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domingo, 6 de março de 2011

FILHOS DA AIDS

Uma das mais importantes vitórias da ciência foi conseguir evitar que os filhos de gestantes com Aids também se tornassem soropositivos ao nascer. Com o acompanhamento da gestação e pós-gestação, mesmo que o bebê tenha sido infectado durante o parto, ele pode ter a sorotipagem negativada e crescer livre da doença. A mãe, no entanto, não pode amamentar. Só 2% dos casos são irreversíveis.
Para a presidente da Sociedade de Infectologia do Paraná e diretora técnica do Departamento de Infecção e DST/Aids do Hospital Oswaldo Cruz, Rosana Camargo, o aumento de casos de aids envolvendo mulheres no Brasil em relação ao dos homens tem relação com o machismo da sociedade. Os pais falam mais para os filhos sobre a necessidade e importância do uso da camisinha do que para as filhas.
Se hoje as mulheres parecem estar mais vulneráveis, no passado não era assim. Acreditava-se à época que a Aids estaria restrita à alguns grupos como, por exemplo, os homossexuais.
Em Curitiba, por exemplo, o primeiro registro – em 1984 – seguiu o que se pensava. O paciente era um homem, homossexual, internado no Hospital Oswaldo Cruz, hoje um centro de referência.
Outra característica é que ele pertencia a uma classe social elevada. A realidade atual é muito diferente. A maior parte dos registros está relacionada ao público feminino e heterossexual.

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