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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AZAR MASCULINO OU DETERMINISMO?

BÊBADO, NÃO! "LIBERADOR DE DOPAMINA"
Pesquisadores americanos descobriram por que os homens têm duas vezes mais chances de se viciar em álcool do que as mulheres. Segundo o estudo, eles sentem mais satisfação com a bebida do que elas. A razão para isso é um hormônio chamado dopamina.
Os cientistas das universidades de Columbia e de Yale avaliaram homens e mulheres de idade universitária com o costume de beber. Os estudantes ingeriram bebidas alcoólicas e não alcoólicas e, em seguida, passaram por um exame de tomografia. O teste mediu a quantidade de dopamina liberada em consequência do álcool.
Essa substância tem diversas funções no cérebro. Uma delas está relacionada à sensação de prazer proporcionada por algumas experiências como sexo, apostas e drogas.
Os resultados da tomografia mostraram que os homens liberam uma quantidade maior de dopamina do que as mulheres. Esse crescimento foi encontrado em uma parte do cérebro relacionada ao prazer e ao vício. Segundo os cientistas, essa descoberta mostra que a influência do álcool na liberação do hormônio tem um papel importante no comportamento das pessoas.
Para a médica Anissa Abi-Dargham, autora do estudo, quando episódios de bebedeira se repetem, a quantidade de dopamina liberada é menor.
- Isso pode significar uma marca de tolerância, ou a transição para o hábito.
A diferença do alcoolismo entre os sexos, segundo os especialistas, deve ajudar em futuras pesquisas sobre esse vício. (Fonte: R7 Notícias/sis.saúde)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MAIS EXERCÍCIO, MENOS REMÉDIO

Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito. A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.
Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.
“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.
Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá. Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.
As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.
O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.
Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.
“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.
A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.
O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.
Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.
As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.
A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.
Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.
(Fonte: Fabio Reynol - FAPESP)

terça-feira, 6 de julho de 2010

FREQUENCIA CARDÍACA MÁXIMA DAS MULHERES

A fórmula clássica para calcular a frequência cardíaca (batimentos por minuto) máxima e nortear exercícios não serve para mulheres. É o que concluiu um grupo da Universidade Northwestern, em Chicago, que há 18 anos estuda o coração do público feminino.
Há 40 anos, a frequência cardíaca máxima (FCM) é definida por uma conta simples: 220 menos a idade da pessoa. O resultado condiz com o que foi observado em pesquisas populacionais. O problema é que a participação de mulheres nessas antigas pesquisas era mínima. Por isso, os dados não são precisos, diz a coordenadora do novo estudo, a cardiologista Martha Gulat.
Em entrevista à Folha, Gulat diz que a fórmula deve se tornar padrão. "Não somos "homens em tamanho menor", e até hoje não havia dados sobre mulheres em relação à frequência cardíaca. Fizemos um grande estudo e as evidências são muito fortes."
Publicado no "Circulation", da Sociedade Americana do Coração, o estudo incluiu 5.500 mulheres. E concluiu que a FCM da mulher é entre oito e dez batimentos/ minuto menor do que a do homem da mesma idade.
"Sabendo sua FCM de forma precisa, a mulher pode atingir os objetivos pretendidos com o treino", diz Gulat.
A cardiologista também diz que o novo padrão permite diagnósticos mais realistas no teste de esforço (eletrocardiograma na esteira).
Segundo Turíbio Leite, professor de medicina do esporte da Unifesp, esse é o primeiro estudo avaliando diferenças de gênero na FCM. "Tem fundamento, mas não sei como será a aplicação."
A maior dificuldade, segundo Gulat, é fazer o cálculo: 206 menos 88% da idade. "Uma calculadora resolve. Estamos preparando um aplicativo para iPhone e internet", conta ela.
"A mulher não se iguala ao homem no desempenho físico. Há poucos estudos específicos para elas", concorda o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb. Para Ghorayeb, montar treinos baseados em índices femininos é interessante, mas é preciso mais pesquisa para validar a nova fórmula.
Cláudio Silva, presidente da Associação Brasileira de Academias, diz que o ideal seria incorporar já esses dados. "Os fabricantes poderiam imprimir as novas tabelas nos aparelhos", diz.
Hoje, muitas esteiras têm no painel um quadro com as frequências cardíacas segundo a fórmula que não diferencia homens e mulheres.
Embora haja um desvio padrão, a frequência máxima obtida por fórmula é fixa para cada ano de vida. O condicionamento permite que a pessoa aumente a intensidade da atividade sem ultrapassar a "zona-alvo" do treino. São frequências entre 65% e 85% da máxima, que atendem a diferentes objetivos.
Saber com mais precisão a sua frequência máxima permite maior controle do treinamento e obter melhores resultados com menos esforço. Também há menor risco de exceder os limites seguros durante a atividade, de acordo com Cleiton Libardi, do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Unicamp.
(Fonte: Iara Biderman-Folha.com/www.educacaofisica.com.br)

