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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

VIVITROL mensal - para dependência de opiáceos

ANALGÉSICO OPIOIDE: VICODIN
Novos tratamentos para a dependência de heroína ou de analgésicos prometem alívio mais duradouro. O FDA, órgão que regulamenta o uso medicamentos nos EUA, aprovou um novo remédio, cuja dose é mensal, e um implante de seis meses está em fase final de testes.
Há tempo, as principais opções de tratamento são medicações diárias --a controversa metadona ou um comprimido chamado buprenorfina--, que funcionam como substitutos da droga para suprimir a abstinência e a fissura sem o mesmo efeito.
Pular uma dose pode levar a uma recaída, mas ter força de vontade para continuar com o tratamento é "uma tarefa gigantesca", disse Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas.
Na semana passada, o FDA aprovou o remédio mensal Vivitrol no tratamento a longo prazo da dependência de opiáceos --para a heroína ou a analgésicos como morfina, OxyContin e Vicodin.
Vivitrol funciona de uma forma diferente que a metadona e a buprenorfina: ele bloqueia o efeito da droga se um dependente em recuperação tem uma recaída, e ainda não vicia.
Os cientistas haviam tentado uma versão diária do ingrediente do Vivitrol --naltrextone-- anos atrás, mas muitos pacientes não tomavam os comprimidos. Então a farmacêutica Alkermes Inc. criou a versão mais duradoura, primeiro para o alcoolismo, em 2006, e agora para a dependência de opiáceos.
Em um estudo com 250 dependentes de opiáceos na Rússia, mais de metade dos beneficiários que tomaram Vivitrol continuaram com a terapia durante o experimento de seis meses. Ao fim do teste, 36% dos dependentes se livraram completamente das drogas, em comparação a 23% que receberam placebo.
Outra solução seria um implante subcutâneo do tamanho de um palito de fósforo que, por seis meses, lentamente goteja uma baixa dose de buprenorfina na corrente sanguínea, a fim de manter o desejo saciado. Um grande estudo publicado na semana passada considerou o implante, chamado Probuphine, promissor --pouco mais de um terço dos pacientes testados também abandonaram as drogas.
A pesquisa em curso, em parte financiada pelo governo, deve ficar pronta no ano que vem para a avaliação da FDA.
Que abordagem irá funcionar melhor para a paciente? Os cientistas ainda não sabem, há prós e contras de versões diárias e de longa duração.
Mas as opções mais duradouras prometem ajudar a manter os pacientes na linha por mais tempo.
"Viciados em opiáceos notoriamente não sabem lidar com a medicação. Eles gostam de tirar férias dos remédios, e gostam de festa aos fins de semana", diz Katherine Beebe da Titan Pharmaceuticals, que está desenvolvendo o implante Probuphine.
As opções de ação prolongada também podem ajudar a fazer do tratamento do abuso de substância mais uma parte da medicina tradicional.
"Para que esses medicamentos trabalhem de forma eficaz, você precisa tomá-los por longos períodos de tempo", disse Patrick O'Connor, da Universidade Yale School of Medicine.
"Nós estamos realmente lutando para fazer com que as pessoas e os médicos pensem no problema como mais uma doença crônica --como diabetes, câncer, ou uma doença pulmonar crônica-- e não impor nenhum estigma a ele."
Cerca de 800.000 pessoas nos EUA são viciadas em heroína, e outras 1,8 milhão abusam ou são dependente de analgésicos opioides, segundo Volkow.
(Fonte: Site Folha-SIS.SAÚDE)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

