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terça-feira, 21 de setembro de 2010

VÍRUS DA OBESIDADE INFANTIL

Parte dos casos de obesidade infantil pode ter uma origem infecciosa, segundo estudo publicado na edição online da revista científica Pediatrics nesta semana. De acordo com a descoberta, crianças expostas a um tipo específico de adenovírus – conhecido por causar infecções respiratórias e gastrointestinais – têm mais chance de se tornarem obesas.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, estudou a presença de anticorpos específicos para adenovírus 36, ligados anteriormente ao excesso de peso. No total, foram analisadas 124 crianças, com idades entre 8 e 18 anos. Os resultados mostraram que esses anticorpos foram encontrados em 19 crianças e a maioria delas (78%) era obesa.
Os pesquisadores constataram ainda que esse anticorpo era mais comum em crianças obesas: 15 das 67 com excesso de peso eram positivas para esse vírus, em comparação com aquelas que tinham o peso normal – quatro das 57. De acordo com o estudo, os voluntários com esses anticorpos tinham 22 quilos a mais do que aquelas que apresentaram exame negativo.
“Excesso de peso é uma preocupação para se ter em qualquer idade, mas principalmente para as crianças”, disse Jeffrey B. Schwimmer, diretor do setor de Peso e Bem-Estar do Rady Children's Hospital , em San Diego. “Obesidade pode ser um marcador para problemas de saúde no futuro, como doenças cardíacas e diabetes”, completou.
Ele acredita que a descoberta pode mudar a forma como as pessoas encaram o excesso de peso. “Muitas pessoas acreditam que a obesidade ocorre por culpa da própria pessoa, dos pais ou da família. Esse trabalho ajuda a mostrar que o peso corporal é mais complicado do que se acredita. Os dados adicionam mais uma evidência de que uma infecção pode ser a causa ou contribui para a obesidade”, afirmou.
(Fonte: veja.abril.com.br)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DEFINIÇÃO DE FOCO

Um novo estudo da EarlyBird Diabetes, do Reino Unido, sugere que a atividade física tem pouco ou nenhum papel a desempenhar para impedir a obesidade entre as crianças. A obesidade é o fator principal por trás do diabetes, das doenças cardíacas e de alguns tipos de câncer.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram uma revisão de todos os ensaios realizados que levavam em conta a atividade física como forma de reduzir a obesidade na infância, além de analisar um grupo de estudantes com média de idade de 11 anos.
Diante disso concluíram que as crianças que se submetiam a esse processo tinham uma perda de peso de apenas 90g durante três anos.
Os pesquisadores garantem que crianças menos ativas tendem a ser mais gordas, mas isso não significa que a falta de atividade as deixe acima do peso. Para os estudiosos, a obesidade pode levar à inatividade, mas a falta de atividade não necessariamente leva ao ganho de peso, ou seja, a atividade física pode não ter impacto sobre a mudança de peso, mas o peso claramente levou a uma menor atividade física.
As implicações deste estudo podem indicar mudanças em políticas de saúde pública, pois se for comprovado que a atividade física não puder ajudá-las a manter um peso saudável, o foco deve ser mudado para o que elas consomem.
Segundo os pesquisadores, estudos anteriores já mostraram que a obesidade na infância é estabelecida muito antes da criança ir à escola, pois está associada a erros na alimentação da família, embora o tamanho das porções, de lanches altamente calóricos e bebidas açucaradas sejam importantes. Portanto, para eles, a atividade física ou mesmo a falta dela não é a resposta para a obesidade infantil.
(Fonte: R7 Notícias/SIS.SAÚDE)

sábado, 31 de julho de 2010

LANCHEIRA RECHEADA DE QUÊ?