terça-feira, 22 de junho de 2010

VOCÊ, CABEÇA-DE-LIXO?

Deve ser coincidência, mas quase todo mundo ao meu redor bebe bastante. Pelas estatísticas do Ministério da Saúde, que considera cinco doses de bebida na mesma ocasião um abuso, (quatro doses, se for mulher) vivo cercado de gente que abusa: mensalmente, semanalmente e até diariamente. Eu mesmo não escapo dessa estatística de excesso. Por quê? Há várias explicações para isso, mas a melhor delas é social. Somos um país de beberrões. Ontem a seleção brasileira jogou no meio da tarde e a balada grã fina ao lado da minha casa rolou até 10 da noite. Tenho certeza de que o pessoal não tomou chá de camomila. Era terça-feira, mas e daí? Temos o hábito de encher a cara hoje e lidar com o problema amanhã.
Outra explicação, de natureza mais íntima, liga o álcool e as drogas em geral às nossas inquietações. Bebemos para conter a ansiedade criada por uma sociedade competitiva, para debelar o estresse do nosso cotidiano, para espantar a angústia e a solidão. Bebemos, assim como cheiramos e fumamos, porque somos frágeis e precisamos prazer. As drogas são nossa fonte fácil de prazer.
A rigor, não há novidade nisso. No século 17, quando a invenção do gim barateou a embriaguez, criou-se do dia para a noite um exército europeu de alcoólatras. Sabe-se, desde então, que na ausência de regras e na abundância de aflições as pessoas podem beber até morrer. Como a sociedade brasileira é uma das mais permissivas do mundo, e não nos faltam problemas escabrosos, é natural que a turma beba até cair, como faz.
O que há de novo nessa história é a presença das mulheres no balcão. Elas parecem estar bebendo como nunca. No meu círculo de convívio, boa parte das mulheres bebe como homem, na quantidade e na freqüência. Bebem vários dias por semana, bebem muito a cada vez que bebem e vêm fazendo isso há anos – desde a universidade, por exemplo.
Pelas estatísticas do Ministério da Saúde, elas ainda não são páreo para os homens. Na cidade de São Paulo, o percentual de mulheres que admite abusar de bebidas (isto é, ter tomado mais de quatro doses em alguma ocasião, nos últimos 30 dias) é três vezes menor do que o de homens. São 21% contra 7%. Os dados são de 2007.
Mas eu tenho certeza de duas coisas em relação a esses números. A primeira é que as mulheres bebem mais do que confessam. Elas têm mais vergonha do que os homens de expor esse tipo de hábito. A segunda certeza é que o percentual das mulheres que bebe com freqüência está crescendo. Na geração da minha mãe era raro. Na minha é banal. Entre as amigas dos meus filhos tende a ser maior – ao menos que a preocupação com a saúde e a beleza intervenha e mude o curso das estatísticas, o que é incerto a esta altura.
Tenho visto as pessoas deixarem de fumar e passarem a fazer esportes. A dieta tem mudado tão radicalmente que muitos de nós se tornaram vegetarianos ou quase isso. Mas poucas mulheres ao meu redor deixaram de beber. Ou sequer diminuíram. Até agora a geração ao redor dos 30 tem dado um jeito de conciliar boteco, balada e exercícios.
