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domingo, 26 de setembro de 2010

CORAÇÃO DE CRIANÇA TAMBÉM SOFRE


MANOELA E SUA MÃE, PATRICIA KAWASSAKI:
TUDO ÓTIMO!

De acordo com a cardiologista pediátrica Cristhiane Ikeda, estudos mostram uma incidência entre 2 a 10 bebês com doenças cardíacas para cada mil nascimentos. Apesar de o número ser relativamente baixo, os pediatras e neonatologistas estão cada vez mais vigilantes para detectar o problema rapidamente e oferecer tratamento, sendo que a maioria das cardiopatias congênitas são encaminhadas dentro do primeiro ano de vida.
‘‘Atualmente temos à disposição o ecocardiograma, ferramenta fundamental no diagnóstico e acompanhamento das cardiopatias em crianças. Por isso, o diagnóstico tem ficado cada vez mais frequente’’, comenta. Existe também a ecocardiografia fetal, que permite visualizar o coração da criança ainda no útero materno.
As técnicas cirúrgicas para bebês também evoluíram nos últimos anos. A médica explica que atualmente uma cirurgia cardíaca pode acontecer até no primeiro dia de vida de um bebê, se necessário. ‘‘Há algum tempo era preciso esperar que a criança atingisse os 10 quilos. Hoje, isso não ocorre’’, ressalta Cristhiane Ikeda.
Sobre as doenças cianóticas, aquelas que os bebês ficam roxinhos, que mais atingem os recém-natos, a médica enumera: transposição das grandes artérias (quando estão invertidas as artérias aorta e pulmonar) e ‘‘Tetralogia de Fallot’’, um tipo de malformação cardíaca. Dentre as não cianóticas: a comunicação interventricular, comunicação interatrial e persistência de canal arterial.
Já quando a criança é encaminhada ao cardiologista acima de 2 anos, há chance bem maior de se tratar apenas de um ‘‘sopro funcional ou inocente’’, quando, após investigação necessária, o paciente pode acompanhar clinicamente com o seu pediatra e ter uma vida normal, sem restrições.
Resultado positivo
Quem vê a pequena Manoella, de um ano e um mês, ensaiando os primeiros passos, sorrindo e brincando, não acredita que há poucos dias ela estava internada após passar por uma cirurgia para corrigir uma falha no coração. Manu, como é chamada pela família, tinha uma doença conhecida como Comunicação Interatrial (CIA), que traz inúmeras cardiopatias pela vulnerabilidade do organismo.
Apesar do final feliz, foram meses de angústia da família e principalmente para a mãe, a pedagoga Patricia Kawassaki, que relembrou todo o sofrimento que já passara com as outras duas filhas mais velhas. ‘‘As duas foram diagnosticadas com a mesma doença. A mais velha, que hoje está com 18 anos, precisou fazer a cirurgia. A outra, não. Foi muito difícil passar por tudo de novo’’, conta.
Ainda que a cirurgia seja considerada a mais simples da área cardíaca, o procedimento é invasivo. ‘‘Tiveram que abrir o peito dela, parar o coraçãozinho, para então corrigir a falha. Foram quatro horas de procedimento e mais quatro dias de UTI. É difícil ver seu bebê ali.’’
Tudo valeu a pena pelo resultado positivo. ‘‘A cirurgia foi 100%. O melhor é saber que ela não vai precisar passar por isso novamente. Estou otimista e sei que ela vai ter uma vida normal’’, diz a mãe.
(Fonte: Marian.Trigueiros e Wilham Santin - Folha de Londrina)

2 comentários:

  1. o meu filho tem 1ano e 10 meses,os medicoS disserao Q ele nasceu com diStubo no coraçao ,opulmao bombeia sangue pro coraçao e o sangue fica la dentro to desesperada

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    1. Hoje há conhecimento para auxiliar o seu filho. Lucidez para enfrentar esta situação. Confie em nossa medicina e procure ficar o mais serena possível, pois você e' essencial neste processo de tratamento de seu filho. Coragem e boa sorte. Grande abraço.

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