Assim como as proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, as gorduras são importantes para o organismo e devem, sim, fazer parte de uma alimentação saudável.
A nutricionista funcional Mirela Ferreira, de Londrina, explica que a gordura compõe os tecidos do corpo e é isolante térmico.
Além disso, é fundamental na produção de hormônios, principalmente os femininos e masculinos, e ajuda a deixar a membrana celular mais flexível para a entrada de nutrientes. Ou seja, sem gordura, toda a ingestão de vitaminas e minerais presentes nas frutas, verduras, legumes e cereais pode ficar comprometida. ''E isso pode gerar doenças'', alerta.
Mas é preciso diferenciar os tipos de gordura, até porque nem todas são bem-vindas.
As gorduras saturadas são aquelas presentes nos produtos de origem animal e levam à formação do chamado colesterol ruim (LDL), que 'entope' as artérias e leva às doenças cardiovasculares. As gorduras desse tipo, segundo a nutricionista, não podem ultrapassar 10% da alimentação diária. ''Elas têm ligações simples e fazem a molécula ficar menos flexível. Este tipo está presente na carne gorda, no leite integral, na fritura'', aponta Mirela.
As gorduras do tipo trans estão presentes principalmente nos produtos industrializados e não devem ser consumidas. O máximo permitido, aponta, é de dois gramas ao dia.
Já as gorduras insaturadas podem ter uma ou mais ligações e 'entram' mais facilmente na composição da membrana celular. Elas estão nos óleos vegetais, nos azeites e nas castanhas, como amêndoas, nozes e macadâmia.
A ingestão de gorduras, no entanto, pede moderação, mesmo quando são 'do bem'. Mirela ressalta que elas são fundamentais, mas, em excesso, causam obesidade. (Fonte: Chiara Papali-Folha de Londrina)

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