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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

JALECO MÉDICO: FONTE DE CONTAMINAÇÃO

USO CONSCIENTE (?) DO AVENTAL/JALECO MÉDICO
Em vez de proteger o usuário, o jaleco médico - indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor - pode ser fonte de contaminação. É o que indica um estudo realizado por alunas da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), campus de Sorocaba, e divulgada nesta quarta-feira (22). Das amostras analisadas, 95,83% estavam contaminadas.
Entre os micro-organismos identificados nos jalecos está o Staphilococcus aureus, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar. A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.
A proposta surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco.
O objetivo foi comparar a microbiota - conjunto de micro-organismos que habitam um ecossistema - existente nos jalecos, sobretudo na região do punho e na pele dessas pessoas, com a dos não usuários.
Foram avaliados 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria de clínica médica do hospital. A metade usava jalecos de mangas longas e a outra metade não.
Fernanda Dias explica a altíssima taxa de contaminação verificada a partir da análise.
"Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos poderem permanecer entre dez e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster". 
A PUC-SP pretende aprofundar os estudos para encaminhá-los à OMS.
(Fonte: R7 Notícias/SIS.SAÚDE)

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