COMPULSÃO POR JOGOS

JOGOS
Jogadores compulsivos podem se recuperar da dependência mesmo sem parar de apostar. É o que sugere um levantamento publicado na última edição do periódico médico "Addiction".
O estudo, conduzido por pesquisadores das universidades do Missouri, EUA, e de Sydney, Austrália, avaliou o papel da abstenção na vida de 104 pessoas com algum histórico de jogo patológico.
Foram organizados três grupos, de acordo com o grau de adição que apresentavam no momento estudado. A cada um deles foi aplicado um questionário para apurar com que frequência mantinham o hábito.
Entre aqueles que não apresentavam mais sintomas de dependência, 90% continuavam jogando eventualmente, mas três vezes menos do que no grupo em que a compulsão era maior.
A conclusão do estudo é que tais dependentes se recuperaram sem ter recorrido à abstinência, simplesmente convertendo o vício em um hábito recreativo.
"ILUSÃO"
Mas, para o psiquiatra Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas, os dados da pesquisa não permitem concluir que aqueles que jogavam de forma eventual estejam automaticamente curados da dependência.
"O estudo é uma foto de um momento. Não dá para determinar qual o caminho que os dependentes que jogam eventualmente irão tomar, se vão se recuperar ou regredir", afirma.
Segundo o médico, a abstinência ainda é a meta mais segura para superar a compulsão. "Quando falamos em dependência, sempre temos que ter em mente a possibilidade de o paciente ter recaídas e voltar a apostar."
O psiquiatra Henrique Botura, especialista em jogos patológicos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, concorda:  "O sonho de todo compulsivo é jogar moderadamente. Uma afirmação como essa da pesquisa poderia alimentar uma ilusão falsa, de que ele voltaria a jogar sem se comprometer."
Para Botura, uma mera aposta pode fazer com que a pessoa relembre o prazer que tinha quando seu comportamento era compulsivo.
"O jogo não é tão inocente quanto parece. A escala de fissura do jogador é maior do que a do alcoólatra e só perde para a do dependente de cocaína", diz. (Fonte: folha.com./equilibrioesaude)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DROGAS DE ABUSO

