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domingo, 7 de março de 2010

TDAH e RESPIRAÇÃO BUCAL

Os médicos estão cada vez mais convencidos de que o nariz, órgão essencial para a nossa respiração, se não utilizado adequadamente, pode estar por trás de um inesperado efeito dominó.
“Quando as crianças respiram pela boca, o cérebro recebe pouco oxigênio, o que prejudica a capacidade de atenção e o rendimento escolar”, afirma o otorrinolaringologista Manuel de Nóbrega, da Universidade Federal de São Paulo.
Essa relação é tão estreita que uma pesquisa inédita, realizada na Universidade de São Paulo, revela que a respiração bucal pode desencadear ou agravar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças.
A ortodontista Carolina Marins, autora do estudo, confirmou o elo após acompanhar meninos e meninas com o problema “Aqueles que voltaram a respirar pelo nariz apresentaram uma melhora impressionante no desempenho escolar e no quadro de TDAH”, conta ela.
É bom que fique claro: nem toda criança que respira pela boca está fadada a ter déficit de atenção e hiperatividade. “Cada coisa é uma coisa, e apenas em alguns casos os dois problemas estão relacionados”, alerta a fonoaudióloga Janete Barbosa, de Porto Alegre, que há 20 anos cuida de crianças com a síndrome da respiração bucal (SRB). Como os dois distúrbios comprometem o aprendizado infantil, muita gente se confunde. Daí, ela sugere um time de especialistas para fazer o diagnóstico correto.
O psicólogo ou o psiquiatra podem confirmar se é mesmo um caso de TDAH. Já o otorrinolaringologista, o odontopediatra e o fonoaudiólogo irão investigar o que está impedindo o pequeno de respirar pelo nariz. Para confirmar a relação entre a respiração bucal e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, a pesquisadora Carolina Marins reuniu 17 garotos e garotas. Todos eles tomavam medicamentos para o TDAH e apresentavam problemas de dentição e fala, causados pela respiração incorreta. Metade dos voluntários foi submetida a tratamento ortodôntico e fonoaudiológico. “As demais crianças continuaram apenas com a medicação”, relata Carolina. Depois de 18 meses, o primeiro grupo não só voltou a respirar pelo nariz como teve uma grande melhora na atenção e no rendimento escolar. “Os resultados foram tão positivos que apenas duas crianças precisaram continuar com os remédios”, diz. (Fonte: Revista Saúde)

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