Entre as tantas coisas que se pode dizer sobre isso, é essencial deixar uma delas bem clara: as mulheres têm o direito de encher a cara, como têm o direito de fazer o que quiserem. Dançar bêbadas, por exemplo. Se embriagar entre amigos. Flertar e transar depois de uma garrafa de vinho. Mesmo o ato triste de beber sozinha me parece esporadicamente essencial. Faz parte do que nos torna humanos.
No fim de semana passado eu vi Sex and the City 2. Eu sou fã da série e não gostei de quase nada no filme, mas gostei da cena em que Miranda e Charlotte tomam um porre para conversar com liberdade sobre as chatices da maternidade. Aquilo é de verdade. O álcool frequentemente facilita o encontro das pessoas com elas mesmas.
Acho que as mulheres sofrem mais do que os homens as asperezas do dia-a-dia das nossas cidades e que pesam sobre elas pressões e medos que entre os homens são menores. Daí certa propensão melancólica que leva muitas mulheres a beber em casa, sozinhas. Ou abusar do álcool no conforto das amigas. Ou tomar a terceira dose de champagne para superar aquela maldita inibição.
Mas isso não significa que se precise beber tanto e a toda hora. O glamour da embriaguez não resiste ao hábito. Aquilo que é bom de vez em quando se torna um horror quando repetido. A bêbada engraçadinha vira uma inconveniente. A ressaca se transforma em desculpa para faltar ao trabalho. De porre, as mulheres brigam com o namorado, com o porteiro, com o filho. E há mais. Encher a cara com frequência piora a saúde, altera o rosto e engrossa a silhueta – e nada disso ajuda a levantar a auto-estima. Quando se trata de álcool, a dose é essencial.
Eu tenho visto, porém, que muitas garotas estão emulando o machismo dos homens quanto ao álcool. É uma cultura autodestrutiva de “quem bebe pouco é fraco, quem para no meio é frouxo, quem não vai até o fim é bundão”. Há muita diversão e farra nesse caminho, mas ele avança numa direção perigosa. As mulheres são menos resistentes do que os homens ao álcool. Além de causar mais danos físicos, ele pode levá-las a fazer coisas arriscadas. Transar sem camisinha é só uma delas. Além do mais, para homens e mulheres esse tipo de atitude porra-louca aponta numa direção ruim. A garota que bebe todas vai ser convidada a tomar um ácido, cheirar uma carreira e, quem sabe, fumar uma pedra. Onde afinal fica o limite? O final dessa história pode ser pavoroso.
O que fazer com a própria liberdade é sempre um problema, sobretudo quando se é jovem e se tem um monte de coisas a provar a si mesmo e ao mundo.
Mas eu li uma vez uma entrevista de um grande escritor – o paulista Raduan Nassar – que me ajudou a pensar nisso com mais clareza. O jornalista perguntou do que ele mais se orgulhava e a resposta veio límpida: “Eu me orgulho de não ter permitido que enchessem minha cabeça de lixo.”
Em um país como o Brasil, onde ídolos e técnicos de futebol gritam na cara de crianças e adolescentes que é preciso beber para ser brasileiro, que é preciso tomar cerveja para ser vencedor, eu às vezes acho a abstinência um ato higiênico de enorme rebeldia – e o ato de beber apenas uma demonstração de obediência coletiva. Mais uma evidência de que estão enchendo a nossa cabeça de lixo. Nossas cabeças de homem e de mulher. (Fonte: Ivan Martins-revistaepoca.globo.com/ABEAD)