Salgadinhos, frituras, bo­lachas... Esse "cardápio", tão comum na lancheira de crianças brasileiras, nada mais é que uma bomba relógio na saúde dos pequenos. Segundo a nutricionista Kátia Tiemi Tookuni, uma boa educação alimentar tem de começar cedo, e com a participação dos pais. Dessa forma, é possível evitar o sobrepeso e impedir que os pequenos venham a ter colesterol alto, diabetes, hipertensão e até mesmo câncer, quando adultos.
O alerta já foi dado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ao divulgar que a obesidade infantil no Brasil atingiu a marca histórica de 15%. Há pouco mais de 20 anos, o índice era de 3%.
A falta de tempo é inimiga dos pais na hora de escolher o que as crianças vão comer na hora do lanche. Na maioria das vezes, alimentos industrializados, como suco de caixinha, bolachas e chips que, apesar de fornecerem energia, contêm as chamadas calorias vazias. "Geralmente, a opção mais rápida e prática não é a mais adequada", comenta a nutricionista.
Kátia explica que o desenvolvimento e crescimento da criança estão diretamente ligados à alimentação.
"É essencial existir um controle da ingestão de sal e alimentos com sódio (adoçantes, temperos prontos, salgadinhos), pois esses alimentos em excesso aumentam a perda de cálcio no organismo e influenciam na má-formação de massa óssea".
Segundo Kátia, o lanche escolar deve conter de 15% a 20% das necessidades nutricionais diárias da criança. "Os recheios de sanduíches ou tortas devem ser regulados, não precisam conter proteínas se a família inclui carne no almoço e no jantar. Dá para incluir escarola, brócolis, espinafre e tomate, fontes de zinco, ácido fólico, magnésio, betacaroteno e vitamina A", explica.
Para a nutricionista, o ideal é balancear a quantidade adequada de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e mi­nerais. "As lancheiras devem conter um tipo de suco de frutas naturais ou frescas (fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam a prevenir doenças) e um alimento rico em carboidrato", explica ela, recomendando dar prioridade aos produtos integrais".
(Fonte: Mayhara Nogueira-Folha de Londrina)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PROBLEMA DA FAMÍLIA DOS OUTROS!

Apesar da crescente “epidemia” de obesidade infantil - reconhecida pela maioria das pessoas -, muitos pais não consideram que esse pode ser um problema de seus próprios filhos, segundo pesquisa realizada nacionalmente nos Estados Unidos.
Um relatório anual divulgado por dois grupos americanos de saúde indica um aumento nas taxas de obesidade em 28 estados dos EUA no último ano, além de um maior reconhecimento do excesso de peso como problema de saúde pública, mas a grande maioria dos pais ainda encara a obesidade infantil como uma questão dos filhos dos outros.
A pesquisa indicou que 80% das pessoas consideram que a obesidade infantil é uma questão significativa e crescente. Entretanto, apesar de um terço das crianças e jovens apresentarem sobrepeso ou obesidade, 84% dos pais acreditam que seus filhos têm peso saudável.
“Esse relatório mostra que o país tem tomado medidas firmes para resolver a crise nos últimos anos, mas a resposta da nação não corresponde totalmente à magnitude do problema”, destacaram os autores, acrescentando que essa tendência de não se enxergar como “parte do problema” é uma questão que aflige a maioria dos países ocidentais, incluindo o Brasil. (Fonte: Leandro Perché-Blog Boa Saúde)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

HIPERTENSÃO ARTERIAL INFANTIL

Pressão alta não é uma exclusividade dos adultos. Pelo contrário. Segundo Sandra Henrique, cardiologista pediátrica da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a maioria dos doentes deve ter tido alterações na pressão arterial durante a infância, mesmo sem saber disso.
''No adulto o diagnóstico é mais fácil, pois a aferição da pressão sempre é feita durante o exame clínico. Nas crianças, embora ela seja indicada em todas as consultas para pacientes a partir dos três anos, os pediatras ainda hoje não costumam avaliar a pressão'', diz a médica.
Segundo a cardiologista, a hipertensão infantil tem se tornado cada vez mais incidente, devido principalmente ao estilo de vida das crianças: com alimentação inadequada, consumo de comidas de fast food em excesso e sedentarismo. ''Hoje, entre 12% e 13% das crianças acaba sofrendo de pressão alta'', afirma. Em 55% dos casos, diz Sandra, há histórico familiar do problema. Ou seja: pais, tios ou avós também sofrem de hipertensão.
A detecção precoce fica ainda mais difícil porque o problema não costuma apresentar nenhum sintoma. Por isso, a médica afirma que, hoje, o mais importante é a prevenção, possível quando a pressão alta é causada por fatores ambientais (especialmente quando há casos da doença na família, o que aumenta as chances da criança vir a ser hipertensa).
''É preciso combater a obesidade infantil (uma das causas mais associadas à hipertensão nessa faixa etária) e estimular hábitos alimentares saudáveis, como consumo de vegetais, além de evitar o consumo de sódio (presente no sal e em refrigerantes, por exemplo) e incentivar a prática de exercícios, já que hoje as crianças ficam muito na frente do computador e do videogame.'' 
A hipertensão pode ser causada por outras doenças, como cardiopatias e doenças renais. Nesse caso, não há como evitar o problema. O tratamento é feito com o combate à doença de base o que, consequentemente, deve estabilizar a pressão.
Já quando a hipertensão é consequência de má alimentação ou sedentarismo, a primeira medida costuma ser mudar essa situação. ''No caso das crianças, evitamos usar medicamentos, apesar de eles poderem ser indicados. O ideal é identificar a causa e reverter o quadro'', diz a cardiologista Sandra Henrique. Segundo a médica, o ideal é manter a criança saudável, ''para que ela se torne um adulto saudável.''
(Fonte: FolhadeLondrina)

