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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ANTICONCEPCIONAL e CIGARRO

"DUPLA TRAIÇOEIRA"
O tabagismo pode gerar bronquite crônica, enfisema pulmonar, câncer de pulmão e está associado a tumores em outras partes do corpo. Hoje, o fumo é considerado a principal causa de mortalidade passível de prevenção, já que dar o primeiro passo em direção ao vício é uma questão de escolha. Mas são principalmente as mulheres que devem ter cuidado redobrado na hora de se arriscar por um trago de fumaça. A combinação das substâncias tóxicas presentes no cigarro com o uso da pílula anticoncepcional pode se transformar em uma armadilha perigosa, dizem especialistas.
O cigarro em si já representa uma série de riscos para o organismo dos fumantes ativo e passivo. Sua composição, no entanto, altera a parte cardiovascular e, por isso, prejudica o sistema circulatório.
A pílula anticoncepcional, por sua vez, também gera modificações nesta região e a junção dos dois resulta numa mistura com sérias consequências para a saúde. "O fumo prejudica a parte vascular e o anticoncepcional também. Quando eles estão associados, há a somatização do problema", diz a ginecologista e mastologista Elizabeth Brandão, da Policlínica Piquet Carneiro, no Rio de Janeiro.
O estrogênio, um dos hormônios presentes na pílula, provoca a produção de ateromas, placas compostas por lipídios e tecido fibroso que se formam nas paredes dos vasos sanguíneos. "Esse hormônio, que não é o mesmo fabricado pelo organismo, tem ação aterogênica, ou seja, há a formação das placas, que são responsáveis pelo infarto e pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Além disso, a pílula gera uma modificação nos lipídios, nos triglicerídeos e no colesterol da mulher. O fumo piora a situação, causando inflamações que serão o estopim para os ataques", explica o ginecologista Renato Ferrari, que também é professor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ).
A associação entre os componentes pode resultar em uma série de complicações, mas Elizabeth lembra que elas são mais comuns em mulheres adultas.
"Infartos e AVC são problemas mais frequentes em mulheres a partir dos 30 anos. Em mulheres mais jovens, os problemas mais comuns são o surgimento de varizes e problemas circulatórios, o que não elimina o aparecimento de doenças mais graves", conta a especialista, que chama a atenção para mulheres que sofrem de hipertensão: "Em casos de problemas de pressão, como a hipertensão, a probabilidade do surgimento de complicações é muito maior. Quando o grau de risco da hipertensão é mais alto, o cardiologista pode vir a proibir o uso da pílula anticoncepcional, já que ela altera o sistema vascular".
O ginecologista Renato Ferrari faz a mesma restrição a pacientes com excesso de peso. "Mulheres obesas apresentam mais placas de aterosclerose e, se ainda forem fumantes, não podem fazer uso da pílula", alerta ele.
O cigarro não anula o efeito da pílula, continua Ferrari, apesar de sua união ser desastrosa para o organismo. "Existem alguns medicamentos, como os usados para epilepsia e tuberculose, que podem ter seus efeitos cortados, mas o fumo não altera a ação anticoncepcional. O problema é a junção das substâncias do cigarro com o estrogênio", afirma o profissional, que cita a melhor opção para dar fim aos riscos dessa combinação: "Pare de fumar".
Se o vício for incontrolável, Elizabeth Brandão dá outras opções: "Para as mulheres fumantes, o melhor é optar por anticoncepcionais como o DIU ou o diafragma, que têm uma atuação mais mecânica e não trabalham com estrogênio".
É preciso lembrar que o nosso organismo produz estrogênio, mas a fabricação natural não faz mal, pelo contrário: o hormônio é capaz de proteger o corpo de problemas cardiovasculares. "É só observar que homens até os 40 anos têm muito mais infartos do que as mulheres da mesma faixa etária. Após essa idade, a quantidade se iguala, já que elas entram na menopausa e têm a fabricação de estrogênio freada", conta Renato.
Além dos problemas citados, o tabagismo pode estimular o surgimento de varizes, prejudicar a pele e os cabelos e, se for simultâneo à gravidez, pode gerar parto prematuro ou aborto espontâneo.
(Fonte: Nayara Marques - MSN Mulher/Alberto José de Araújo-Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo-Instituto de Doenças do Tórax - HUCFF/UFRJ-REDE ACT)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DA MENOPAUSA - 18 de Outubro

Estudo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) indica que 68% das mulheres chegam na menopausa com sobrepeso ou obesidade. O levantamento mostra ainda que 67% têm problemas relacionados aos sistemas vasomotores – a contração e a dilatação dos vasos sanguíneos. A pesquisa constatou que no primeiro atendimento para tratar a menopausa, as mulheres apresentam geralmente hipertensão arterial (44,94%), diabetes (10,01%), e tabagismo (8,39%).
O estudo, um dos mais amplos já realizados no Brasil sobre o tema, revela que a média etária de ocorrência da menopausa no Brasil é de 48,1 anos. O levantamento foi feito com cerca de 6 mil mulheres, em uma investigação que durou 11 anos (entre 1983 e 2004) e foi feita no Setor de Climatério do Hospital das Clínicas.
O levantamento também mostra que a idade da mulher na época em que ocorre a menopausa tem influência significativa sobre os sintomas e as doenças que normalmente aparecem no período: 27,8% das pacientes que tiveram a menopausa entre 41 e 45 anos de idade apresentaram sintomas vasomotores acentuados, contra 18,3% entre aquelas que entraram na menopausa com idade acima de 55 anos.
A professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do estudo, Angela Maggio da Fonseca, destaca, por ocasião do Dia Mundial da Menopausa, comemorado hoje (18/OUTUBRO), que o estudo é uma forma de os médicos conhecerem a fisiologia desse período da mulher. “E possibilita a escolha de um tratamento adequado, melhorando a qualidade de vida de todas elas”.
Segundo a professora, nesse período são necessários uma alimentação adequada e exercícios físicos, principalmente a caminhada. "E hoje nós temos os hormônios, tão criticados, mas que são excelentes. O que precisa é ter prudência e dar os hormônios a quem precisa, na dosagem certa, na quantidade e no tempo apropriado”, recomenda. (Fonte: Bruno Bocchini/sis.saúde)

