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domingo, 6 de março de 2011

HIV CONTINUA "FAZENDO A FESTA"

SEM PROTEÇÃO NÃO DÁ
  Camisinha sai de moda e HIV faz a festa
Campanha deste ano investe na conscientização de mulheres entre 15 e 24 anos,
faixa etária em que a Aids avança de forma preocupante
No país, 32 pessoas morrem por dia em decorrência da Aids. Na região Sul, são sete óbitos diários. Só no Paraná, são três mortes a cada dois dias. Os dados, referentes à 2008, são do portal da Aids do Ministério da Saúde.
O mais alarmante é que os números têm aumentado a cada ano: só na última década, foram notificados 383 mil casos dos 592 mil acumulados desde 1980. As autoridades alertam que o principal canal de contato é o sexual, resultado da falta de proteção principalmente entre mulheres jovens.
Apesar do avanço da medicina e dos tratamentos disponíveis, o comportamento de risco, principalmente sexual, ainda é a maior porta de entrada para o vírus HIV. Prova disso, é que pesquisa do mesmo Portal revelou que apenas 35,1% dos entrevistados usaram preservativos na última relação sexual com qualquer parceria. Na região Sul, o percentual é ainda pior: 36%. Os índices caem ainda mais quando a pergunta muda para todas as relações com qualquer parceria: 20,6% no Brasil e 21,2% no Sul.
Com a camisinha fora de moda quem tem feito a festa é o vírus HIV. Na tentativa de atingir as mulheres jovens, a campanha de Carnaval – ‘‘Sem Camisinha Não Dá’’ – do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde é voltada às mulheres com idades entre 15 e 24 anos, para que elas incentivem e exijam que seus parceiros usem preservativo.
O boletim epidemiológico 2010 aponta que na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres: oito casos em meninos para cada dez casos em meninas.
A coordenadora do programa estadual de controle de DST/Aids, Kathia Adriana Moreira, reforça a tendência de feminilização da Aids também no Estado, por causa do número cada vez maior de mulheres jovens infectadas. Ela confirma que o não uso de preservativo entre os jovens é muito preocupante. ‘‘A camisinha está fora de moda. As meninas têm mais medo de engravidar, e a pílula resolve isso, do que se contaminar.
Portanto, o mais importante é fazer com que os jovens entendam que o mais importante é a prevenção’’, comenta. Por isso, a estratégia é distribuir preservativos masculinos para que as mulheres de 15 a 24 anos incentivem seus parceiros a se protegerem. Dos 84 milhões de preservativos masculino repassados pelo Governo Federal, o Paraná recebeu 2,6 milhões.
O Paraná tem 25.027 casos de Aids notificados, com predominância do sexo masculino (65%) em relação ao feminino (35%). Desde 2006, no entanto, a situação é invertida na faixa etária de 15 a 19 anos. Nos últimos quatro anos foram positivados 24 casos entre homens (31,16%) e 53 (68,83%) entre mulheres.
A região de Paranaguá é a que apresenta a maior incidência de casos: 30,52 casos/100 mil habitantes, em 2010; em segundo vem Foz do Iguaçu, com 16,71/100 mil habitantes; na região metropolitana de Curitiba, a relação é de 11,83/100 mil habitantes.

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