segunda-feira, 29 de março de 2010

OBESIDADE INFANTIL PREOCUPANTE

A proibição de alimentos calóricos à disposição de alunos nos ambientes escolares poderia ajudar a reduzir os problemas relativos à obesidade na infância, diz um estudo feito pela Universidade Estadual de São Francisco, EUA, e publicado no periódico Health Affairs.
“Essa pesquisa trouxe à tona resultados bastante claros de como a obesidade infantil pode ser combatida a partir de políticas públicas conscientes”, diz Emma Sanchez-Vaznaugh, pesquisadora que colaborou com a pesquisa.
A obesidade infantil tem aumentado assustadoramente em todo o mundo. Só nos EUA os números triplicaram nas últimas três décadas. Hoje em dia, uma em cada três crianças americanas tem sobrepeso ou sofre de obesidade.
Para o estudo, os pesquisadores usaram dados sobre o Índice de Massa Corporal (IMC) de crianças. Os números foram colhidos durante oito anos como parte de um estudo amplo feito anualmente na Califórnia. Os resultados da análise da pesquisa americana mostraram como a taxa de sobrepeso estava aumentando em todos os subgrupos de estudantes do ensino médio. Entretanto, após três anos da vigência de uma lei aprovada em alguns Estados brasileiros, esses problemas diminuíram significativamente. A única exceção foi quanto às adolescentes do sexo feminino nos primeiros anos do ensino médio, cujas médias só se equilibraram nos anos seguintes. Mas isso poderia ser explicado pelo desenvolvimento natural do corpo feminino nessa idade.
“Mesmo sabendo que as políticas públicas não influenciam diretamente o comportamento dos estudantes, nosso estudo mostrou que é possível criar um ambiente onde os estudantes tenham a chance de aprender a fazer escolhas alimentares e isso pode, de alguma forma, moldar seus comportamentos alimentares futuros. A partir disso seria possível influenciar as tendências de hábitos alimentares em toda a população estudantil”, explica Sanchez-Vaznaugh.
Mas a pesquisadora diz que é necessário observar o entorno das escolas, onde bares e pequenos mercados podem continuar vendendo alimentos pouco saudáveis e com custos menores – o que é problemático, especialmente em bairros mais carentes, caso as cantinas escolares não ofereçam opções econômicas de alimentos – além de enfatizar que é necessário que as escolas também contribuam com um ambiente que facilite a prática de atividades físicas.
No Brasil, é interessante observar que foi rejeitado ano passado, em São Paulo, um projeto de lei que proibia a venda de alimentos inadequados para os estudantes, e que fossem à base de açúcar e gordura saturada. Entre as proibições estariam os refrigerantes, salgadinhos fritos e guloseimas calóricas. Iniciativas similares estão em andamento atualmente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, mas seguem indefinidas.
(Fonte: O que eu tenho? com informações da San Francisco State University/SIS.SAÚDE)

segunda-feira, 15 de março de 2010

LUTA CONTRA OBESIDADE INFANTIL

Com a obesidade infantil atingindo a marca histórica de 15% das crianças brasileiras, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, muitas escolas resolveram entrar na luta para conter o problema. Mas no esforço de ensinar os alunos a terem uma alimentação saudável, alguns colégios acabam adotando medidas polêmicas, como proibir e até "confiscar" certos lanches.
No currículo da escola Carlitos, na Zona Oeste de São Paulo, o tema educação alimentar é abordado em conjunto com a alfabetização e permeia várias disciplinas, como ciência e matemática. Na hora do intervalo, se os pais não prepararem um lanche saudável, as crianças voltam para casa com a lancheira intacta.
Guloseimas e refrigerantes são proibidos: quem leva para a escola não come.
"É como se o aluno tivesse esquecido a lancheira. Os colegas dividem seus lanches", explica Laura Piteri, coordenadora pedagógica da escola. A criança volta também com um bilhetinho para lembrar os pais das regras do colégio.
Na Stance Dual, no Centro de São Paulo, a política de proibição de alimentos pouco saudáveis é semelhante, mas a resposta à desobediência, menos radical. São itens proibidos: doces, balas e refrigerantes. Quem leva esses alimentos é orientado a comer apenas a parte nutritiva do lanche. Se na lancheira há fruta, iogurte e bolachas recheadas, por exemplo, a criança é estimulada a consumir apenas um biscoito.
"Antes devolvíamos esses lanches, mas os pais reclamavam muito", diz Liliane Gomes, coordenadora pedagógica.
Por mais que a escola se esforce, a criança não criará hábitos saudáveis sem a contribuição dos pais, afirma a endocrinologista Angela Spinola e Castro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
"Se a criança vem de uma casa onde as pessoas comem sem restrição, não vai aceitar isso", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Fonte: G1)

