiras pílulas disponíveis no mercado continham uma dosagem hormonal dez vezes maior do que as atuais.
Segundo o médico Rogério Bonassi, presidente da Comissão Nacional de Anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ao contrário do que ocorria no passado, atualmente há uma grande diversidade de tipos de pílula que podem ser indicados após uma consulta detalhada da mulher com seu ginecologista, que a partir das características de cada paciente irá sugerir uma pílula com menor chance de causar efeitos colaterais para a usuária. Além disso, deve-se lembrar que como hoje em dia praticamente só se prescreve formulações de baixas doses hormonais, os efeitos colaterais, quando ocorrem, são leves e transitórios, ou seja, costumam melhorar ou desaparecer com o tempo de uso.
“O que ocorria com frequência, nas primeiras doses lançadas, é que elas ocasionavam mais retenção de líquido, enjôo, dores de cabeça. Essas pílulas lançadas nas décadas de 60 e 70 tinham praticamente 5 a 10 vezes maiores doses que as pílulas atuais. Assim, estes efeitos ocorrem com pouca frequência com as formulações atuais. Muitas mulheres, não sabem qual a composição de uma pílula. Todas as pílulas são compostas basicamente de etinil-estradiol e progestagênios, que simulam os hormônios estrogênio e progesterona que as mulheres produzem durante o ciclo menstrual”, afirma.
“Em algumas pacientes, o etinil-estradiol pode causar retenção de líquido até os dias de hoje, porém de maneira bastante leve. É importante a usuária saber que o efeito é transitório e depende também da quantidade de sódio (sal) contida na dieta. Outro ponto importante é não confundir retenção de líquido com ganho de peso. A tecnologia das pílulas avançou tanto que, inclusive, nos dias atuais há formulações especiais, que evitam a retenção de líquido. Foi lançado recentemente um composto contendo um progestagênio que simula um efeito diurético, o que reduz esses sintomas”, acrescenta o Dr. Bonassi.
Tão importante quanto conhecer os efeitos da pílula é tomar suas doses corretamente. Se ingerida conforme o indicado, possui 100% de eficácia. “Como muitas mulheres tomam errado, trabalhamos com um índice de falha que pode chegar a 8%. Mas isso ocorre porque muitas esquecem de tomar a dose corretamente”, avalia o presidente da Comissão Nacional de Anticoncepção da Febrasgo.
Outro mito em torno do medicamento, que faz com que muitas paciente parem o remédio por medo, é o de que há risco de infertilidade associado ao uso frequente ou prolongado do método. Após a suspensão do medicamento, a fertilidade retorna em um período de 30 a 90 dias na maioria das mulheres. A fertilidade dependerá, então, de outros fatores, principalmente da idade.
Outro mito que carece de fundamento científico é o de que a idade limita a indicação do método, principalmente no caso de mulheres com mais de 35 anos. Em geral, os médicos recomendam o uso de um método anticoncepcional até pelo menos os 50 anos, porque, mesmo que se considere que o risco de gravidez diminui muito nessa idade, ainda assim uma gestação pode ocorrer. Se a paciente não apresenta contraindicações, como tabagismo e doenças ou fatores de risco cardiovasculares, a pílula combinada pode ser usada nessa fase com segurança.
“No entanto, no Brasil, muitas mulheres acima dos 35 anos não fazem uso da pílula. Segundo pesquisas que fizemos, 30% delas já se submeteram à laqueadura (ou ligadura das tubas uterinas), 25% ingerem a pílula, 20% não usam qualquer método contraceptivo e o restante faz uso de outros métodos”, afirma o Dr. Bonassi.
Fatores de risco
Mas é importante entender que há fatores de risco determinantes quanto ao uso do medicamento. Ainda de acordo com o especialista, por exemplo, “fumantes acima de 35 anos não podem ingerir a pílula porque o risco de infarto aumenta em até 20 vezes”.
“Mulheres que sofrem de enxaqueca com aura ou sintomas neurológicos (sensações de formigamento, ou perda de força em algum membro do corpo, ou visualização de pontos brilhantes ou escuros no seu campo visual antes da crise), quem sofre de hipertensão arterial grave e doenças cardiovasculares, quem já teve trombose nas pernas – que é um coágulo sanguíneo nas veias –,devem evitar a ingestão do remédio”, completa o presidente da Comissão Nacional de Anticoncepção da Febrasgo.
O avanço da medicina também ajudou a diminuir efeitos colaterais, como no caso do período em que a mulher tarda a engravidar após a suspensão da ingestão da pílula. “Em média, a mulher engravida de quatro a cinco meses após a interrupção do uso. No entanto, as primeiras pílulas, que continham dosagem hormonal muito elevada, causavam amenorreia – interrupção da menstruação – na mulher por até seis meses, por causa do efeito da supressão dos hormônios”, avalia o Dr. Bonassi.
“Em média, elas demoravam até um ano para poder engravidar. Essa realidade começou a mudar a partir de 1977, quando as doses das pílulas foram bem reduzidas”, completa.
Sexo e humor
Outro mito ainda passível de ser ouvido nas ruas é o de que as pílulas protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Essa relação não existe, e é fruto, geralmente, de alto grau de desinformação por parte da população. “O que protege é o comportamento no ato sexual”, como o uso de preservativos, classifica o especialista.
As pílulas comercializadas atualmente trazem inúmeros benefícios “Por exemplo, hoje em dia, existem opções no mercado que até tratam da TPM. E muitas mulheres, avessas à irritação durante este período, preferem passar meses sem menstruar, emendando a ingestão de uma cartela na outra. Não há problema em fazer isso”, acrescenta o Dr. Bonassi.
Quanto à interação com medicamentos, Dr Bonassi ressalta que alguns fármacos também podem interferir na eficácia da pílula.
“Anticonvulsivantes, alguns antibióticos, retrovirais (como os remédios para Aids) e alguns antidepressivos são responsáveis por isso. É importante ficar atenta, porque alguns antidepressivos são fitoterápicos e comumente vendidos sem prescrição médica. Um deles é a erva de São João. Por isso, é sempre bom consultar seu médico quando fizer a ingestão desses medicamentos”, conclui o especialista.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ALECRIM PODE AFETAR A FERTILIDADE MASCULINA