Quanto mais precoce o consumo de uma droga de abuso, mais o indivíduo se torna vulnerável à dependência. Foi o que mostrou um estudo com camundongos conduzido no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).
Ao administrar doses de álcool em animais adolescentes e adultos, os pesquisadores constataram que os mais jovens apresentaram uma compulsão maior ao consumo após um período de abstinência.
Segundo os pesquisadores, o resultado também pode valer para outros tipos de drogas de abuso, que englobam desde anfetaminas até entorpecentes pesados como cocaína e heroína, passando pelo cigarro e pelo álcool.
“Drogas de abuso são aquelas que induzem à fissura pelo seu consumo seja pelo prazer proporcionado, seja pelos efeitos desagradáveis que a interrupção de seu uso provoca”, disse a coordenadora da pesquisa, Rosana Camarini, professora do ICB-USP, à Agência FAPESP.
O trabalho, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, terá seus resultados apresentados na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que começou na quarta-feira (25/8) e vai até sábado em Águas de Lindoia (SP).
Rosana analisou quatro grupos de camundongos: adolescentes que recebiam doses de álcool e adolescentes tratados com solução salina e adultos divididos nessas mesmas categorias (com e sem a administração de álcool).
Entre as diferenças observadas está que os adolescentes que receberam álcool apresentaram tolerância à droga, enquanto que os camundongos mais velhos sob o mesmo tratamento responderam com uma sensibilização ao álcool.
Rosana conta que ambos são fenômenos neuroadaptativos provocados pelo uso contínuo da droga. A sensibilização é um aumento do efeito que a droga apresenta ao longo de um período de consumo.
Já a tolerância, observada nos animais adolescentes, significa a redução desses efeitos. Nesse caso, o indivíduo precisará de doses maiores do produto para conseguir obter as mesmas sensações proporcionadas pelas doses iniciais.
Em uma outra etapa, os pesquisadores separaram os camundongos adolescentes e adultos que haviam recebido álcool. Colocados individualmente em uma gaiola, cada um poderia escolher entre dois recipientes, um com água e outro com álcool. O frasco com etanol continha doses que eram aumentadas gradualmente, de 2% a 10%.
“Nessa etapa, não detectamos diferenças entre os dois grupos. Porém, após a dose de 10%, resolvemos retirar o álcool para estabelecer um período de abstinência”, disse a professora da USP, explicando que se trata de um teste para verificar se o animal se tornou ou não dependente da droga.
Ao serem novamente expostos ao álcool, os animais mais jovens começaram a beber gradativamente mais, enquanto que os adultos mantiveram o consumo que apresentavam antes da abstinência.
Já os animais controle, tratados previamente com solução salina, não apresentaram um aumento no consumo ao serem expostos ao álcool em ocasiões diferentes. E isso se verificou tanto nos indivíduos jovens como nos adultos.
Rosana ressalta que nessa etapa da pesquisa os animais tratados com álcool na adolescência já estavam adultos, considerando que a adolescência dos camundongos dura apenas 15 dias.
O que podemos concluir dessa experiência é que o contato prévio do adolescente com o etanol acaba induzindo alguma modificação que faz com que, quando adultos, eles fiquem muito mais vulneráveis ao consumo”, disse a pesquisadora. Isso ocorre porque a droga provoca alterações neuroquímicas que interferem no processo de formação do cérebro do adolescente.
Um bom exemplo é que os adolescentes apresentam uma liberação bem maior de glutamato quando expostos ao álcool, se comparados aos adultos. Esse aminoácido tem efeito excitatório sobre o sistema nervoso central.
“O consumo de álcool aumenta o número de receptores para o glutamato e, quando se retira a droga, permanecem inúmeros receptores ávidos por esse aminoácido que não está mais lá”, disse. Convulsões associadas à abstinência, por exemplo, estão relacionadas ao glutamato.
Por essa razão, Rosana estima que indivíduos com experiência precoce com drogas tenham maior probabilidade de apresentar síndromes de abstinência mais severas.
Outro efeito do álcool sobre organismos jovens seria a redução da proteína Creb, responsável pela transcrição de determinados genes. Vários estudos feitos com animais aplodeficientes de Creb mostraram que isso provocava um consumo maior de álcool.
A redução desse mesmo neurotransmissor também é observada em indivíduos que consumiram álcool durante a adolescência.
“Parece que todas essas alterações neuroquímicas observadas nos adolescentes estão relacionadas ao fato de eles quererem consumir mais álcool”, disse. As drogas interferem no processo de remodulação do sistema nervoso central que ocorre durante a adolescência.
Essas transformações neuroquímicas explicam alguns comportamentos típicos dessa fase da vida, como a propensão a correr mais riscos e a procura por experiências que causem euforia.
Rosana cita, como exemplo, a presença maior de dopamina na região do córtex pré-frontal do cérebro adolescente. Trata-se de uma área relacionada a analisar riscos e tomar decisões e que, além de não estar totalmente formada na adolescência, recebe dopamina em doses maiores que a de um adulto. “A presença das drogas de abuso interfere nesse processo natural que já é bem complicado”, pontuou.
Os efeitos observados levaram os autores do estudo a reforçar a importância de aplicações de políticas públicas para proteger o adolescente. Como exemplo, a professora do ICB-USP cita a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.
Leis como essa se justificam, pois o contato precoce com a droga pode resultar posteriormente em uma vulnerabilidade maior à dependência quando a pessoa é exposta novamente à droga, em comparação àqueles que não tiveram essa experiência prévia”, afirmou.
(Fonte: Fabio Reynol - FAPESP)