terça-feira, 23 de março de 2010

RONCO

Que o ronco é mais frequente nos homens, isso já é realmente comprovado. Mas as mulheres não estão livres desse distúrbio.
Segundo Dr. Eduardo Rollo Duarte, dentista especialista em Odontologia do Sono, duas situações que podem causar o ronco são: a ingestão de álcool e a menopausa.
“A relação entre o álcool e o ronco é muito próxima, pois a substância alcoólica relaxa os músculos do corpo, inclusive na região da garganta. Esse relaxamento ajuda a fechar o canal da passagem do ar, causando a vibração do ronco.”, explica Dr. Eduardo.
Tudo que é em exagero gera consequências ruins. Beber faz parte da vida de muitas pessoas, mas em excesso, provavelmente causará uma noite mal dormida.
Já a menopausa pode ocasionar o ronco para muitas mulheres, por causa da perda ou diminuição dos hormônios femininos. “Essa redução aumenta o relaxamento da musculatura e favorece o distúrbio”, diz o dentista. A reposição hormonal pode ajudar, mas dependendo de outros fatores, não é o suficiente para evitar o ronco. O ideal, em casos de ronco frequente, é buscar tratamento.
Engana-se quem pensa que o ronco é sinal de sono profundo. O barulho do ronco e a dificuldade de entrada do ar não permitem que o sono seja de qualidade. O indivíduo não percebe, mas passa a noite toda em estado de semirelaxamento, e no dia seguinte, não se sentirá disposto como deveria.
Quem não se cuidar, terá por toda a vida falta de energia e sonolência. Além de causar insônia nas pessoas ao redor, ou no cônjuge.
O risco de apneia em roncadores também é grande, uma doença grave proveniente do ronco, que impede a passagem do ar por completo, impedindo a respiração.
Próteses ou aparelhos nos dentes, feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. “Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo.”, diz Dr. Eduardo.
O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais, que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM.
Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.
(Fonte: Christiane Alves/Flöter e Schauff/SIS.SAÚDE)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

FATOR DE RISCO:COLESTEROL

Não bastassem os sintomas já conhecidos da menopausa, como as ondas de calor, alterações de humor, irritabilidade, insônia, indisposição e fadiga, uma recente pesquisa americana realizada pela Universidade de Pittsburgh concluiu que o risco de desenvolver doenças cardiovasculares aumenta após a menopausa.
Publicada no Diário do American College of Cardiology, a pesquisa analisou 1.054 mulheres que estavam entrando na menopausa, durante um período de 10 anos. A cada ano, os investigadores analisavam o colesterol, a pressão arterial, a glicose e a insulina dessas mulheres. Quanto mais elas se aproximavam da menopausa, mais aumentavam os níveis de colesterol que, por sua vez, aumentam o risco para doenças cardíacas.
Para a cardiologista e coordenadora do projeto SOCESP Mulher, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Walkíria Avila, a principal causa dessas elevações ainda não é totalmente conhecida. “Já sabemos que a idade é um fator de risco, principalmente por volta dos 50 anos. Além disso, a queda do hormônio estrógeno também deve ser levada em consideração. Com a menopausa, os níveis de colesterol ruim (LDL) aumentam e os de colesterol bom (HDL) diminuem. Dessa forma, esse conjunto de fatores aumenta as chances de doenças cardiovasculares nas mulheres”, explica ela.
Durante o estudo, os níveis de colesterol das mulheres que participaram aumentaram consideravelmente. No período de dois anos antes da última menstruação, o LDL aumentou 10,5 pontos, ou seja, 9% ( a taxa normal deve variar entre 50 e 190 mg%). Já o nível médio de colesterol total teve um aumento de 6,5% ( o valor aceitável, para mulheres acima dos 50, não deve ultrapassar o limite de 265 mg%). Além disso, fatores como a insulina e a pressão arterial também subiram durante a análise.
Todos esses fatores, juntos, formam uma bomba para o coração feminino. “Altos níveis de colesterol estão diretamente relacionados a doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral, o periférico e de aorta; a angina, caracterizada por uma forte dor no peito; a doença arterial coronária e por fim, a mais grave delas, o infarto”, alerta a cardiologista.
Para os autores do estudo, mais do que uma avanço na ciência, a pesquisa serve de alerta para mulheres. Segundo eles, é muito importante que elas saibam das mudanças nos fatores de risco durante desse período e que cuidem da saúde, principalmente do controle do colesterol.
A especialista brasileira reforça a tese da prevenção. “Controlar os níveis de colesterol, o consumo de açúcar, a pressão alta e o peso é a melhor forma de reduzir a morte por doenças cardiovasculares em mulheres. Além disso, evitar o fumo e praticar exercícios físicos pode impedir 60% dos casos”, conclui Walkiria. (Fonte: http://www.maisde50.com/  Maria Fernanda Schardong)