ALECRIM
Artigo publicado na revista Experiment Biology and Medicine relata que o alecrim (Rosmarinus officinalis L.)
apresenta efeitos sobre a fertilidade em ratos quando administrado cronicamente por 63 dias.
Um significante declínio na espermatogênese nos testes, devido a uma diminuição nos números de espermatócitos primários e secundários e espermátides, é atribuído a uma diminuição dos níveis de testosterona. A mobilidade e densidade de espermatozóides também foram diminuídas na cauda do epidídimo e nos testes com ratos machos tratados com alecrim.
Os resultados revelam que a ingestão de R.graveolens pode causar efeitos tóxicos sobre a fertilidade de ratos machos. Além disso, o tratamento com esta planta aumenta acentuadamente o número de reabsorções em fêmeas impregnadas pelos machos, assim reduzindo sua fertilidade.
Estes resultados sugerem que a ingestão de R.officinalis pode provocar efeitos tóxicos sobre a fertilidade de ratos machos.
Maiores estudos estão sendo realizados para identificar e isolar os componentes ativos que atuam sobre a fertilidade em ratos machos e determinar o mecanismo de ação. Nusier, M.K.; Bataineh, H.N.; Daradkah, H.M. Adverse Effects of Rosemary (Rosmarinus officinalis L.) on reproductive function in adult male rats. Exp. Biol. Med. 232 (6): 809-13. 2007.
(Fonte: Boletim PLANFAVI n. 15)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