terça-feira, 13 de julho de 2010

ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA

Psiquiatras aplicam ondas magnéticas em regiões específicas do cérebro para tratar dependentes de cocaína. Técnica, já usada contra depressão, difere da eletroconvulsoterapia, em que o cérebro recebe uma descarga elétrica.
Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da USP estão testando o uso da estimulação magnética do cérebro para conter a fissura de pessoas dependentes de cocaína em pó e ´´reorganizar´´ o funcionamento cerebral.
A técnica, chamada estimulação magnética transcraniana, é usada aqui desde 2006 no tratamento de depressão. Segundo os médicos, não é invasiva e quase sem efeitos colaterais.
Essa é a primeira vez que pesquisadores brasileiros resolvem investigar se os benefícios do método podem ser estendidos para dependentes crônicos da droga.
Um grupo de Israel, por exemplo, estudou os efeitos da estimulação contra a fissura provocada pelo tabaco. Os resultados mostram uma queda no desejo pela droga nos primeiros três meses.
Segundo o último levantamento da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), 2,9% da população brasileira já usou cocaína ao menos uma vez na vida. E 7,7% dos universitários experimentaram a droga ao menos uma vez.
O psiquiatra Phillip Leite Ribeiro, responsável pelo teste na USP, explica que a ação da cocaína desorganiza os circuitos cerebrais, alterando o funcionamento das redes de neurônios. ´´A consequência é uma pessoa dependente da cocaína, com dificuldade de raciocínio e de decisão´´, diz Ribeiro. 
A estimulação magnética transcraniana é aplicada em consultório, sem anestesia. O paciente usa uma touca de natação e o médico aproxima o aparelho na região do cérebro a ser tratada. As ondas penetram cerca de 2 cm. No caso da cocaína, o local exato da aplicação não foi divulgado por se tratar de algo ainda em estudo. As sessões são feitas durante 20 dias e duram 15 minutos. Custam, em média, R$ 400 cada uma.
Após um mês, o paciente faz tratamento para prevenir recaídas. Por enquanto, os resultados preliminares mostram que há, de fato, uma diminuição na fissura.
E, ao contrário do que parece, a estimulação magnética não provoca choques. É bem diferente da eletroconvulsoterapia -método em que o cérebro recebe uma descarga elétrica generalizada, entrando em convulsão.
´´A estimulação transcraniana gera um campo magnético com uma pequena corrente elétrica. A ação é local´´, afirma Ribeiro. 
Segundo Paulo Silva Belmonte de Abreu, chefe do serviço de psiquiatria do HC de Porto Alegre e presidente da Associação Brasileira de Estimulação Magnética Transcraniana, embora seja reconhecida, a técnica não é muito usada no país.
´´Ela tem efeitos positivos na depressão, em psicoses que provocam alterações auditivas [como esquizofrenia], no tratamento da dor fantasma. Mesmo assim, poucos centros a usam, ainda tem muito preconceito´´, avalia.
Para Abreu, é importante que o método seja testado para tratar outros problemas. ´´É uma ferramenta não invasiva que não lesa o cérebro. Quando não atinge os efeitos desejados, ela não faz mal.´´
Segundo Abreu, a única contraindicação é para pessoas com histórico de convulsão -a aplicação pode desencadear uma crise. Os principais efeitos colaterais são leve dor local e desconforto durante a aplicação.
O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, é mais cauteloso.
´´É uma técnica que está sendo estudada para vários tipos de transtornos, mas não é totalmente eficaz. O que se sabe é que ela modifica circuitos neuronais, mas ainda não é possível dizer que resolve o problema´´, diz. (Fonte: Fernanda Bassette-Folha de São Paulo/OBID/ABEAD)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

KIT FISSURA



A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, está distribuindo um "kit fissura" para pacientes dependentes de cigarros e que são atendidos no Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas).
Segundo a Dra. Luizemir Lago, coordenadora do Cratod, o kit foi inventado por nutricionistas para amenizar a ansiedade dos pacientes, especialmente na primeira semana de tratamento. "O cigarro diminui o apetite e altera o paladar. Sem o tabaco, os pacientes voltam a sentir o sabor dos alimentos e começam a "beliscar" chocolates e balas, o que pode levar ao aumento de peso. Não é um tratamento, é uma estratégia para satisfazer a necessidade de mastigar algum alimento com sabor adocicado, mas que não engorde", ela explica.
O kit tem fibras naturais, damasco seco, uva-passa, casca de laranja, dentes de cravo e pau de canela, entregues gratuitamente.
Segundo a Dra.Luizemir, quando o paciente mastiga esses alimentos, ele muda o foco do cérebro, que ainda sente falta do cigarro. A ideia é que o kit seja consumido junto com a medicação. (Fonte:Boletim ABEAD-87a.edição - p/deferência especial de Sabrina Presman)