quarta-feira, 3 de março de 2010

ENFRENTAMENTO: OBESIDADE INFANTIL!

Colesterol alto, hipertensão, resistência a insulina: doenças de adultos vão se tornando cada vez mais frequentes nos consultórios pediátricos por causa da obesidade, que avança perigosamente entre os pequenos. Família, escola e governo precisam somar forças para evitar que a próxima geração seja campeã em problemas cardiovasculares.
Os números assustam: 40% dos alunos de instituições de ensino privadas estão com excesso de peso. Os mais atingidos são os meninos – em média, 29,8% dos que têm entre 7 e 10 anos ante 20,3% das meninas de mesma idade já são obesos, informa o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo.
Nas escolas públicas, o quadro também é grave: 23% dos estudantes têm sobrepeso. As estatísticas são de 2002, mas continuam atualíssimas, segundo os especialistas.
Dados do IBGE mostram que em 30 anos o número de brasileirinhos obesos triplicou. O aumento é observado sobretudo nas zonas urbanas das regiões Sul e Sudeste e em alguns locais do Nordeste.
Um estudo coordenado por Fisberg radiografou a alimentação de crianças de 2 a 6 anos de creches públicas e privadas de nove cidades em 2007, revelando um cenário alarmante: uma em quatro está acima do peso e, de cada dez, uma já é obesa.
Por causa da obesidade, cada vez mais os pequenos apresentam distúrbios que só apareciam na idade adulta: pressão alta, colesterol elevado, resistência à insulina (que precede o aparecimento de diabetes) e apneia do sono (breves interrupções da respiração que atrapalham o descanso).
Segundo cálculos da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, 60% das crianças entre 6 e 12 anos acima do peso já apresentam pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular, o que tende a reduzir sua expectativa de vida. Não deixa de ser irônico. Afinal, graças aos avanços da medicina, essa geração poderia viver até os 100 anos.
“O maior desafio da pediatria neste milênio é a prevenção das doenças crônicas”, afirma Durval Damiani, chefe da Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP.
Caiu por terra o velho conceito de que a obesidade se resolve com o crescimento: “Estamos diante de um grave problema de saúde pública. Ou tratamos já ou em 20 anos os hospitais estarão abarrotados de pessoas sofrendo complicações do excesso de peso”, adverte ele. Isso sem contar os danos psicológicos por causa da discriminação dos colegas. (Por Cristina Nabuco-www.claudia.com.br)


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

LET'S MOVE!

A Primeira-Dama americana, Michelle Obama, assumiu a essencial tarefa de demonstrar a necessidade de se estancar a epidemia de obesidade infantil naquele país. Foi lançado um programa, denominado Let's Move (Agite-se, Mexa-se), recentemente.
"Let's Move" é um movimento, uma parceria público-privada que, pela primeira vez, estabelece metas nacionais para acabar com a obesidade infantil em uma geração.
A obesidade infantil nos Estados Unidos triplicou nos últimos 30 anos, e hoje, uma em cada três crianças americanas está acima do peso ou obesa.
Esta geração está a caminho de ser a primeira geração na América que é menos saudável do que os seus pais. Isso é considerado um ultraje e precisa ser eliminado. Ela diz: "Nós não temos tempo para esperar para fazer algo sobre isso".
"Let's Move" tem quatro pilares:
1 - Oferecer aos pais ferramentas e informações que necessitam para tomar melhores decisões sobre a nutrição de seus filhos.
2 - Oferecer alimentos mais saudáveis nas escolas.
3 - Melhorar a acessibilidade e colocar à disponibilidade alimentos saudáveis. 
4 - Atividade física - aumento das oportunidades para as crianças brincarem e se moverem. 
(Fonte: WEB.MD)