FUMAR CAUSA DANOS AO DNA DO ESPERMA

Dois novos estudos fornecem evidências de que fumar pode prejudicar o esperma - tanto em homens fumantes, que podem tornar-se pais e em filhos de mulheres que fumaram durante a gravidez.
A pesquisa também sugere que tanto homens quanto mulheres que têm esperanças de conceber devem deixar o tabagismo.
"Os resultados deste estudo sugerem um efeito biológico negativo do tabagismo sobre a integridade do DNA dos espermatozóides", disse o autor de um estudo, Dr. Mohamed E. Hammadeh, chefe do laboratório de reprodução assistida, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia na Universidade do Saarland em Sarre, na Alemanha.
Pesquisa feita por Hammadeh e seus colegas mostraram que homens que fumam muito podem ter problemas de fertilidade resultante de uma queda nos níveis de uma proteína crucial para o desenvolvimento de espermatozóides, bem como causar danos ao DNA do esperma.
Outro estudo sugere que mulheres que fumam no início de sua gravidez pode vir a comprometer a saúde reprodutiva de seus filhos. Ambos os estudos foram publicados na edição on line, 08 de setembro, da Human Reproduction.
No primeiro estudo, a equipe Hammadeh comparou espermas de 53 fumantes pesados (mais de 20 cigarros por dia), contra a de 63 não-fumantes. Após 3-4 dias de abstinência sexual, uma única amostra de sêmen foi tomada de todos os participantes do estudo, para medir os níveis de duas formas de um tipo específico de proteína encontrada no esperma, chamado protaminas. Segundo os pesquisadores, protaminas são atores fundamentais no desenvolvimento do esperma, ajudando a dinamizar o processo pelo qual os cromossomos são formados e embalados durante a divisão celular.
Hammadeh e colegas descobriram que, no grupo de fumantes, uma forma de protamina apareceu em níveis que foram de 14 por cento abaixo das concentrações observadas no sêmen de homens não-fumantes. Isso foi o suficiente para constituir uma forma de "deficiência de protamina" e, por sua vez, aumentar os riscos de infertilidade entre os fumantes.
Além do mais, o "estresse oxidativo" de fumantes apareceu vinculado a um aumento de danos ao DNA do esperma, relatou a equipe.
Segundo Hammadeh, tentativas anteriores para esclarecer a relação entre tabagismo e infertilidade masculina tiveram dificuldade em identificar um mecanismo molecular subjacente a essa relação. Assim, ele acredita que a nova descoberta deve ajudar a convencer os fumantes do sexo masculino lutando com a infertilidade se livrar do vício.
"Devido ao fato de que a fumaça do cigarro contém agentes mutagênicos e cancerígenos, tem havido a preocupação de que o tabagismo pode ter efeitos adversos sobre a reprodução masculina", observou Hammadeh. As novas descobertas que fizemos ajudam a suportar isto, disse ele.
O segundo estudo foi conduzido pelo Dr. Claus Yding Andersen, professor de fisiologia da reprodução humana no Hospital Universitário de Copenhague, na Dinamarca. Ele debruçou-se sobre o impacto do tabagismo materno durante o primeiro trimestre da gestação sobre o desenvolvimento do feto masculino.
Neste caso, os autores analisaram o tecido dos testículos de 24 embriões que foram abortados entre 37 e 68 dias após a concepção. Depois de classificar as mães potenciais de acordo com o hábito de fumar, a equipe de pesquisa constatou que o número dos chamados "células germinais" - células que se desenvolvem em espermatozóides nos machos e nos óvulos de fêmeas - foram 55 por cento inferiores nos testes de embriões obtidos das mulheres que fumavam. Esta observação foi realizada independentemente do consumo de álcool pela mãe e os hábitos de consumo de café. Os níveis de embriões do chamado "células somáticas" (aqueles que vão formar outros tipos de tecido) foram de 37 por cento mais baixo entre as mulheres que fumavam.
Em ambos os casos de germes e células somáticas, esta diminuição dos níveis parece ser "dose-dependente", significando que quanto mais a mãe  fuma, menor o número de células cultivadas pelo embrião.
Com base nestes resultados iniciais do crescimento fetal, Anderson e seus colegas concluíram que o impacto do tabagismo resultante desta produção celular pode continuar na prole masculina levada a termo. E isso pode significar um risco mais elevado de fertilidade nos filhos.
Segundo a equipe dinamarquesa, suas pesquisas anteriores envolvendo embriões do sexo feminino também revelou reduções de "célula germinal" de cerca de 40 por cento de embriões retirados de mulheres que fumaram durante a gravidez. Isto sugere que o tabagismo materno durante a gravidez pode prejudicar a saúde reprodutiva de homens e mulheres descendentes.
"Nossos resultados fornecem dados para profissionais de saúde falarem com as mulheres que estão pensando em engravidar, ou que tenham concebido recentemente, com um argumento "aqui e agora" para convencê-los a parar de fumar", disse Anderson. "Porque o efeito negativo do fumo parece ter lugar certo, desde a concepção e durante os primeiros dias de gestação, quando o embrião humano se diferencia, em  uma menina ou um menino."
(FONTES: Mohamed E. Hammadeh, MD, do departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade do Sarre, do Sarre, na Alemanha, Claus Yding Andersen, MD, professor de fisiologia reprodutiva humana, eo embaixador da tecnologia, do Hospital Universitário de Copenhaga, Laboratório, de Copenhaga, Dinamarca, 08 de setembro de 2010, Human Reproduction, online)-Rede ACT

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ÁLCOOL e GRAVIDEZ

Segundo um novo estudo da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, além dos diversos problemas que o álcool pode causar para o bebê no período de seu desenvolvimento no útero, a ingestão dessas bebidas pela gestante pode estar associada a uma pior qualidade do sêmen dos filhos mais tarde, podendo afetar sua fertilidade no futuro.
Avaliando 347 filhos de mulheres que participaram do estudo “Hábitos saudáveis por dois” - realizado entre 1984 e 1987 -, os pesquisadores notaram que, aos 20 anos de idade, os filhos daquelas que haviam consumido pelo menos 4,5 doses de bebidas alcoólicas por semana durante a gestação tinham concentração de espermatozoides 32% menor do que aqueles que não haviam sido expostos ao álcool no útero. De acordo com os autores, uma dose equivale a uma lata de cerveja (330ml) ou uma pequena taça de vinho (120ml).
Entretanto, os pesquisadores destacam que, pelo fato de o estudo ser observacional, não está claro se a ingestão de álcool na gestação é mesmo a causa da menor concentração de espermatozoides no sêmen dos filhos. “É possível que tomar álcool durante a gestação tenha efeitos prejudiciais sobre o tecido fetal produtor de sêmen nos testículos - e, consequentemente, sobre a qualidade do sêmen mais tarde -, mas nosso estudo é o primeiro desse tipo, e mais pesquisas nessa área são necessárias antes que possamos estabelecer qualquer relação causal ou propor limites seguros de bebida”, explicaram os autores na conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana.
(Fonte: Leandro Perché-Blog Boa Saúde/SIS.SAÚDE)