O VÍCIO AO LONGO DAS DÉCADAS

INÍCIO PRECOCE!
Anos 20
É o início da industrialização do tabaco e do consumo em larga escala no mundo, mas apenas entre os homens. Não se viam mulheres fumando em público.
Anos 30 e 40
Os anos dourados de Hollywood exaltam a imagem glamurosa da mulher fumante em interpretações de Greta Garbo, Marlene Dietrich e Rita Hayworth. Os fabricantes pagavam grandes estúdios para colocar um cigarro entre os dedos das grandes atrizes, para que fossem imitadas pelas fãs.
Com a guerra, ocorre o boom do consumo. Exércitos ajudam a disseminar o hábito em novas áreas. Ao retornar para casa, soldados acabavam iniciando as mulheres no vício.
Anos 50
Começam a surgir os primeiros estudos sobre os malefícios do tabaco. Mulheres já fumam, mas aparecer em público com um cigarro na mão é malvisto socialmente.
Anos 60 e 70
Propagandas procuram estimular o consumo – o movimento feminista torna o momento propício para associar o hábito à liberdade da mulher. Surgem cigarros mais finos e de aromas mais delicado para conquistar o gosto delas.
Anos 80
Mais consciente dos danos à saúde e sentindo mais as consequências, população dos países desenvolvidos começa a reduzir o consumo – comportamento mais visível entre os homens. Especialistas avaliam que, na contramão, as mulheres estavam mais preocupadas com a igualdade entre os sexos, tendo no cigarro um falso marcador de liberdade.
A indústria passa a focar suas estratégias em dois grupos de consumidores: jovens e mulheres.
Anos 90 e 2000
Estudos mostram que, entre adolescentes, mais meninas do que meninos estão começando a fumar. O grupo de fumantes homens, tabagista há mais tempo, está diminuindo. Em consequência, a tendência mundial é que o fumo se dessemine entre jovens, mulheres e classes menos favorecidas.
Nos países onde as mulheres têm menos direitos do que os homens, o cigarro ainda é visto como forma de se igualar socialmente a eles, segundo especialistas. É como se esses locais vivessem agora o que os ocidentais passaram na década de 60.
(Fonte: pneumologista José Miguel Chatkin e psicóloga Cristina Perez, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca/JornalZero Hora, 19/6/10/Rede ACT)

terça-feira, 1 de junho de 2010

TABACO E GÊNERO - Rede Feminista de Saúde

A identificação do tabagismo como uma das causas de adoecimento e morte das mulheres brasileiras fez com que a Rede Feminista de Saúde incorporasse ao conjunto de suas atividades o projeto As mulheres e o tabagismo - uma nova questão na agenda feminista.
Desta reflexão resultou a pesquisa Gênero e Tabaco desenvolvida em parceria com a ong Coletivo Feminino Plural, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e com apoio da Aliança de Controle do Tabagismo - ACTbr. A Rede contou ainda com a participação e apoio técnico do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Gênero – NIEM da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o grupo de trabalho absorveu integrantes de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras, também de Porto Alegre.
O estudo desenvolvido em 2009, por um período de sete meses, e aplicado em 12 estados e Distrito Federal, reforçou o que outras pesquisas já haviam revelado: o consumo do tabaco é, sim, uma questão de saúde pública no Brasil.
O trabalho, no entanto, se diferencia quando foca olhar das mulheres quanto às campanhas publicitárias voltadas ao combate ao tabagismo. Uma parcela das entrevistadas critica o caráter culpabilizante imposto aos tabagistas nessas propaganda, principalmente quando o alvo é o público feminino, como também identifica estereótipos vinculados à maternidade e a não consideração das mulheres como sujeitas do direito à saúde.
A síntese da pesquisa Gênero e Tabaco, que ora se apresenta neste microsite, traz considerações que permeiam pelo movimento feminista como a exigência de políticas públicas pautadas no princípio da autonomia, na oferta de meios para a tomada de decisão, no envolvimento das mulheres no debate e elaboração de estratégias que previnam sobre a epidemia do tabaco e alertem para os benefícios de uma vida livre do tabaco.
O microsite Tabaco e Gênero apresenta ainda uma série de textos sobre a temática, legislações e normas pesquisadas no universo da web com o intuito de contribuir com referências importantes para um melhor entendimento das pecularidades do tabagismo na vida das mulheres.

