Meio mundo sofre de gastrite, mas a maioria não sabe por que a inflamação da mucosa estomacal não tem sintomas específicos.
“Desconforto e mal-estar são mau funcionamento, não necessariamente gastrite”, afirma o gastroenterologista Eduardo André, professor convidado da Unifesp.
Por ser ácida, a mucosa tem rápida regeneração. Mas há uma gastrite específica, relativamente difícil de aparecer, que merece atenção. “Quando ela é do tipo atrófico, a mucosa atrofia, a secreção diminui, a capacidade de regeneração se reduz e outras complicações podem aparecer.”
Por outras complicações entenda-se úlcera e câncer gástricos. Essa gastrite é geralmente causada pela bactéria H. pylori, quando ela se instala em um ponto específico do estômago. E o câncer pode aparecer se houver também histórico familiar, stress, abuso de álcool ou de embutidos.
Por que se tratar
Dá para conviver com a gastrite quando ela é comum. Mas ninguém merece viver com azia e acidez estomacal. Use remédios específicos ou mude a alimentação — quem precisa de mortadela?
O que há de novo
Costuma ser sintomático — mas esqueça os antiácidos, que podem piorar o quadro. No caso de crise de gastrite aguda, é preciso reduzir a secreção gástrica. “O tratamento mais moderno é feito com inibidores de bomba de prótons”, diz André. Eles, que também tratam úlceras, diminuem a atividade de uma proteína, bloqueando a liberação de ácidos. (Fonte: Gustavo Simon/WomensHealth)

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