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domingo, 29 de abril de 2012

ESCORREGADOR: PAIS DEVEM ESTAR ATENTOS!


Médicos alertam para risco de descer pelo escorregador com a criança no colo
Tara Parker Pope - The New York Times

  • Brainpix
    A socialite americana Kourtney Kardashian desce no escorregador com o filho Mason no colo (22/1/2011); apesar do intuito de proteger a criança, médicos alertam que a prática pode resultar em fraturas
    A socialite americana Kourtney Kardashian desce no escorregador com o filho Mason no colo (22/1/2011); apesar do intuito de proteger a criança, médicos alertam que a prática pode resultar em fraturas

  • Na última primavera, Katie Dickman, de Dunkirk, Maryland, estava no parquinho com Hannah, sua bebê de um ano e meio, quando a menininha pediu para descer no escorregador. Dickman acompanhou sua filha, segurando-a cuidadosamente em seu colo enquanto elas desciam até o chão. 
    Mas, de repente, o tênis de Hannah ficou preso na lateral do escorregador. Apesar de Dickman ter segurado a perna e soltado o pé de sua filha, no momento em que elas chegaram ao chão, a menina estava choramingando e não conseguia mais andar. Uma visita posterior ao médico revelou uma tíbia fraturada. "Minha esposa só estava tentando deixar Hannah mais segura e garantir que ela não caísse", afirmou o pai de Hannah, Jed Dickman. "Ela se sentiu muito culpada com isso." 
    A família Dickman logo aprendeu que esses ferimentos são surpreendentemente comuns. Ainda que não existam estatísticas nacionais, especialistas em ortopedia afirmam tratar todos os anos de um grande número de bebês e de crianças pequenas que quebraram a perna ao descer pelo escorregador no colo dos pais. 
    Um estudo do Hospital Universitário Winthrop, em Mineola, Nova York, descobriu que quase 14% das fraturas nas pernas de pacientes pediátricos durante um período de 11 meses envolviam bebês descendo em escorregadores no colo dos pais. 
    Edward Holt, cirurgião ortopédico no Centro Médico Anne Arundel em Anápolis, responsável pelo tratamento do ferimento de Hannah, em abril do ano passado, contou que há duas semanas tratou um menino de 4 anos que se machucou quando descia o escorregador no colo de seu pai. 
    "Essa fratura é completamente evitável", afirmou Holt, que criou um cartaz para ser afixado nos consultórios de pediatras da região, além de um vídeo no YouTube alertando os pais para o perigo. 
    Esse pode ser um daqueles casos contraintuitivos, nos quais a criança está mais segura quando está sozinha. Caso o pé fique preso quando a criança está descendo sozinha, ou ela para de se mover, ou se debate até que o pé acabe se soltando. Mas quando a criança está sentada no colo de um adulto, a força do peso do adulto acaba quebrando sua perna. 
    A fratura geralmente é tratada com um gesso que vai do pé até acima do joelho; a boa notícia é que não é necessário fazer cirurgias ou ajustes. A criança usa o gesso por um período de quatro a seis semanas e não há sequelas duradouras. 
    Mas o dano não é apenas físico. "Os pais sempre ficam arrasados pelo fato de terem quebrado a perna de seu filho e ficam perplexos por ninguém jamais ter dito que isso podia acontecer", afirmou Holt. "Às vezes, um dos pais fica irritado com aquele que causou a fratura na criança. Isso pode trazer consequências reais para as famílias, e eu odeio ver isso acontecendo." 
    O estudo foi realizado em Mineola por John Gaffney, especialista em ortopedia pediátrica no Winthrop, depois que ele tratou um grande número de fraturas ocorridas em escorregadores. Os dados dos hospitais indicam que todas as fraturas ocorridas em escorregadores envolviam uma criança com menos de 3 anos descendo no colo de um adulto. A fratura pode não ser óbvia, mas normalmente a criança demonstra dor e não é capaz de se apoiar na perna afetada. 
    Gaffney afirmou ter tratado de três crianças com fraturas ocorridas em escorregadores, após descerem nos colos de uma avó, um pai e uma babá. 
    "Basta que o tempo fique mais quente e isso começa a acontecer", afirmou. "Isso é algo tão comum, mas mesmo assim os pais dizem: 'Como eu nunca ouvi falar disso? Eu achei que estivesse fazendo algo bom ao colocar meu filho no meu colo'." 
    Andy Dworkin, um ex-jornalista que está estudando medicina em Portland, no Oregon, afirmou que seu filho Felix, que na época tinha um ano e meio, estava brincando com um amiguinho em sua escola primária, quando quiseram brincar no escorregador. Felix desceu primeiro, no colo de sua mãe, mas seu sapatinho com sola de borracha ficou preso no escorregador e ele começou a gritar quando chegou ao final. 
    Outra mãe, no alto do escorregador com seu filho de 17 meses, desceu rapidamente para tentar ajudar. Mas logo em seguida o menino estava chorando também. Na sala de emergência, descobriu-se que os dois meninos haviam fraturado as pernas e eles receberam gesso laranja e azul. 
    "E fiquei surpreso com a facilidade que uma criança quebra a perna em um parquinho", contou Dworkin, que escreveu a respeito de sua experiência no jornal de sua cidade, o The Oregonian. "Eu fiquei ainda mais surpreso com a indiferença da equipe do hospital sobre o acontecido. Eles afirmaram que veem isso o tempo todo." 
    Ambos os meninos se recuperaram completamente. Felix hoje tem três anos e meio e não se lembra do acidente, mas agora só desce em escorregadores pequenos e tem medo de escorregadores grandes e que façam curva, segundo Dworkin. 
    Sozinha, mas com supervisão 
    Holt afirmou que não gostaria de encorajar os pais a deixar de levar seus filhos ao parquinho ou a impedi-los de brincar no escorregador, mas queria informar as pessoas dos riscos de descer pelo escorregador com uma criança no colo. 
    Para prevenir ferimentos, a melhor solução é permitir que a criança desça sozinha, com supervisão e instruções de como brincar com segurança. Crianças pequenas podem ser colocadas no escorregador na metade do caminho, com um dos pais ao seu lado. Ou, no pior dos casos, os pais devem tirar os sapatos da criança antes de descer pelo escorregador com ela no colo, além de garantir que suas pernas não toquem as laterais ou a superfície do escorregador. 
    "Eu não estou dizendo que precisamos criar um mundo inteiro feito de borracha e isolar as crianças", afirmou. "Mas isso é algo completamente previsível e evitável. É por isso que quero que todos saibam, para que acidentes desse tipo não voltem a ocorrer."
    FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/04/29/medicos-alertam-para-risco-de-descer-pelo-escorregador-com-a-crianca-no-colo.htm

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