sábado, 6 de março de 2010

DOR DE CABEÇA

A dor de cabeça intensa é “colega” de trabalho da maioria das mulheres, revela pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Em levantamento feito com 446 pessoas, os pesquisadores atestaram que 59,7% das mulheres que trabalham convivem frequentemente com os episódios de dor, em níveis moderados a intensos. Já entre os homens, o índice cai para 34,4%, diferença de 25,3 pontos.
Os motivos para elas serem maioria nas estatísticas são principalmente dois, explica o neurologista e presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia, Ariovaldo Alberto Silva Júnior: hormônios e estilo de vida.
“A variação hormonal que todo mês acontece nas mulheres, em especial na faixa etária entre 18 e 39 anos, faz com que elas fiquem mais suscetíveis às dores de cabeça mais intensas”, afirma Silva Júnior ao citar também os fatores externos como influentes. “Além disso, a mulher com crises recorrentes de dor de cabeça têm outras características pessoas que favorecem o quadro. São muito ansiosas, se cobram muito, não conseguem limitar o horário de trabalho, dedicam pouco tempo ao lazer.”
Outro alerta do especialista é para os analgésicos. Tomá-los em exagero para solucionar as crises pode só agravar a situação. Ingerir os comprimidos mais de duas vezes por semana pode fazer com que os episódios de dor fiquem ainda mais fortes e frequentes.
A dica é prestar atenção aos sinais. Se as crises aparecerem mais de duas vezes ao mês e impossibilitarem a realização de tarefas, é bom procurar o médico. Outras dicas são ficar atenta aos alimentos que podem despertar a dor de cabeça (os mais comuns são café, chocolate, queijos amarelos, vinhos e cerveja) e praticar exercícios aeróbicos.
“Ioga e pilates são ótimos para relaxar. Mas para prevenir as crises de enxaqueca, é preciso fazer atividades que aumentem a frequência cardíaca, como correr, pedalar, nadar”, completou o presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia. (Fonte: IG-Delas)

MORTE DE MULHERES: AIDS

"NÃO DÊ APOIO A UM VÍRUS" (campanha alemã)
A infecção pelo vírus HIV se transformou na principal causa de mortes e doenças de mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos) no mundo todo, de acordo com a Unaids, a agência das Nações Unidas para o combate à Aids.
A agência lançou recentemente um plano de ação de cinco anos para lidar com os fatores que colocam mulheres em risco, no início de uma conferência de dez dias sobre a situação das mulheres no mundo, em Nova York.
A agência advertiu que até 70% das mulheres no mundo todo sofrem violência, e esses maus tratos prejudicam a capacidade destas mulheres de negociar relações sexuais seguras com seus parceiros. Ou seja: elas podem estar sendo forçadas a fazer sexo sem preservativo, o que aumenta a chance de contaminação pelo HIV.
"A violência contra mulheres não deve ser tolerada", disse o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé.
"Ao tirar a dignidade das mulheres, estamos perdendo a oportunidade de aproveitar metade do potencial da humanidade para atingirmos as Metas do Milênio. Mulheres e meninas não são vítimas, elas são a força motriz que traz a transformação social", acrescentou.
De acordo com a Unaids, em dezembro de 2008, 33,4 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo todo. Deste total, 15,7 milhões, quase metade, eram mulheres.
E a proporção de mulheres infectadas com o vírus da Aids aumentou em muitas regiões do mundo nos últimos dez anos.
Na África subsaariana, por exemplo, 60% das pessoas que tem o HIV são do sexo feminino. Na África do Sul, mulheres jovens têm probabilidade três vezes maior de ser infectadas com o HIV do que os jovens da mesma idade.
Cerca de 30 anos depois do início da epidemia do vírus no mundo, os serviços que atendem os portadores não atendem de forma adequada as necessidades específicas de mulheres e adolescentes, alertou a agência da ONU.
"A informação a respeito de saúde sexual e reprodutiva para mulheres e adolescentes com o vírus HIV ainda é limitada", afirmou Suksma Ratri, integrante da Rede Feminina Positiva da Indonésia e que participou do lançamento da Unaids. "Elas precisam de um sistema de apoio amigável e adequado que permita que elas façam escolhas livres a respeito de sua sexualidade sem que sejam discriminadas ou estigmatizadas", afirmou.
O plano de ação lançado pela agência da ONU especificou alguns pontos de ação para que a ONU possa trabalhar junto com governos de vários países, sociedade civil e outros parceiros.
Entre os pontos principais deste plano está a melhora na coleta de informações e análise de como a epidemia afeta mulheres e a garantia de que a questão da violência contra a mulher seja incluída nos programas de prevenção do HIV.
O Brasil e vários outros países da América do Sul, da África e da Europa participam da iniciativa, juntamente com várias instituições ligadas à ONU e ONGs. O lançamento da campanha contou também com a presença da cantora e ativista Annie Lennox. (Fonte: BBC Brasil)